Diferenças entre edições de "Embolada"

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Primeiramente, a embolada possui melodia declamatória e rápida, com curtos intervalos entre as estrofes, de modo que, em inúmeras situações, o embolador canta/declama tão rápido que mal se consegue entender o que ele diz.
O embolador pode fazer versos de improviso ou não e é facultativo a ele obedecer a qualquer estrutura rítmica. Diferentemente da cantoria que possui gêneros e regras específicas.
[[Ficheiro:Pandeiros.JPG|thumb|200px|left|Pandeiros]]
 
Os instrumentos utilizados pelo embolador são, em geral, o pandeiro e o ganzá, instrumentos já afastados da cantoria há tempos. Além disso, há emboladores que aderiram aos apelos da modernidade e incluiram em sua produção outros instrumentos musicais como baixo, bateria, teclado, violão, etc.
 
 
Com relação às apresentações, a embolada difere-se da cantoria pelo fato de não haver acertos de apresentações com antecedência nem preparo no ambiente de espetáculo. As duplas, em geral, se apresentam nas praças, nas feiras, nos bares. Contudo, com a popularização de alguns artistas emboladores como Caju e Castanha, a embolada acabou adquirindo status de show pop, com direito à estrutura de palco, entre outras coisas.
 
 
Normalmente, os emboladores chegavam a algum lugar, uma feira por exemplo, e começavam a se apresentar e logo despertavam o interesse de alguns que se aproximavam e se aglomeravam em volta dos emboladores.
 
 
Em se comparando a estrutura da embolada reproduzida acima com uma cantoria, verificar-se-á que a irregularidade nas estrofes, a execução declamatória mais rápida, a musicalidade diferente, entre outras características.
 
Entretanto, há muito ainda que ser pesquisado e desenvolvido acerca das raízes históricas da embolada e de suas variações.
Utilizador anónimo