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A [[Flórida]] foi adquirida pelo governo americano após o [[Tratado de Adams-Onís]] firmado com os espanhois e se tornou uma [[possessão imobiliária | possessão]] em 1821. Em 1832 os Seminoles foram chamados para um encontro em Payne's Landing no [[Rio Oklawaha]]. Ali foi negociado o tratado da remoção dos índios para o Oeste. Eles deveriam ficar nas reservas Creek. Os Seminoles pertenceram à tribo Creek originalmente, mas depois se separaram, sendo então considerados desertores. Devido à isso eles não queriam se mudar para o Oeste pois certamente entrariam em conflito com sua antiga tribo. A delegação de sete caciques que deveria inspecionar a nova reserva não deixaria a Flórida até outubro de 1832. Depois de percorrer a área e contatar os Creeks, os chefes assinaram o documento em 28 de março de 1833, aceitando as novas terras. Mas ao voltar para a Flórida, muitos deles negaram o documento, dizendo que não o haviam assinado ou foram forçados a fazê-lo. Diziam não ter o poder de decidir por todas as tribos e bandos que moravam na reserva. Mas os nativos da área do Rio Apalachicola acabaram sendo persuadidos e se foram para o Oeste em 1834.<ref>Missall. Pp. 83-85.</ref> Em 28 de dezembro de 1835 um grupo de Seminoles e escravos fugidos emboscaram uma companhia do exército americano que tentava forçar a remoção dos Seminoles resistentes. De 110 militares apenas três sobreviveram, o que deu início a Segunda Guerra Seminole.
 
A Flórida começou a se preparar para a guerra. A milícia de St. Augustine pediu ao Departamento da Guerra 500 [[mosquete]]s emprestados. Quinhentos voluntários foram reunidos pelo Brigadeiro General [[Richard K. Call]]. Os guerreiros índios percorreram fazendas e povoados, obrigando as famílias a fugirem para as cercanias dos fortes, cidades maiores ou saírem do território. O líder guerreiro [[Osceola]] atacou um trem de suprimentos, matando oito dos guardas da milícia e ferindo seis outros. A maior parte dos suprimentos foi recuperado pela milícia após uma luta, dias depois. Plantações de cana na costa sul do Atlântico, em St. Augustine, foram destruídas e os escravos se juntaram aos Seminoles.<ref>Missall. Pp. 93-94.</ref>
Os líderes guerreiros [[Halleck Tustenuggee]], Jumper e os Seminoles negros Abraham e John Horse prolongaram a resistência nativa e enfrentaram o exército. A guerra terminou dez anos depois de iniciada, em 1842. O governo americano estimou ter gastado 20.000.000 de dolares com o conflito, uma soma astronômica para a época. Muitos índios foram forçados ao [[exílio]] para as terras Creek, ao Oeste do Mississippi; outros ficaram isolados nos [[Everglades]]. No fim, o governo desistiu de perseguir os Seminoles que ficaram nos Everglades (cerca de 100) e deixou-os em paz.<ref>Covington, James W. 1993. The Seminoles of Florida. Gainesville, Florida: University Press of Florida. ISBN 0-8130-1196-5. Pp. 145-6</ref>
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