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<h2><i>LaudantUbi quaesolitudinem sciuntfaciunt, vituperantpacem quae ignorantappellant.</i><br>
<br><b>[[TertulianoPúblio Cornélio Tácito|Tácito]]</b></h2>
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[[Imagem:Laptop stickers.jpg|thumb|600px|It's all about freedom.]]
[[Imagem:Kenpei.JPG|center|600px|'''このページは憲兵コントロールされています。''']]
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==''That's all...''==
<big>'''このページは憲兵コントロールされています。'''</big></font></center>
===O Google reúne todo o conhecimento humano?===
 
O Google tornou-se tão essencial e onipresente neste início de século XXI, que foi criada uma disciplina "Google" na Universidade de Washington, [[Estados Unidos]]. Em Junho de [[2004]], a revista "[[Superinteressante]]" publicou uma extensa matéria sobre o buscador, onde o professor da citada disciplina, Joe Janes, comenta os exageros de avaliação quanto à infalibilidade do serviço:
:''"Os buscadores se tornaram tão presentes na vida das pessoas que existe o perigo de elas acreditarem que, se uma coisa não aparece no Google, ela não existe", diz Joe Janes. Só que a maior parte dos documentos, online ou não, está fora do alcance das ferramentas de pesquisa. Acredita-se que as páginas listadas no Google correspondam a menos de 1% da internet. A defasagem acontece porque os buscadores dependem de pequenos softwares que rastreiam a internet pulando de link em link. No entanto, existem bilhões de catálogos de lojas, informações sobre vôos, arquivos, relatórios governamentais e bancos de dados que só podem ser acessados quando um humano requisita a informação ou preenche um formulário, o que os torna invisíveis às ferramentas de busca. "Se a pessoa não souber acessar esses recursos, a qualidade da pesquisa pode ficar bastante comprometida", afirma Janes.''<ref>KENSKI, Rafael. (2004) ''O Mundo Google''. Revista [[Superinteressante]]. Junho de 2004. Pg. 57-8. ISSN 0104-1789</ref>
 
===Por que devem ser informadas referências?===
 
Embora seja cada vez mais citada como fonte de referência na mídia tradicional (jornais e programas radiofônicos, quase sempre), ainda assim, volta e meia a Wikipédia, um dos dez [[website|sítios]] mais visitados no mundo, recebe acusações concernentes à falta de [[confiabilidade]] de seu conteúdo<ref>&mdash;"Criador do Wikipédia diz que site não é confiável". '''O Sul''', [[13 de abril]] de [[2007]]. ''Caderno R'', p.6.</ref>. Editores conscientes dessa realidade devem estar dispostos a apresentar [[Wikipedia:Fonte fiável|fontes de referência]] para seus artigos, mesmo que (em casos de tradução), o artigo original não as apresente.
 
Naturalmente, em tempos de [[internet]] não se espera que todas as fontes citadas estejam necessariamente em livros impressos. As {ligações externas} são muito úteis neste caso, para que o leitor cheque em primeira mão se o conteúdo apresentado no verbete possui alguma credibilidade. Mas a correta citação [[bibliografia|bibliográfica]] de livros em papel também é de extrema relevância, pois indica que o editor deu-se ao trabalho de fazer uma pesquisa numa [[biblioteca]] (ou, pelo menos, nos livros e enciclopédias que eventualmente possua em casa).
 
Artigos {mínimo}s ou {esboço}s poderiam ser poupados desta exigência, mas qualquer coisa maior do que um parágrafo teria de apresentar suas fontes. Cumprir o mais fielmente possível a [[Wikipedia:Verificabilidade|Política de Verificabilidade]] no que tange à apresentação de referências, deveria ser o objetivo de todo editor realmente preocupado com a confiabilidade da Wikipedia.
 
===A liberdade de expressão deve ser exercida de modo irrestrito?===
 
A [[liberdade de expressão]] é um bem precioso das [[democracia]]s. Sob o amparo da [[Constituição dos Estados Unidos da América|Primeira Emenda]], provavelmente não deve haver país que mais preze esse valor do que os [[Estados Unidos da América]]. Todavia, a imensa maioria de todos os outros países do mundo lançam mão de algum tipo de restrição à liberdade de expressão, baseando-se na [[premissa]] de que permitir que todos expressem livremente seus [[ódio]]s e [[preconceito]]s, resultaria não apenas na apologia da violência, mas no fim do convívio social. O caso do [[nazismo]] é exemplar, e não é por outro motivo que ele é proibido na maioria dos países do [[Ocidente]] ([[Brasil]] inclusive<ref>[http://www.planalto.gov.br/ccivil/LEIS/L7716.htm#art21 Lei 7716] de [[5 de janeiro]] de [[1989]]</ref>). Sabedores disto, aqueles que pretendem fazer [[apologia]] das idéias de [[Hitler]] e dos escritores [[racialismo|racialistas]] nos quais ele se baseou, lançam mão da defesa do [[Revisionismo do Holocausto|revisionismo]] (uma forma "delicada" de [[negação do Holocausto|negar o Holocausto]]) e denunciam uma suposta ''[[censura]]'' arbitrária (quando não sujeita a interesses escusos) à sua livre manifestação. <u>Citar pontos de vista [[controvérsia|controversos]] é perfeitamente válido e democrático</u>. O mesmo não pode ser dito em relação ao revisionismo puro e simples, tentativa grotesca de mascarar a realidade presente e reescrever o passado sob a ótica distorcida de [[regime político|regimes]] [[totalitarismo|totalitários]], varridos para a lata de lixo da [[História]].
 
Um último adendo sobre esse tema: a Wikipédia é hoje reconhecida como fonte para pesquisas escolares. Assim sendo, talvez fosse o tempo de ser aplicado aqui o mesmo rigor que os [[Alemanha|alemães]] reservam a quem escreve inverdades sobre o nazismo ou mesmo quem procura suavizar a imagem do [[Terceiro Reich]]. Como declarou Henning Surr, assessor político da [[Fundação Konrad Adenauer]], em recente matéria da [[revista Época]] sobre educação, "se algum professor disser que o nazismo não foi tão ruim, é imediatamente exonerado".<ref>MANSUR, Alexandre; VICÁRIA, Luciana e LEAL, Renata. ([[2007]]). ''O que estão ensinando às nossas crianças?''. "[[Revista Época]]". [[22 de outubro]] de [[2007]]. p. 69</ref> Que a porta da rua seja então a serventia da casa para essa espécie sub-reptícia de mentiroso.
 
===Em quais circunstâncias o uso de sockpuppets deveria ser autorizado?===
 
A Wikipédia lista [[Wikipedia:Motivos para a utilização de sock puppets|três motivos]] que viabilizam o uso limitado de [[sockpuppet]]s (contas de usuários que se fazem passar por outra pessoa). Na minha humilde opinião, bons motivos nesse caso não existem. ''Alguém não quer ver seu nome associado a um artigo?'' Ora, basta não editar esse artigo. Ou então, editar como um anônimo, o que seria bem mais racional. ''Um burocrata/administrador que deseja saber como a comunidade trata novos usuários?'' Ora, novos usuários são sempre bem tratados - exceto aqueles que entram com o objetivo de vandalizar, ofender, escrever verbetes de auto-elogio e criar polêmicas. Esse é um argumento extremamente frágil. Finalmente, a desculpa de que o ''sock'' é válido pelo fato de outrem ''conhecer o nick usado na Wikipédia''. E daí? Edita-se anonimamente então ou pede-se a troca do nome (o que pode ser facilmente conseguido).
 
Ao abrir essa porta (não se trata de uma brecha), a administração da Wikipédia implicitamente deixa uma ampla margem para a ação de manipuladores de votações e detratores da imagem alheia. E depois têm de arcar com o ônus de detectar e reprimir quem abusa desse instrumento. Essa responsabilidade não pode ser repassada aos editores comuns, como alguns administradores (cujo nome indica a atividade a qual deveriam estar se dedicando - ''administrar'') parecem querer fazer.
 
===De quem deve ser exigido o comprometimento com o trabalho na Wikipédia?===
 
Desde a aprovação da [[Wikipedia:Votações/Revogação do estatuto de administrador|política de revogação do estatuto de administrador]], alguns insatisfeitos têm se pronunciado no sentido de que nenhum participante é empregado da Wikipédia e que, portanto, não teriam qualquer obrigação quanto a frequência ou comprometimento com o projeto. O raciocínio é perfeitamente defensável no caso dos editores comuns (estes possuem razões próprias para gostar do que fazem, e deixar de gostar quando bem o entendem), mas não no tocante aos [[Wikipedia:Administrador|administradores]]. Administradores são [[Wikipedia:Pedidos de administração|eleitos]] para ocupar a função. Portanto, em princípio, são sim, empregados da Wikipédia, mesmo que não recebam salário para isso. Já que aceitaram a incumbência, devem honrá-la. Têm contas a prestar se não para todos os editores responsáveis, pelo menos em relação ao universo dos seus eleitores. Antes de se afastar por motivos menos graves do que prisão, coma profundo ou amnésia, estes administradores deveriam pelo menos ter a consideração de avisar aos que os elegeram sobre essa tomada de decisão.
 
O trabalho voluntário no mundo de "tijolo e cimento" dificilmente sobreviveria sem o comprometimento de seus participantes. Organizações como o CVV (''Centro de Valorização da Vida'')<ref>{{link|pt|2=http://www.cvv.org.br/|3=CVV}}</ref> ou o programa ''Escreve Cartas''<ref>{{link|pt|2=http://www.poupatempo.sp.gov.br/noticias/noticia.asp?id=768|3=Escreve Cartas}}</ref> em [[São Paulo]], exigem assiduidade e pontualidade de seus voluntários. Quem não se enquadra, é dispensado.
 
E, naturalmente, para os que forem contra a desnomeação, caso no futuro os administradores ausentes quiserem reassumir a função, sempre poderá haver nova votação para reconduzi-los ao cargo...
 
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