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==O historiador e erudito==
Severim de Faria, era um curioso e estudioso, interessando-se pela história nos seus múltiplos aspectos, sendo hoje considerado um autor de referência para a geneologia da família real, bem como no âmbito da numismática e arqueologia. Fruto dos seus contactos locais e nacionais obteve um acervo de peças romanas de considerável dimensão, nomeadamente no que a moedas romanas diz respeito. Também tinha inúmeros exemplares de moedas dos reinos godos e mouros e dos reis de Portugal, sobre as quais escreveu vários estudos, que se tornaram imprescindíveis e inúmeras vezes citados, nacional e internacionalmente.
Ainda na sua vertente de historiador, efectuou vários estudos genealógicos sobre os reis de Portugal e várias famílias nobres. E escreveu as primeiras biografias de Camões, [[João de Barros]], [[Diogo Couto]] e outros personagens relevantes do seu tempo.
 
O seu labor intelectual não lhe permitiram manter-se afastado da política, sujeito de sucessivas discórdias e conflitos. Deverá ter-se em conta que á época reinavam em Portugal a dinastia filipina, com tudo o que tal implicava de tensões, seja no plano interno, seja por via das intervenções em conflitos europeus.
 
Assim, a sua intervenção política deu-se naturalmente por via da escrita. Em 1624
Severim de Faria publicou a obra [[Discursos Vários Políticos]], na qual advogou, nomeadamente, a transferência da sede da corte de Madrid para Lisboa . Como homem do seu tempo, manifestou-se contrário ao perdão geral dado aos [[cristãos novos]], de 1601, concedido a troco da entrega de elevada quantia de dinheiro à Coroa pelos judeus de Lisboa em dois pequenos livros: ''Razões Para Não Se Admitirem Sinagogas em Portugal'' e ''Relação dos Castigos Que Tiveram os Reis de Portugal Que Favoreceram os Judeus''.
 
==Notícias de Portugal==
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