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A república nasce sem apóio social nem político. Os partidos republicanos apenas têm seguidores nem simpatizantes. As classes populares começam a decantar-se pelos movimentos operários. Os poderes fáticos (Igreja, exército, banqueiros, grandes empresários) eram contrários à República e às suas idéias sociais avançadas.
 
O primeiro presidente foi [[Estanislao Figueras]] e após a vitória republicana na eleições, a maioria federalista entregou o poder a [[Francisco Pi y Margall]], principal teórico do federalismo republicano, cujos princípios foram refletidos no projeto de Constituição federal de 1873. Estabelecia a separação entre Igreja e Estado e um modelo da Espanha a partir de uma federação de 15 (ou 17 com Cuba e Porto Rico) Estados federais: Andaluzia Alta, Andaluzia Baixa, Aragão, Astúrias, Baleares, Canárias, Castela a Nova, Castela a Velha, Catalunha, Estremadura, Galiza, Múrcia, Navarra, Valência, Regiões Vascongadas. Mais tarde incorporar-se-iam as [[Filipinas]], [[Bioko|Fernando Poo]], [[Ano Bom]] (no golfo da Guiné), [[ilha de Corisco]] e osoutros estabelecimentos da África.
 
Espanha vivia numa situação de conflito social e político. As tensões sociais estouraram em forma de greves obreiras e ocupação de terras pelos camponeses e o fenômeno do cantonalismo. Além disso, dois conflitos militares dificultavam a convivência pacífica: a insurreição de [[Cuba]] de 1868 e a terceira guerra carlista de 1872.
 
* '''O [[cantonalismo]]'''. A queda de Pi y Margall, substituído por [[Nicolás Salmerón|Salmerón]] na Presidência da república, deu uma virada conservadora ao regime. Numerosas populações declararam-se república ou cantão independente em Valência, Múrcia e Andaluzia (destacam-se [[AlcoyAlcoi]] e [[Cartagena (Espanha)|Cartagena]]). Houve cantões nas cidades de [[Castellón de la Plana]], [[Valência]], Alcoy, [[Alicante]], [[Torrevieja]], [[Almansa]], Cartagena, [[Granada (Espanha)|Granada]], [[Málaga]], [[Bailén]], [[Andújar]], [[Jaén]], [[Sevilha]], [[Cádiz]], [[Tarifa]], [[Algeciras]] e [[Salamanca]]. Muitos declararam a guerra ao Estado central, e ocasionalmente, entre si (Granada contra Jaén). Estas insurreições aglutinaram artesãos, tendeiros e assalariados dirigidos por republicanos intransigentes. Foram sufocadas com dureza pelo governo central. O [[cantão de Cartagena]] resistiu até a [[12 de Janeiro]] de [[1874]], devido ao caráter de fortificação militar e base naval, bem como à adesão das tripulações dos melhores barcos da [[armada]].
 
Salmerón demitiu quando se negou a assinar duas condenas à morte ditadas para reios culpáveis da insurreição cantonal. As Cortes escolheram no seu lugar a Castelar e outorgaram-lhe poderes extraordinários com o fim de tentar solucionar as graves crises políticas e militares que sacudiam Espanha. Castelar suspendeu as garantias constitucionais e governou por decreto.
 
* '''A [[Guerra dos Dez Anos]] (1868-1878) com o [[Grito de Yara]]'''. Os [[crioulo]]s passaram das petições de autonomia aos desejos de [[independência]]. Os fazendeiros cubanos, com o apóio dos [[Estados Unidos]], não aceitavam quer o regime político que se impôs na Espanha com a revolução de 1868 quer a abolição da [[escravidão]]. No seio do movimento independentista produziu-se um confronto entre os ricos donos das plantações e o restante dos cubanos, partidários do fim do regime escravista.
 
* '''A [[Terceira Guerra Carlista]] (1872-1876)''', que estourara uns meses antes de proclamar-se a I República, recrudesceu-se. O pretendente Carlos VII, neto de Carlos Maria Isidro (V, na sucessão carlista), mobilizou uns 45.000 homens armados. Devolveu os ''fueros'' catalães, aragoneses e valencianos ([[16 de Junho]] de [[1872]]) suprimidos por [[Filipe V da Espanha|Filipe V]] e criou um governo em Estella, embrião de um Estado carlista com [[Município]]s e Deputações, organizados segundo o regime foral, impulsionadores das línguas locais e as instituições tradicionais anteriores a 1700. A insurreição teve sucesso na Catalunha, Navarra, [[País Basco]] e pontos isolados do restante da Espanha. As tropas carlistas controlaram as zonas rurais, mas não as cidades; o estado carlista precisava ocupar uma cidade importante para criar um estado forte. O exército carlista sitiou a cidade de BilbaoBilbau, mas esta resistiu até a chegada das tropas alfonsinas. A derrota carlista produziu-se em [[1876]], uma vez que se superaram as dificuldades do período revolucionário e foi restaurada uma monarquia liberal de Afonso XII. O novo regime alfonsino armou um exército de 150.000 homens para se enfrentar a unscerca escassosde 33.000 voluntários carlistas mal armados e organizados. As vitórias alfonsinas sucedemsucederam-se até a queda final de [[Montejurra]] e a tomada de Estella a [[16 de Fevereiro]] de 1876 pelas tropas dirigidas pelo general Primo de Rivera. O pretendente Carlos VII foiretirou-se retiradapara a França e pôs fim à guerra carlista. As conseqüências da derrota carlista centraramcentrariam-se na supressão dos ''fueros'' bascos (1876), criando o caldo de cultivo do qual nasceria pouco depois outro movimento político, o [[nacionalismo basco]].
 
===República presidencialista ([[3 de Janeiro]] – [[29 de Dezembro]] [[1874]])===
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