Diferenças entre edições de "Forte de Nossa Senhora dos Remédios (Fernando de Noronha)"

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A ilha foi ocupada por forças da [[Companhia Francesa das Índias Ocidentais]] sob o comando do Capitão Lesquelin, em fins de [[1736]], desalojadas sem resistência por tropas portuguesas sob o comando do Tenente-coronel [[João Lobo de Lacerda]] no ano seguinte ([[6 de Outubro]] de [[1737]]) (SOUZA, 1885:81). Sobre os remanescentes da antiga posição neerladesa que defendia o ancoradouro, estas tropas iniciaram a construção do chamado '''Forte dos Remédios''', com risco do [[Engenharia militar|Engenheiro militar]] [[Diogo da Silveira]], sob a direção do próprio Tenente-coronel João Lobo de Lacerda. Em [[alvenaria]] de pedra e cal, a sua planta recebeu a forma de um polígono irregular orgânico com quatorze ângulos (nove salientes e cinco reentrantes), quatro edificações ao centro do terrapleno e [[bateria (arquitectura)|bateria]]s corridas, à barbeta. Acredita-se seja desse período a planta sem data, intitulada:
 
:"''Planta do Forte de Nossa Senhora dos Remédios na ilha de Fernando de Noronha, em um alto bastantemente elevado, em que se acharam vestígios da antiga fortificação; é este sítio todo cortado a pique, e inacessível por toda a parte, com um só passo estreito por onde se sobe a ele; não admite outra forma de fortificação em razão de sua irregularidade; (...) os vestígios que se acharam da fortificação antiga, são de obra mais restrita. Achou-se também neste sítio, um armazém de abóbada subterrâneo, de pólvora, enxuto (...)''" (AHU, Lisboa) (IRIA, 1966:64).
 
Esta estrutura sofreu obras de ampliação a partir de [[1741]], quando passou a contar com seis baterias. Em seu terrapleno distribuíam-se os edifícios do ''Quartel de Comando'', ''Quartel da Tropa'', ''Corpo da Guarda'', ''Arrecadação'', ''Casa da [[Pólvora]]'' e ''[[Cisterna]]''. Ao abrigo das [[muralha]]s, distribuíam-se os calabouços, subterrâneos. O conjunto era acessado por um portão monumental, de [[cantaria]] (GARRIDO, 1940:56). Encontrava-se guarnecida, à época, por um Capitão e trinta e dois praças, e artilhada com seis peças de diferentes calibres (BARRETTO, 1958:127). Estas obras encontram-se indicadas em plantas posterior, sem data, onde já figura a torre circular que atualmente domina o conjunto ("Fortaleza de N. Sra. dos Remédios. Escala de 200p". in: Manuscritos do Brasil, nº 43, f. 633. Arquivo Nacional da [[Torre do Tombo]], Lisboa).