Diferenças entre edições de "Afonso VI de Portugal"

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==Biografia==
Nascido apenas como [[Lista dos infantes de Portugal|Infante de Portugal]], '''D. Afonso''' não estava destinado a reinar nem foi preparado para tal, em virtude do herdeiro da coroa ser o seu irmão mais velho, o brilhante [[Teodósio III de Bragança|Príncipe D. Teodósio]].<ref Noname="História"> entantoLOURENÇO, devidoPaula, àPEREIRA, morteAna precoceCristina, TRONI, Joana, ''Amantes dos Reis de DPortugal'', p. Teodósio163, aosA 19Esfera anosdos Livros, Lisboa, 2ª ed, Dezembro de 2008</ref> A sua formação foi pouco cuidada, à semelhança dos restantes irmãos, o que se confirma quando D. AfonsoCatarina herdouparte inesperadamentepara oa trono[[Inglaterra]], em virtude do seu casamento com [[Carlos II da Inglaterra|Carlos II]], quase sem saber falar inglês. <ref name="História"> LOURENÇO, Paula, PEREIRA, Ana Cristina, TRONI, Joana, ''Amantes dos Reis de Portugal'', p. 163, A Esfera dos Livros, Lisboa, 2ª ed, Dezembro de 2008</ref>
 
Ao contrário dos seus irmãos, Afonso passou a sua infância e juventude em Lisboa, num ambiente tenso e mergulhado em preocupações políticas, governativas, militares, entre outras. <ref name="História"> LOURENÇO, Paula, PEREIRA, Ana Cristina, TRONI, Joana, ''Amantes dos Reis de Portugal'', p. 163, A Esfera dos Livros, Lisboa, 2ª ed, Dezembro de 2008</ref> Com 3 ou 4 anos de idade, atinge-o uma «febre maligna» que lhe afecta o lado direito do corpo e que se repercutirá na sua vida em variados aspectos, desde políticos a familiares e sexuais<ref name="História"> LOURENÇO, Paula, PEREIRA, Ana Cristina, TRONI, Joana, ''Amantes dos Reis de Portugal'', p. 163, A Esfera dos Livros, Lisboa, 2ª ed, Dezembro de 2008</ref> . Uma doença do sistema nervoso central, pensa-se hoje, talvez uma meningoencefalite.
Sucedeu a seu pai [[João IV de Portugal|João IV]] em [[1656]], mas sua mãe [[Luísa de Gusmão]] exerceu a [[regência]] durante a sua menoridade, até [[1662]]. Mereceu o cognome de ''O Vitorioso'', por no seu reinado [[Portugal]] ter vencido a [[Espanha]] em numerosas batalhas da [[Guerra da Restauração]]; a isso muito se deveu a vinda a [[Portugal]] de um estratega [[Alemanha|alemão]], o Conde de Schomburg.
 
A morte do irmão, D. Teodósio, sucede-se a [[13 de Maio]] de [[1653]] e, a [[17 de Novembro]] do mesmo ano, falece D. Joana. Passa Afonso para a ribalta como novo herdeiro do trono de Portugal. Volvidos três anos, falece [[João IV de Portugal|D. João IV]], deixando um sucessor cuja idade ainda não lhe permitia governar e de capacidade mental duvidosa para assumir a função. Foi aclamado e jurado rei a [[15 de Novembro]] de [[1656]]<ref name="História"> LOURENÇO, Paula, PEREIRA, Ana Cristina, TRONI, Joana, ''Amantes dos Reis de Portugal'', p. 164, A Esfera dos Livros, Lisboa, 2ª ed, Dezembro de 2008</ref>, dia em que se iniciava também a regência da sua mãe, D. [[Luísa de Gusmão]], que só deixará o cargo de regente após uma manobra encabeçada por Castelo-Melhor e apoiada por D. Afonso, que a depõe em [[1662]].
Fora atingido aos três anos de idade por uma febre maligna que o tornara mentalmente incapaz e sofrendo de mal hemiplégico. Uma doença do sistema nervoso central, pensa-se hoje, talvez uma meningoencefalite. A esperança de que melhorasse com a idade adiou o problema que era ser o monarca incapaz para o exercício do poder supremo...
 
Sucedeu a seu pai [[João IV de Portugal|João IV]] em [[1656]], mas sua mãe [[Luísa de Gusmão]] exerceu a [[regência]] durante a sua menoridade, até [[1662]]. Mereceu o cognome de ''O Vitorioso'', por no seu reinado [[Portugal]] ter vencido a [[Espanha]] em numerosas batalhas da [[Guerra da Restauração]]; a isso muito se deveu a vinda a [[Portugal]] de um estratega [[Alemanha|alemão]], o [[Conde de Schomburg]].
Com 13 anos, narra Veríssimo Serrão em «''História de Portugal''», volume V, página 46, seu maior gosto era rodear-se de rapazes de baixa estirpe, entre os quais dois irmãos Conti», e chegou a se envolver em arruaças nas ruas de Lisboa, causa de preocupação na corte e no Reino. De nada serviram os conselhos da Rainha e do [[conde de Odemira]]. «O grupo entrava a seu bel prazer no Paço, dali sendo expulso pelo conde de Odemira, o que levou o monarca cenas de redobrada ira contra a rainha e os conselheiros. Na sombra apareceram então alguns jovens cortesãos, como o conde de Castelo Melhor e o [[conde de Atouguia]], que fortaleceram a posição de D. Afonso VI, não porque lhes conviesse a vida escandalosa deste mas porque sentiam que o favor régio estava a seu alcance logo que ele tomasse o poder.» Diz um cronista:
 
Com 13 anos, narra Veríssimo Serrão em «''História de Portugal''», volume V, página 46, seu maior gosto era rodear-se de rapazes de baixa estirpe, entre os quais dois irmãos Conti», e chegou a se envolver em arruaças nas ruas de Lisboa, causa de preocupação na corte e no Reino. De nada serviram os conselhos da Rainha e do [[conde de Odemira]]. «O grupo entrava a seu bel prazer no Paço, dali sendo expulso pelo conde de Odemira, o que levou o monarca cenas de redobrada ira contra a rainha e os conselheiros. Na sombra apareceram então alguns jovens cortesãos, como o conde de Castelo Melhor e o [[conde de Atouguia]], que fortaleceram a posição de D. Afonso VI, não porque lhes conviesse a vida escandalosa deste mas porque sentiam que o favor régio estava a seu alcance logo que ele tomasse o poder.» Diz um cronista:
«Um certo genovês António Conti, astucioso, soube insinuar-se nas boas graças de el-rei, aplaudindo os rapazes que D. Afonso protegia nas contendas que se travavam. D. Afonso descia ao pátio para conversar com ele, que procurava tornar-se agradável, oferecendo-lhe bugigangas do seu comércio, que tentavam o gosto pouco apurado do monarca. António Conti foi-se insinuando no ânimo de D. Afonso, que chegou a introduzi-lo no palácio. Os preceptores quiseram acabar com o escândalo, mas o rei insistiu, e procurou meios de se comunicar secretamente com o italiano. Os preceptores, vendo que nada conseguiam, desistiram. D. Afonso VI, convencendo-se do seu poder, prosseguiu nos desregramentos, introduzindo na sua intimidade o irmão de António Conti, negros, mouros e lacaios de ínfima espécie. Divertiam-se todos em combates de lebreus, primeiro no paço, depois no próprio terreiro, em público. Aquele bando ignóbil não abandonava nunca o rei; percorriam todos a cidade, de noite, apedrejando janelas, arremetendo contra os transeuntes. A incapacidade física de D. Afonso tornava ainda estes espectáculos mais repugnantes. Atirando-se por bazófia a empresas atrevidas, sempre se saia mal, obrigando-se a fazer-se reconhecer, para não ser maltratado pelas pessoas que provocava. Por vezes enchia o paço de mulheres perdidas, também por bazófia, porque não era menos incapaz para as lutas amorosas que para as lutas guerreiras. A rainha regente não sabia como impedir semelhante viver, e quis abandonar a regência, quando D. Afonso completou 18 anos; o conselho de estado porém, pediu-lhe que tal não fizesse, pelo menos enquanto não tirasse António Conti da intimidade do rei. A rainha então antes de largar a regência, resolveu desterrar António Conti para o Brasil; D. Afonso, sempre volúvel depois de se mostrar furioso, sossegou, e talvez até não pensasse mais nos seus validos, se um homem, muito inteligente, mas ambicioso, não tomasse o partido deles, e não excitasse os sentimentos de el-rei.»
 
Diz um cronista:
A rainha chegou a encarar a hipótese de o infante D. Pedro, seu 3º filho, vir a ser jurado herdeiro do trono, para o que recebeu casa própria (seria mais tarde efetivamente rei como D. [[Pedro II de Portugal]]). Mas tendo falhado o golpe palaciano de 1662, que visava o desterro de António Conti no [[Brasil]] ou, talvez mesmo, a prisão do monarca, abriu-se o processo que levou ao termo da regência em [[23 de junho]] de [[1662]], à entrega do poder efetivo ao rei.
 
{{quote2|''«Um certo genovês António Conti, astucioso, soube insinuar-se nas boas graças de el-rei, aplaudindo os rapazes que D. Afonso protegia nas contendas que se travavam. D. Afonso descia ao pátio para conversar com ele, que procurava tornar-se agradável, oferecendo-lhe bugigangas do seu comércio, que tentavam o gosto pouco apurado do monarca. António Conti foi-se insinuando no ânimo de D. Afonso, que chegou a introduzi-lo no palácio. Os preceptores quiseram acabar com o escândalo, mas o rei insistiu, e procurou meios de se comunicar secretamente com o italiano. Os preceptores, vendo que nada conseguiam, desistiram. D. Afonso VI, convencendo-se do seu poder, prosseguiu nos desregramentos, introduzindo na sua intimidade o irmão de António Conti, negros, mouros e lacaios de ínfima espécie. Divertiam-se todos em combates de lebreus, primeiro no paço, depois no próprio terreiro, em público. Aquele bando ignóbil não abandonava nunca o rei; percorriam todos a cidade, de noite, apedrejando janelas, arremetendo contra os transeuntes. A incapacidade física de D. Afonso tornava ainda estes espectáculos mais repugnantes. Atirando-se por bazófia a empresas atrevidas, sempre se saia mal, obrigando-se a fazer-se reconhecer, para não ser maltratado pelas pessoas que provocava. Por vezes enchia o paço de mulheres perdidas, também por bazófia, porque não era menos incapaz para as lutas amorosas que para as lutas guerreiras. A rainha regente não sabia como impedir semelhante viver, e quis abandonar a regência, quando D. Afonso completou 18 anos; o conselho de estado porém, pediu-lhe que tal não fizesse, pelo menos enquanto não tirasse António Conti da intimidade do rei. A rainha então antes de largar a regência, resolveu desterrar António Conti para o Brasil; D. Afonso, sempre volúvel depois de se mostrar furioso, sossegou, e talvez até não pensasse mais nos seus validos, se um homem, muito inteligente, mas ambicioso, não tomasse o partido deles, e não excitasse os sentimentos de el-rei.»''}}
 
A rainha chegou a encarar a hipótese de o infante D. Pedro, seu 3º filho, vir a ser jurado herdeiro do trono, para o que recebeu casa própria (seria mais tarde efetivamenteefectivamente rei como D. [[Pedro II de Portugal]]). Mas tendo falhado o golpe palaciano de 1662, que visava o desterro de António Conti no [[Brasil]] ou, talvez mesmo, a prisão do monarca, abriu-se o processo que levou ao termo da regência em [[23 de junhoJunho]] de [[1662]], à entrega do poder efetivoefectivo ao rei.
 
==Poder efectivo==
{{Casa de Bragança - Descendência}}
Teve por primeiro-ministro e amigo dilecto D. [[Luís de Vasconcelos e Sousa]], o 3.º [[conde de Castelo Melhor]], que o ajudou a manter-se no poder, não obstante a sua [[incapacidade mental]]. Não oferece dúvida que foi ele o cérebro da manobra que afastou a rainha da vida púbicapública, tendo nela participado o [[conde de Atouguia]] e [[Sebastião César de Meneses]]. Levaram o rei para Alcântara e para lá convocaram a nobreza, retirando-se ao Paço da Ribeira o centro de decisão política. A rainha, tratada com o maior respeito pelo grupo de Castelo Melhor, se manteve no Paço até marçoMarço de [[1663]], quando se recolheu ao convento dos Agostinhos Descalços (ou dos Grilos). Era obra sua a aliança com a Inglaterra, assinada em 1662, condição de sobrevivência da dinastia, assim como o preparo das forças que, entre [[1657]] e [[1661]], mantiveram a defesa do Reino. Morreu ela a [[27 de novembroNovembro]] do ano seguinte, no convento do vale de Xabregas.
 
O golpe palaciano que a depôs é assim descrito:
«Depois de Afonso VI tomar posse da governação de Estado, D. [[João de Áustria]], filho bastardo do rei de Castela, invadiu o Alentejo, tomou Évora, e chegou quase às portas de Lisboa. O conde de Castelo Melhor tratou de organizar importantes forças para repelirem esta invasão, colocando à frente dessas forças D. Sancho Manuel, [[conde de Vila Flor]], e o conde de Schomberg. Seguiu-se uma série de combates a de vitórias; a reconquista de Évora, a tomada de Assumar, Ouguela, Veiros, Monforte, Crato e Borba; Figueira de Castelo Rodrigo, Ameixial, batalha que se deu em [[1663]], em que muito se distinguiram os generais marquês de Marialva, e conde de Schomberg. A decadência de Portugal era inevitável, com um rei tão fraco que tudo sacrificava à quietação do espírito e às suas comodidades. Nas colónias ainda essa decadência mais se pronunciava. As complicações da Índia, a aliança da Inglaterra, com o casamento da infanta D. [[Catarina de Bragança]], filha de D. João IV, com o rei de Inglaterra, Carlos II, que levou em dote duas praças, Bombaim e Tânger, a tomada, pelos holandeses, de Ceilão, Cranganor, Negapatam, Cochim, Coulam, e Cananor, as negociações a que foi indispensável entrar com eles e a traição do [[duque de Aveiro]] e de D. Fernando Teles de Faro. A campanha contra os espanhóis, terminou por assim dizer, com a batalha de Montes Claros, ganha pelo marquês de Marialva e o conde de Schomberg. Depois desta batalha, só houve escaramuças a guerras de fronteira. Os espanhóis, já cansados de tanto lutar, começaram a tratar da paz, que o conde de Castelo Melhor só queria aceitar com as condições a que nos dava direito a nossa constante supremacia militar. Assim o conde exigia que a Espanha nos cedesse uma porção do seu próprio território, queria a Galiza, e com certeza o conseguiria, se as intrigas da corte o não houvessem precipitado do poder.»
 
Grupos palacianos se aproveitaram da situação. Um grupo de nobres que incluía também o [[marquês de Marialva]], o [[conde de Sarzedas]], o [[conde de Vila Flor]], conseguiu derrubar o [[conde de Castelo Melhor]]. A [[27 de outubroOutubro]] a Câmara de Lisboa pediu a convocação imediata das Cortes, enquanto Castelo Melhor se exilava num mosteiro de arrábidos perto de [[Torres Vedras]], exilando-se depois nas cortes de [[Sabóia]], [[França]] e da [[Inglaterra]] (sua situação só se desanuviou depois da morte da Rainha em [[1683]]). A Rainha deixou o Paço em 21 de novembroNovembro, recolhendo-se ao convento da Esperança em clausura com suas damas e oficiais, no que se considerou grande escândalo.
 
Após seu afastamento em [[1667]] D. Afonso foi compelido por sua mulher, [[Maria Francisca Isabel de Sabóia|Maria Francisca]], e irmão, [[Pedro II de Portugal|Pedro]], a abdicar do trono no dia 22 de novembroNovembro. O infante D. Pedro justificou a tomada do governo pela exigência do «Senado lisboeta». Guardou apenas o título de «curador» e governador do Reino. Desde [[26 de novembroNovembro]] de [[1667]] os documentos vêm assinados pelo «Infante» e só depois de Cortes em [[1668]] passaram a sê-lo pelo «Príncipe». Fez membros do Conselho de Estado o [[duque de Cadaval]], D. [[Nuno Álvares Pereira de Melo]], D. [[Vasco Luís da Gama]], [[marquês de Nisa]]. escolheu como Presidente da Mesa do Desembargo do Paço o [[marquês de Gouveia]], D. [[João da]] Silva, e como vedor da Fazenda o velho general D. [[António Luís de Meneses]], [[marquês de Marialva]]. Eram todos elementos ligados ao «partido francês», vitoriosos sobre a facção «inglesa» comandada por Castelo Melhor.
 
D. Afonso foi banido para a ilha [[Terceira]], nos [[Açores]]. Tais actos foram sancionados pelas [[Cortes de Lisboa de 1668]]. O rei morreu em [[Sintra]], em [[1683]] depois de preso durante 9 anos no Quarto com seu nome no [[Palácio Nacional de Sintra|Palácio Real de Sintra]]. Sua morte, se diz ter sido por [[envenenamento]], após deposto pelo irmão [[Pedro II de Portugal|Pedro II]], que veio a casar com a sua mulher. Apenas saía do quarto para se dirigir à Capela do Palácio.
 
==Bibliografia==
* RIBEIRO, Mário de Sampayo, ''Estudos de Crítica Histórica I, 1667 - 1668, A destronação de el-Rei D. Afonso VI e a anulação de seu matrimónio'', Lisboa, 1938.
* 1 - RIBEIRO (Mário de Sampayo) - ESTUDOS DE CRÍTICA HISTÓRICA / I / 1667 - 1668 / A destronação de el-Rei / D. Afonso VI e a anulação / de seu matrimónio / LISBOA / 1938. D. Afonso VI era filho de D. João IV o Restaurador, e de sua mulher D. Luísa de Gusmão. Não era o filho mais velho, pois esse, D. Teodósio, tinha morrido havia já alguns anos. D. Afonso mal preparado, e com poucos talentos para governar, foi deposto pelo irmão D. Pedro e seus partidários. Deposto o rei, D. Pedro assume a regência do reino, tendo como uma das coisas prioritárias a anulação do casamento de D. Afonso com a rainha Maria Francisca Isabel de Sabóia. Obra que relata os acontecimentos ocorridos entre o ano de 1667 a 1668.
 
* 1 - RIBEIRO (Mário de Sampayo) - ESTUDOS DE CRÍTICA HISTÓRICA / I / 1667 - 1668 / A destronação de el-Rei / D. Afonso VI e a anulação / de seu matrimónio / LISBOA / 1938. {{quote2|D. Afonso VI era filho de D. João IV o Restaurador, e de sua mulher D. Luísa de Gusmão. Não era o filho mais velho, pois esse, D. Teodósio, tinha morrido havia já alguns anos. D. Afonso mal preparado, e com poucos talentos para governar, foi deposto pelo irmão D. Pedro e seus partidários. Deposto o rei, D. Pedro assume a regência do reino, tendo como uma das coisas prioritárias a anulação do casamento de D. Afonso com a rainha Maria Francisca Isabel de Sabóia. Obra que relata os acontecimentos ocorridos entre o ano de 1667 a 1668.}}
 
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=={{Ver também}}==
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