Diferenças entre edições de "Calabar: o Elogio da Traição"

Sem alteração do tamanho ,  18h42min de 3 de novembro de 2008
Vivia o [[Brasil]] sob a opressão do regime ditatorial militar, e era comum o uso das metáforas nas produções artísticas a fim de, por um lado, burlar a censura rigorosa do sistema (sendo popular a figura de [[Armando Falcão]], Ministro da Justiça, encarregado dessa tarefa canhestra) e, por outro, denunciar a situação atual.
 
Chico Buarque foi um mestre no uso dessas figurações: e o episódio histórico do traidor '''Calabar''', comum em todos os livros didáticos como um dos maiores exemplos de perfídia - serviu de mote para justamente questionar a chamavachamada ''versão oficial''.
 
Na peça, Domingo Calabar passa de comerciante que visava o lucro e que, por isto, traíra os portugueses e colonos brasileiros - para um quase herói, que tinha por objetivo não o ganho pessoal, mas o melhor para o povo brasileiro (na verdade um conceito ainda inexistente, no [[século XVIII]]).
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