Diferenças entre edições de "Casal da Madalena"

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Casal da Madalena, trata-se de uma pequena aldeia da Freguesia de [[Cernache do Bonjardim]]. A aldeia tem alguns interesses, taitais como:
- *[[Capela S. Macário e Santa Maria Madalena]] (padroeiros da aldeia);
- *Escola primária;
- *Fonte dos amores ou dos namorados;
- *Fonte e lavadouro do Vale da Moura;
- *Fonte do Marco da Maranha;
- *Caminho antigo, que liga a Cabeçada à Serra da Santa;
- *Casas tipicastípicas;
 
Apesar de pequena em dimensão territorial e habitacional,é muito grande em termos socio cultural.
De referir, o grupo dos tambores e o rancho como exemplos mais marcantes.
 
Embora não existam certezas absolutas quanto à origem do grupo dos tambores,
Embora não existam certezas absolutas quanto à origem do grupo dos tambores, sabe-se, porém algumas coisas que poderão ajudar a relatar a sua história.
 
Segundo relatos de pessoas mais idosas da aldeia, a tradição dos tambores, já era vivida na aldeia pelos seus avós. Por isso, conclui-se que tenha garantidamente 150 anos.
 
O grupo dos tambores era constituído por jovens rapazes de Casal da Madalena, com a tropa por cumprir e/ou solteiros. Estes juntavam-se numa casa própria (sede), confraternizando e aproveitando o tempo a organizar actividades, tais como, a divisão do burro “pulhas”, as partidas de Carnaval, o enterro do Entrudo, a serração da velha, as fogueiras, o cantar dos reis, etc.
 
Ao longo dos tempos, tiveram diversas casas como sede. Aí guardavam algum material e os instrumentos, como, os pífaros, ferrinhos, pandeiretas e tambores.
 
Assim é fácil concluir, a ligação e a origem da designação “Malta dos Tambores” de Casal da Madalena. Pois os tambores, juntamente com os pífaros, o senhor tinto e as chouriças assadas eram peças fundamentais nos convívios por eles realizados. Os convívios eram realizados preferencialmente à noite, depois do trabalho e iluminados pelas candeias a azeite.
 
Por vezes, faziam as famosas arruadas, ao toque de tambores e pífaros, nas ruas da aldeia e nas aldeias vizinhas. Aí organizavam-se, com um grupo à frente a tocar, os jovens aspirantes a meio e os mais velhos atrás, munidos de cachaporras, salvaguardando possíveis manifestações dos visitados.
Os instrumentos usados, eram executados por eles e deixados de geração em geração. Os tambores eram feitos com peles de cabrito, curtidas em urina e cinza. Os pífaros eram feitos com canas da Índia e os ferrinhos em ferro.
 
Esta rapaziada, não era bem vista por algumas pessoas da aldeia. Pois, quando acontecia alguma coisa de mal, era associado à Malta dos Tambores.
 
A partir, da década de 70, este grupo deixou de existir. A geração seguinte não se interessou em continuar estas tradições. Até que, nos últimos anos, um grupo de antigos membros se disponibilizou em reeditar a tradição, adquirindo tambores e organizando as genuínas Festas dos Tambores.
 
Agora veio para ficar?!
 
O futuro à juventude pertence…
 
 
'''A “Serração da Velha”,''' é uma antiga tradição popular, inserida nos rituais de passagem, marcados pelo desejo simbólico de regeneração e renovação.
 
Realiza-se na Quaresma, entre o Carnaval e a Páscoa.
 
Um grupo de rapazes forma o cortejo, carregando uma boneca em forma de velha, percorrendo a aldeia durante a noite e visitando a casa das senhoras mais idosas da aldeia.
 
A rapaziada serra com um serrote de braçal, um cortiço fingindo ser uma velha. Esta pode ser “interpretada” por um outro folião, que aos berros pede para não ser serrada. O povo acompanha a encenação com gritos de “ Serra a Velha, Serra a Velha”, “Arrepende-te velha a tua hora está a chegar”.
 
Como recompensa e em troca de tal partida, a velha costumava brindar a rapaziada, lançando pela janela os dejectos do seu penico.
 
"'''AS Pulhas"''' é um ritual, alusivo à época festiva Carnavalesca, vivido não só em Casal da Madalena, como em outras paragens.
 
Consistia em partilhar, de forma fictícia e alegórica as diversas partes de um burro morto, a determinados “sortudos” da aldeia, que se destacavam pelos bons e maus motivos, aspecto, profissão, etc.
 
A rapaziada dirigia-se para os locais mais elevados da aldeia, nomeadamente, o Cerro (hoje Rua Santa Maria Madalena), Cabeço Cinzeiro, Cabeçada. Aí munidos de um funil (cabaça), proclamavam, oferecendo em forma de verso as partes do burro mais adequadas a cada pessoa.
 
Como por exemplo:
 
O Sr.………por ser um bom pedreiro fica com uma costela do burro para fazer um ponteiro.
 
 
'''"As murças"''' era um traje típico e genuíno em forma de capucho concebido e usado pelas mulheres Casaleiras. As murças, colocadas sobre a cabeça, visavam proteger a cabeça, costas e braços das mulheres do campo, dos Invernos chuvosos e frios. Eram preferencialmente usadas aquando a apanha da azeitona.
 
Este traje, era executado por poucas pessoas da aldeia. Estas começavam por espalhar o pano bastante espesso numa ampla sala. Aí cortavam as diversas faixas que compõem a murça e costuravam posteriormente.
 
Ainda hoje, as murças são associadas às mulheres Casaleiras.
 
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