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[[imagem:Florencio-Terra.gif|thumb|Florêncio Terra (c. 1915).]]
'''Florêncio Terra''' nasceu na ([[Horta]], [[Ilha do Faial]], [[Açores]] a [[18 de Maio]] de [[1858]] e nesta— cidadeHorta, morreu a [[25 de Novembro]] de [[1941]].), Oescritor, paipublicista, eraprofessor [[Florêncioe Josépolítico Terraaçoriano Brum]]que se notabilizou como contista.
==Biografia==
Florêncio Terra nasceu na [[Horta]], [[ilha do Faial]], a [[18 de Maio]] de [[1858]], filho do conhecido capitão da marinha mercante [[Florêncio José Terra Brum]] e de Maria dos Anjos Sarmento. Pelo lado paterno pertencia à família do [[barão de Alagoa]], uma das mais distintas e influentes do seu tempo.
 
Cursou com distinção o Liceu da Horta, aí começando, em [[14 de Outubro]] de [[1888]], a reger interinamente a cadeira de Introdução à História Natural.
Foi sócio fundador do [[Grémio Literário Faialense]] em [[1874]]. Antes de 1890 entrou para o quadro de professores do Liceu da Horta, de que veio a ser reitor. Ali ensinou proficientemente Matemática e outras disciplinas. Distinguiu-se como vereador e presidente da Câmara na cidade natal.
 
Pretendendo seguir a carreira do magistério liceal, prestou, de seguida, brilhantes provas em [[Lisboa]], ficando aprovado. Foi nomeado a [[8 de Novembro]] de [[1896]] professor vitalício, iniciando uma carreira que manteria toda a vida. Ensinou Matemática e Ciências Naturais.
Pertenceu a uma geração de valores notáveis naquele centro citadino, embora nem todos naturais de lá, conhecendo outras figuras de relevo cultural, da geração anterior. Conviveu com [[António Lourenço da Silveira Macedo]], autor da ''História das Quatro Ilhas'', com [[João José da Graça]], [[Garcia Monteiro]], [[Manuel Joaquim Dias]], os contistas [[Nunes da Rosa]] e [[Rodrigo Guerra]], e intelectuais do Continente que permaneceram na [[Horta]].
 
Exerceu em duas ocasiões (1907-1911 e 1928-1929) o cargo de reitor do Liceu da Horta (Liceu Manuel de Arriaga), distinguindo-se como professor e administrador.
Colaborou com assiduidade na imprensa açoriana: ''[[O Açoreano]]'', ''[[O Faialense]]'' e outros jornais. Também a sua produção literária marcou presença em publicações continentais, como o ''[[Ocidente]]'', a ''[[Ilustração Portuguesa]]'' e a página literária de ''[[O Século]]''.
 
Para além da sua actividade como professor liceal, exerceu diversos cargos públicos na administração distrital e local, entre os quais os de vereador e vice-presidente da Câmara.
Cedo revelou dotes de contista. Em 1897, na colectânea ''Seara Alheia'', organizada por [[Alfredo Mesquita]], figura o seu conto ''A Debulha'', a par de contos de [[Fialho de Almeida]], [[Trindade Coelho]], Ficalho, Abel Botelho e alguns mais.
 
Foi sócio fundador do [[Grémio Literário Artista Faialense]] em [[1874]].
 
Pertenceu a uma geração de valores notáveis naquele centro citadino, embora nem todos naturais de lá, conhecendo outras figuras de relevo cultural, da geração anterior. Conviveu com [[António Lourenço da Silveira Macedo]], autor da ''História das Quatro Ilhas que Formam o Distrito da Horta'', com [[João José da Graça]], [[Garcia Monteiro]], [[Manuel Joaquim Dias]], os contistas [[Nunes da Rosa]] e [[Rodrigo Guerra]], e diversos intelectuais doque Continentepor queaqueles anos permaneceramviveram na [[Horta]].
 
 
Como jornalista, dirigiu, com Luís Barcelos, o semanário literário ''A Pátria'' (que inicou publicação a [[13 de Dezembro]] de [[1876]]) e, com [[Manuel Zerbone]], o semanário literário intitulado ''Biscuit'' (iniciou publicação a [[5 de Julho]] de [[1878]]).
 
A sua maior actividade como jornalista exerceu-a no diário ''O Açoreano'' ( na 2.ª série, iniciada a [[1 de Março]] de [[1895]]) e no semanário literário e noticioso ''O Faialense'', cuja 2.ª série iniciou a [[5 de Novembro]] de [[1901]], de parceria com [[Marcelino Lima]] e [[Rodrigo Guerra]].
 
Colaborou ainda nas publicações do Grémio Literário Artista Faialense, n’''O Telégrafo'', no ''Correio da Horta'' e em diversas revistas e jornais de [[Lisboa]], nomeadamente no ''[[Ocidente]]'', na ''[[Ilustração Portuguesa]]'', no ''[[Branco e Negro]]'' e na revista literária de ''[[O Século]]''.
 
Assinava os seus artigos e contos usando, geralmente, os pseudónimos de "Ri…Cardo", "X", "XXX", "Y", "Máscara Verde", "Nemo", "Zague" e "Ignotus".
 
Cedo revelou dotes de contista. Em [[1897]], na colectânea ''Seara Alheia'', organizada por [[Alfredo Mesquita]], figura o seu conto ''A Debulha'', a par de contos de [[Fialho de Almeida]], [[Trindade Coelho]], Ficalho, Abel Botelho e alguns mais.
 
Outros contos de Florêncio Terra foram publicados em vida do autor, dispersamente, por jornais e revistas portuguesas. Mas a maior parte ficou inédita.
 
Como apreciável cultor do conto idílico e prosador fluente, foi sempre destacado por autorizados críticos. E [[Nunes da Rosa]], em ''[[O Telégrafo]]'', de [[18 de Maio]] de [[1942]], considera-o "''uma glória nacional"'', pelo nível artístico do seu estilo. [[Júlio de Castilho]], o segundo [[Visconde de Castilho]], que foi [[Distrito da Horta|governador civil da Horta]], refere-se também, em termos de apreço,apreciativamente ao seu estilo e qualidades de artista da linguagem. Como excelente prosador o classifica [[Vitorino Nemésio]].
 
Escritor regionalizante, mas não regionalizante apenas, e na vida do povo, do Faial e do [[ilha do Pico|Pico]], que encontra a temática para sua obra de ficcionista. Criou personagens de certo realismo e vigor psicológico, observadas na vida social aldeãrural, talvez sem atingir, em realismo e vigor, o grau de intensidade que podemos auscultar nesse outro notável contista, Nunes da Rosa.
 
Tentou o romance. E outro género cultivou ainda,e o teatro. Não logrou, porém, essa obra teatral impor-se a uma vasta audiência. O seu drama ''Helena de Savignac'' foi representado na Horta em 1888. ''Luísa'', outro drama de colaboração com [[Manuel Zerbone]], lá se representara dois anos antes.
Escritor regionalizante, mas não regionalizante apenas, e na vida do povo, do Faial e do [[ilha do Pico|Pico]], que encontra a temática para sua obra de ficcionista. Criou personagens de certo realismo e vigor psicológico, observadas na vida social aldeã, talvez sem atingir, em realismo e vigor, o grau de intensidade que podemos auscultar nesse outro notável contista, Nunes da Rosa.
 
No género romance salientam-se O Enjeitado, Vingança da Noviça e As Duas Primas (incompleto), os dois últimos escritos, sob o pseudónimo "Zigue e Zague", em co-autoria com Zerbone.
Tentou o romance. E outro género cultivou ainda, o teatro. Não logrou, porém, essa obra teatral impor-se a uma vasta audiência. O seu drama ''Helena de Savignac'' foi representado na Horta em 1888. ''Luísa'', outro drama de colaboração com [[Manuel Zerbone]], lá se representara dois anos antes.
 
Postumamente, em 1942, com prefácio de [[Osório Goulart]], foi editado o 1.º volume de ''Contos e Narrativas'', sendo depositária a Parceria António Maria Pereira. Destes se faz uma apreciação crítica na ''História Ilustrada das Grandes Literaturas'' (''Literatura Portuguesa'', vol. II), por Óscar Lopes.
Em 1949, saiu a lume na [[Horta]] um pequeno livro de 47 páginas, ''Natal Açoreano: cinco contos'', entre eles ''Corações Simples'', já incluído em ''Contos e Narrativas''.
 
ComoA par de [[Nunes da Rosa]], é Florêncio Terra é um escritor açoriano digno de ser conhecido não apenas localmente, mas no plano da literatura nacionallusófona.
 
Faleceu na cidade da Horta a [[25 de Novembro]] de [[1941]], deixando inédita boa parte da sua produção lieterárialiterária.
 
A [[30 de Abril]] de [[1958]], a Câmara Municipal da Horta, por proposta do presidente Dr. Sebastião Goulart, deliberou que fosse colocada uma lápide na sepultura de Florêncio Terra e dado o seu nome ao Jardim Público da cidade.
{{Biografias}}
 
[[categoriaCategoria:Região Autónoma dos Açores]]
[[categoriaCategoria:escritoresEscritores de Portugal]]
[[Categoria:escritores de Portugal]]