Diferenças entre edições de "Século de Ouro Espanhol"

2 bytes removidos ,  04h13min de 5 de agosto de 2009
sem resumo de edição
Na segunda metade do séc. XVI, mabas as tendências coexistiram e se desenvolveram, a ascética e a mística, alcançando-se apogeus como os que são representados por [[San Juan de la Cruz]], [[Santa Teresa]] e [[Frei Luis de León]]; o petrarquismo segui sendo cultivado por autores como [[Fernando de Herrera]], e um grupo de jovens novos autores começou a desenvolver um [[Romance]] novo, as vezes de tema morisco: [[Lope de Vega]], [[Luis de Góngora]] e [[Miguel de Cervantes]]; o melhor poema épico culto , em espanhol, foi concebido nesta época por [[Alonso de Ercilla]], ''La Araucana'' que narra a conquista do [[Chile]] por espanhóis , e entre as personagens excepcionais da lírica figuram poetas tão interessantes como [[Francisco de Aldana]], ao lado de outros como [[Andrés Fernández de Andrada]], os irmãos [[Bartolomé]] e [[Lupercio Leonardo de Argensola]], [[Francisco de Rioja]], [[Rodrigo Caro]], [[Baltasar del Alcázar]] ou [[Bernardo de Balbuena]].
 
Posteriormente, durante o séc. [[XVII]], a expressão literária fuoifoi dominada pelos movimentos estéticos de [[Conceptismo]] e [[Cultismo]], expressado primeiramente na poesia de [[Francisco de Quevedo]], e também na lírica de [[Luis de Góngora]]. O conceptismo se distinguia por uma econômia na forma , a fim de expressar o máximo de significados em um mínimo de palavras; esta complexidade era expressada sobretudo pelo [[paradoxo]] e pela [[elipse]].
O cultismo, pelo contrário, estendia a forma de um significado mínimo e se distinguia pela complexidade sintática, pelo uso constante do [[Hiperbato]] que torna a leitura muito difícil, e pela profusão de elementos ornamentais e culturalistas no poema, quwe devia ser decifrado como um enigma.
 
A prosa no '''Século de Ouro''' ostenta gêneros e autores que tem passado à História da Literatura Universal. A conquista da [[América]] deu lugar ao gênero das crônicas, entre as quais podemos encontrar algumas obras maestrais, como as de Frei [[Bartolomé de las Casas]], o [[Inca Garcilaso de la Vega]], [[Bernal Díaz del Castillo]], [[Antonio de Herrera y Tordesillas]], e [[Antonio de Solís]]. Também são esplendidas algumas autobiografias de soldados, como as de [[Alonso de Contreras]] ou [[Diego Duque de Estrada]]. A primeira obra mestre foi, sem hesitação, [[La Celestina]], a peça teatral inapresentável e originalíssima obra de um autor desconhecido e de [[Fernando de Rojas]], que marcou para sempre o [[Realismo]] em uma parte essencial da literatura espanhola, cuja riqueza abona também de ficções cavaleirescas tão maravilhosas e fantásticas como os livros de [[cavalaria]], menos lidos na atualidade do que merecem.
 
Houve conta também de que figuram entre as novelas mais destacadas de cavalaria do período outras como [[Tirant Lo Blanch]], escrita em valenciano, [[AmadísAmadis de Gaula]]; um autor característico do gênero foi [[Feliciano de Silva]].
 
A [[novela picaresca]] tem entre as suas máximas criações obras mestres como [[Lazarillo de Tormes]], uma sátira anticlerical e crua das ínfulas de nobreza e o sentido da honra da classe alta; a ''Vida del escudero Marcos de Obregón'' de [[Vicente Espinel]], enche-se pelo contrário de alegria e de vida; [[Él Buscón]] de [[Francisco de Quevedo]], uma obra mestre do humor e da linguagem conceptista, e a obra de enigmática autoria [[Estebanillo González]], que oferece uma visão esplendida da decadência da [[Espanha]] no cenário europeu, e da [[Guerra dos trinta anos]].
196

edições