Diferenças entre edições de "Século de Ouro Espanhol"

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Ambos parecem, sem embargo, as duas faces de uma mesma moeda que intentava abrilhantar a expressão para fazê-la mais difícil e cortesana. [[Luis de Gongora]] atraiu com seu estilo a poetas importantes de personalidade sensível como [[Conde de Villamediana]], [[Gabriel Bocángel]], [[sor Juana Inés de la Cruz]], e [[Juan de Jáuregui]], enquanto o conceptismo teve seguidores mais admirados como o [[Conde de Salinas]], como [[Lope de Vega]], ou [[Bernardino de Rebolledo]].
 
 
==Prosa==
 
[[Ficheiro:Baltasar Gracián (retrato de Graus2).jpg|thumb|right|[[Baltasar Gracián]]]]
 
A prosa no '''Século de Ouro''' ostenta gêneros e autores que tem passado à História da Literatura Universal. A conquista da [[América]] deu lugar ao gênero das crônicas, entre as quais podemos encontrar algumas obras maestrais, como as de Frei [[Bartolomé de las Casas]], o [[Inca Garcilaso de la Vega]], [[Bernal Díaz del Castillo]], [[Antonio de Herrera y Tordesillas]], e [[Antonio de Solís]]. Também são esplendidas algumas autobiografias de soldados, como as de [[Alonso de Contreras]] ou [[Diego Duque de Estrada]]. A primeira obra mestre foi, sem hesitação, [[La Celestina]], a peça teatral inapresentável e originalíssima obra de um autor desconhecido e de [[Fernando de Rojas]], que marcou para sempre o [[Realismo]] em uma parte essencial da literatura espanhola, cuja riqueza abona também de ficções cavaleirescas tão maravilhosas e fantásticas como os livros de [[cavalaria]], menos lidos na atualidade do que merecem.
 
Houve conta também de que figuram entre as novelas mais destacadas de cavalaria do período outras como [[Tirant Lo Blanch]], escrita em valenciano, [[Amadís de Gaula]]; um autor característico do gênero foi [[Feliciano de Silva]].
 
A [[novela picaresca]] tem entre as suas máximas criações obras mestres como [[Lazarillo de Tormes]], uma sátira anticlerical e crua das ínfulas de nobreza e o sentido da honra da classe alta; a ''Vida del escudero Marcos de Obregón'' de [[Vicente Espinel]], enche-se pelo contrário de alegria e de vida; [[Él Buscón]] de [[Francisco de Quevedo]], uma obra mestre do humor e da linguagem conceptista, e a obra de enigmática autoria [[Estebanillo González]], que oferece uma visão esplendida da decadência da [[Espanha]] no cenário europeu, e da [[Guerra dos trinta anos]].
 
A [[novela cortesã]] desde suas obras mestres que constituem as novelas exemplares de [[Miguel de Cervantes]], cada uma em si mesma um experimento narrativo: seu imortal [[Don Quixote de la Mancha]], da qual ia escrever um capítulo a parte devido à riqueza de conteúdo e as questões levantadas e que é o primeiro romance polifônico da literatura europeia.
 
A [[novela pastoril]] conta com obras mestres como as ''Dianas'' de [[Jorge de Montemayor]] e [[Gaspar Gil Polo]], o ''Siglo de Oro en las selvas de Erifile'' de [[bernardo de Balbuena]]. Já a [[Novela Bizantina]] conta com exemplos como ''El Peregrino en su patria'' de [[Lope de Vega]], que realiza a façanha de colocar todas as suas aventuras na península, ou ''el Persiles'' de [[cervantes]].
Uma novela filosófica aparentada deste gênero é o ''Criticón'' de [[Baltazar Gracián]], uma [[alegoria]] da vida humana. A prosa doutrinal, eminentemente ensaística, tem por autores modelos [[Pero Mexía]], [[Luis Zapata]], [[Frei Antonio de Guevara]] (Epístolas familiares), [[Frei Luis de León]] (''De los nombres de Cristo''), [[San Juan de la Cruz]] (''Comentarios al Cántico espiritual y otros poemas''), [[Francisco de Quevedo]], e [[Diego Saavedra Fajardo]] (''República literaria y Corona gótica'').
 
 
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