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[[Ficheiro:Gonzalo Torrente Ballester-ERREKA.jpg|200px|right]]
 
'''Gonzalo Torrente Ballester''' (Serantes, [[Ferrol]], [[Corunha (Espanha)]], [[13 de junho]] de [[1910]] - [[Salamanca]], [[27 de janeiro]] de [[1999]]), professor, romancista, crítico literário e teatral, dramaturgo e jornalista espanhol, enquadrado na [[Geraçao de 36]].
 
==Biografia==
===Infância e juventude===
Gonzalo Torrente Ballester nasceu na aldeia de Serantes, [[Ferrol]] (Corunha, Espanha)). Fez os estudos primários no Colégio de Nuestra Señora de la Merced, no Ferrol, e os secundários na Corunha, como aluno voluntário. Em 1921, apercebe-se de que a sua miopia o impedirá de seguir a carreira da Marinha de Guerra. No ano seguinte morre o seu avô materno, Eladio, que teve grande influência na sua formação. Recebe um presente importante: o seu primeiro ''Quixote''; revela-se um leitor inquieto e voraz. Em 1926 matricula-se como aluno voluntário na [[Universidade de Santiago de Compostela]]. Queima os seus escritos juvenis. Lê [[Friedrich Nietzsche]] e [[Oswald Spengler]].
 
Por motivos familiares muda-se para Oviedo, onde estuda Direito, tem os primeiros contactos com as vanguardas literárias e se estreia como jornalista, no jornal ''El Carbayón''. Em 1928 muda-se para Vigo; lê [[James Joyce]], [[Marcel Proust]], [[Miguel de Unamuno]] e [[José Ortega y Gasset]]. Em 1929 instala-se em Madrid. Frequenta a tertúlia de Valle-Inclán e a Faculdade de Letras e trabalha no jornal anarquista ''La Tierra'', que fecha em 1930. Volta para o Ferrol e, em 1931, muda-se com a família para Bueu (Pontevedra). No ano seguinte casa com Josefina Malvido. Lê [[Edgar Allan Poe]], [[Charles Baudelaire]] e [[Stéphane Mallarmé]]. Após uma breve estada em Valência regressa à [[Galiza]], devido à asma de Josefina. Em 1933 fixa residência no Ferrol e emprega-se como professor na Academia Rapariz, onde lecciona (16 horas por dia!) Gramática, Latim e História. Matricula-se, de novo como aluno voluntário, na Faculdade de Letras da [[Universidade de Santiago de Compostela]] e filia-se no [[Partido Galeguista]]. Em 1935 licencia-se em História pela Universidade de Santiago. Ocupa o cargo de Secretário Local do Partido Galeguista. Em 1936 aprova um concurso para professor auxiliar de História Antiga na Universidade de Santiago. Entre 1934 e 1938 nascem os seus quatro primeiros filhos.
 
===O reconhecimento===
Nesse mesmo ano instala-se definitivamente em Salamanca e começa a dar aulas no Liceu Torres Villarroel. Continua a colaborar no ''Informaciones'', com uma coluna regular sob o título de ''Torre del Aire'', que se prolongará até 1979. Publica o ensaio ''El Quijote como juego'' nas Edições Guadarrama, e saem em livro nas Edições Destino os artigos da sua precedente coluna ''Cuadernos de la Romana''. Em 1976 sofre um enfarte e publica ''Nuevos Cuadernos de la Romana'', continuação da coluna do ''Informaciones'', nas Edições Destino. Em 1977 lê o seu discurso de entrada na Academia, intitulado ''Acerca del novelista y de su arte''; o discurso de resposta é proferido por Camilo José Cela. Publica ''Fragmentos de Apocalipsis'' e sai o primeiro volume de um projecto de Obra Completa nas Edições Destino, que não terá sequência. Em 1978 prepara uma série de relatos para o volume ''Las sombras recobradas'', que virá a lume no ano seguinte nas Edições Planeta. Em 1980 aposenta-se como professor do ensino secundário; é homenageado pela cidade de Salamanca. Em 1981 obtém o Prémio Nacional de Literatura por ''La isla de los Jacintos Cortados'' e inicia nova colaboração na imprensa, desta vez no jornal ABC, com uma coluna sob a epígrafe de ''Cotufas en el golfo''. Publica um ''Curriculum, en cierto modo'', na revista ''Triunfo''. Supervisa o guião e a produção da série televisiva ''Los gozos y las sombras'', baseada na sua trilogia homónima.
 
Em 1982 recebe o Prémio Príncipe de Astúrias das Letras, ex aequo com Miguel Delibes. Estreia-se na televisão a série ''Los gozos y las sombras'', que obtém um retumbante êxito de crítica e de público. Publica ''Ensayos críticos'', nas Edições Destino; ''Los cuadernos de un vate vago'', em Plaza & Janés, e ''Dafne y ensueños'', em Destino; publica ainda ''Teatro I'' e ''Teatro II'', também nas Edições Destino, que recolhem a totalidade da sua obra dramática. Em 1983 é nomeado Filho Predilecto do Ferrol. Os alunos do Liceu Torres Villarroel prestam-lhe homenagem oferecendo-lhe um exemplar da primeira parte do ''Quixote'' manuscrito por eles próprios. Publica-se, por fim, ''La Princesa Durmiente va a la escuela'', em Plaza & Janés. Em 1984 é nomeado Filho Adoptivo de Salamanca. Publica ''Quizá nos lleve el viento al infinito'', em Plaza & Janés; e reimprime-se ''El Quijote como juego y otros trabajos críticos'', nas Edições Destino. Em 1985 recebe o Prémio Miguel de Cervantes de Literatura: é o primeiro romancista espanhol a obtê-lo; recebe também o Prémio Vitalício da Fundação Pedro Barrié de la Maza, pelo conjunto da sua obra. Publica ''La rosa de los vientos'', nas Edições Destino. Em 1986 faz diversas viagens ao estrangeiro (Holanda, Dinamarca, Argentina…) para dar conferências. Publica ''Cotufas en el golfo'', nas Edições Destino. É levada à cena pela primeira vez uma peça de teatro, ''¡Oh, Penélope!'', baseada numa obra sua, ''El retorno de Ulises''. Em 1987 é nomeado doutor honoris causa pela Universidade de Salamanca e publica ''Yo no soy yo, evidentemente''. Sucedem-se as homenagens: em 1988 é nomeado doutor honoris causa pelas universidades de Santiago de Compostela e Dijon, e Cavaleiro de Honra das Artes e das Letras da República Francesa. Ganha o Prémio Planeta com ''Filomeno, a mi pesar'', e publica ''Ifigenia y otros cuentos'', nas edições Destino. Em 1989 é operado às cataratas. A Junta Provincial da Corunha cria o Prémio de Narrativa Torrente Ballester. Publica outro dos seus grandes êxitos, o romance ''Crónica del rey pasmado'', na Editorial Planeta, e ''Santiago de Rosalía Castro'', na mesma editora. Em 1990 recebe o Livro de Ouro da Confederação Espanhola de Livreiros, e é-lhe concedida a Medalha de Ouro por mérito cultural da cidade de Santiago de Compostela. Supervisa o guião do filme ''El rey pasmado'', escrito pelo seu filho Gonzalo Torrente Malvido e por Juan Potau. Em 1991 publica ''Las islas extraordinarias'', na Editorial Planeta. Estreia-se o filme ''El rey pasmado'', de Imanol Uribe, baseado na ''Crónica del rey pasmado'', que ganha oito Prémios Goya da Academia Espanhola de Cinema. Em 1992 desloca-se a Cuba para inaugurar a Cátedra de Cultura Galega da Universidade de Havana, e tem uma longa conversa com Fidel Castro; além disso, é nomeado doutor honoris causa pela Universidade de Havana. Inaugura-se uma praça com o seu nome na Corunha. Publica ''La muerte del decano'', na Editorial Planeta, e ''Torre del Aire'', editado pela Junta Provincial da Corunha, que recolhe os artigos assinados sob essa epígrafe no suplemento cultural do jornal ''Informaciones''. Em 1993 realiza-se uma semana de estudos sobre a sua obra na Universidade de Vigo. Em 1994 recebe o Prémio Azorín de romance por ''La novela de Pepe Ansúrez'', publicado na Editorial Planeta. Em 1995 publica ''La boda de Chon Recalde'', na mesma editora. No ano seguinte recebe o Prémio Castela e Leão das Letras. Desloca-se ao Luxemburgo para participar no lançamento de um número monográfico da revista ABRIL que lhe é dedicado; na mesma altura, encontra-se com os seus tradutores Claude Bleton, Colin Smith e António Gonçalves. Em 1997 visita a Fundação César Manrique, em Lanzarote, e aproveita para visitar José Saramago. Em Julho participa numa homenagem a Dámaso Alonso, em Lugo. Em Setembro é internado durante duas semanas devido a uma pneumonia. Recebe o Prémio Rosalía de Castro, do Pen Club galego. É nomeado Filho Adoptivo de Santiago de Compostela, Pontevedra, Nigrán (Pontevedra) e Fene (Corunha). Publica ''Memoria de un inconformista'', na Editorial Alianza, que recolhe os artigos publicados sob o título ''A modo'' no jornal ''Faro de Vigo''. Publica ''Los años indecisos'' na Editorial Planeta. Em 1998 é hospitalizado nos meses de Julho e Setembro. É nomeado Cavaleiro da Ordem de Santiago da Espada, máxima condecoração no domínio das Artes em Portugal. Reedita-se parte da sua obra na colecção "Biblioteca de Autor", da Alianza Editorial. Falece a 27 de Janeiro de 1999, em Salamanca. Está enterrado no cemitério de Serantes (Ferrol).
===Narrativa===
*''Javier Mariño'' ([[1943]])
*''El golpe de estado de Guadalupe Limón'' ([[1946]])
*''Ifigenia'' ([[1949]])
*''Ifigenia'' ([[1950]])
*''Los gozos y las sombras'', trilogia constituída por ''El señor llega'' ([[1957]]prémio de Romance da Fundação Juan March), ''Donde da la vuelta el aire'' ([[1960]]) e ''La Pascua triste'' ([[1962]]). Trad. pt.: ''Os Prazeres e as Sombras'', Difel, Lisboa (I. ''Vem Aí o Senhor'', 1997; II. ''Onde os Ventos Mudam'', 1997; III. ''A Páscoa Triste'', 1998).
*''Don Juan'' ([[1963]]). Trad. pt.: ''Don Juan'', Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1988; ''Don Juan'', Relógio d'Água, Lisboa, 1995.
*''Off Side'' ([[1968]]). Trad. pt.: ''Off-side'', Caminho, Lisboa, 2000.
*''La saga/fuga de J.B.'' ([[1972]]), , prémios Cidade de Barcelona e da Crítica de [[1972]]. Trad. pt.: ''A Saga/Fuga de J.B.'', Dom Quixote, Lisboa, 1992.
*''Fragmentos de Apocalipsis'' ([[1977]]), prémio da Crítica 1977. Trad. pt.: ''Fragmentos de Apocalipse'', Caminho, Lisboa, 1991.
*''Las sombras recobradas'' (relatos; 1979).
*''Lope de Aguirre'' ([[1941]])
*''República Barataria'' ([[1942]])
*''El retorno de Ulises'' ([[1946]])
*''Atardecer de Longwood'' ([[1950]]).
*''Teatro I e II'' (1982).
*''Los mundos imaginarios'' ([[1994]])
 
==Centenário do nascimento de torrente ballester==
==2010: 1.º CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE TORRENTE BALLESTER==
=={{Ligações externas}}==
{{wikiquote|Gonzalo Torrente Ballester}}
*[{{Link||2=http://www.gonzalotorrenteballester.es |3=Página oficial de Gonzalo Torrente Ballester]}}
*[{{Link||2=http://www.fgtb.org |3=Página oficial da Fundação Gonzalo Torrente Ballester]}}
*[{{Link||2=http://www.puntodelectura.com/autor/gonzalo-torrente-ballester/792/ |3=Ficha de GTB na web da editorial Punto de Lectura]}}
*[{{Link||2=http://www.alfaguara.santillana.es/autor/gonzalo-torrente-ballester/479/ |3=Ficha de GTB na web da editorial Alfaguara]}}
*[{{Link||2=http://academiaeditorial.com/cms/index.php?page=biblioteca-g-torrente-ballester |3=Biblioteca Gonzalo Torrente Ballester. Série de publicações académicas e críticas sobre a obra do escritor galego]}}
*[{{Link||2=http://www.mcu.es/premiado/mostrarDetalleAction.do?prev_layout=premioMiguelCervantesLibro&layout=premioMiguelCervantesLibro&language=es&id=110 |3= Biografia na página dos Prémios Cervantes do Ministério da Cultura de Espanha]}}
*[{{Link||2=http://www.fundacionprincipedeasturias.org/esp/04/premiados/discursos/discurso309.html |3=Discurso lido na entrega dos Prémios Príncipe de Astúrias de 1982]}}
*[{{Link||2=http://www.rtve.es/noticias/losgozosylassombras.shtml |3=Série ''Los gozos y las sombras'' da TVE, posta na Internet]}}
*[{{Link||2=http://fundacionprincipedeasturias.org/premios/1982/iguel-delibes-setien-y-gonzalo-torrente-ballester/speech/ |3=Discurso lido na entrega do Prémio Príncipe de Astúrias das Letras 1982]}}
 
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[[Categoria:Escritores da Espanha|Torrente Ballester, Gonzalo]]
[[Categoria:Escritores da Galiza|Torrente Ballester, Gonzalo]]
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