Diferenças entre edições de "Xoán Vicente Viqueira"

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<!--[[Ficheiro:Vicentebiqueira.jpg|250px|thumb|João Vicente Biqueira]]-->
'''João Vicente Biqueira''' ([[MadriMadrid]], [[1886]] &mdash; [[Bergondo]], [[1924]]) foi um [[filosofia|filósofo]], pensador e escritor [[Galiza|galego]] do final do [[século XIX]] e começo do [[século XX]]. Em [[1974]] foram-lhe dedicados os atos do [[Dia das Letras Galegas]].
 
==Vida==
 
João Vicente Biqueira Cortón nasceu em [[Madrid]] em [[22 de outubro]] de [[1886]] numa família liberal e culta originária de [[Betanzos|Betanços]]. Asinha a família translada-se de volta à [[Galiza]], primeiro à [[Corunha]] e depois a uma propriedade familiar em Vijoi ([[Bergondo]]), onde Biqueira mora até os doze anos em contato com a [[Galaico-português (controvérsia)|língua galego-portuguesa]].
 
Em [[1898]] desloca-se novamente a Madrid para estudar na [[Institución Libre de Enseñanza]] (ILE). Já com quinze anos viaja pela primeira vez a [[Paris]] por causa de uma doença óssea de que irá morrer com quarenta e oito anos. A sua estadia em Paris, ademais, servir-lhe-á para assistir aulas e cursos na [[Sorbona|Universidade da Sorbona]] e no [[Collège de France|Colégio da França]], onde escuta lições dos sociológos [[Émile Durkheim]] e [[Bouglé]], do antropologo [[Lucien Lévy-Bruhl]] ou do filósofo [[Henri Bergson]] e onde termina contatando com a [[Psicologia]] experimental através dos psicólogos [[Carl Stumpf]], [[Max Dessoir]], [[Rupp]], [[Wilhelm Müller]] e [[Wilhelm Wundt]] enquanto continua a sua formação filosófica com [[Edmund Husserl]], [[Bernard Katz]] e [[Alois Riehl]] e termina a sua tese de doutoramento.
 
Em [[1911]] licencia-se em [[Filosofia]] pola Universidade de Madrid e viaja a [[Alemanha]], onde assiste a seminários de [[Psicologia]] e [[Pedagogia]] em diferentes universidades. Em [[1914]], com o início da [[Primeira Guerra Mundial]] e sendo já doutor em Filosofia, desloca-se para a [[Inglaterra]], onde residirá apenas uns meses antes de regressar novamente a Madrid para dar aulas na ILE. Ali permanece até [[1917]], quando ganha a oposição à cátedra de Filosofia no [[liceu]] de [[Compostela]]. Regressa desse modo à Galiza.
 
Em Compostela contata com as [[Irmandades da Fala]] e consolida a fama adquirida com as suas publicações sobre temas pedagógicos e sociológicos. Nesse mesmo ano casa com Jacinta Landa e entra também em contato com a [[cultura portuguesa]] na sua viagem de casamento. Aí nasce o interesse pola cultura e a língua comuns da [[Galiza]] e [[Portugal]] que permeará toda a sua obra posterior através de numerosos contatos com a inteletualidade portuguesa. Finalmente, desloca-se à [[Corunha]], onde ao tempo que desenvolve uma intensíssima atividade inteletual, incorpora-se à Irmandade da Fala local e inicia a sua colaboração com [[A Nosa Terra]] com artigos sobre teoria nacionalista, galeguização da educação, normalização do idioma e reintegração das escritas galegas à corrente lusófona internacional, etc. Ainda, colabora com outros meios galegos (como [[Nós]] ou [[Ronsel]]) e portugueses (como [[A Aurora do Lima]]). Ministra também aulas e continua a publicar sobre Pedagogia e Psicologia; realiza traduções para o espanhol de filósofos e psicólogos de prestígio; difunde a literatura portuguesa na Galiza; e, com [[Antonio Villar Ponte|Antón Villar Ponte]], inicia um projeto de publicações que dará posteriormente origem à editora Lar (1924). Por causa da sua doença não curada, Biqueira morre em [[29 de agosto]] de [[1924]].
==Obra==
Colaborou no semanário ''[[A Nosa Terra]]'' com artigos de teoria nacionalista
 
Em espanhol, Biqueira escreveu obras sobre filosofia, psicologia e pedagogia como ''Introducción a la Psicología pedagógica'', ''Elementos de ética'', ''Lecciones elementales de historia de la Filosofia'', ''Ética y Metafísica'', ou ''La Psicologia contemporánea'', ademais de realizar traduções para esse mesmo idioma de [[Teócrito]], [[Immanuel Kant]], [[David Hume]], [[Vorländer]] e [[George Berkeley]].
Realizou o ensaio ''[[Pensamentos para uma universidade galega]]'' publicado na revista [[Nós]]
 
Mas a obra de João Vicente Biqueira vai além dos ensaios escritos sobre Pedagogia e Psicologia. Vai mesmo além seu ensaio ''Pensamentos para uma universidade galega'', publicado pela revista [[Nós]] e das suas numerosas colaborações sobre teoria nacionalista n'[[A Nosa Terra]], em que traduz a ideia da "[[psicologia dos povos]]" de [[Wundt]], e entre as quais destacam as séries "A nossa escola" (1917), "Os nossos problemas educativos" (1918), e "Pola reforma da ortografia" (1918), texto que fez com que hoje seja considerado por muitos como o pai do [[reintegracionismo]] galego. Contudo, a compilação da sua obra será apenas publicada postumamente: primeiro em [[língua castelhana|espanhol]], em 1930, sob o título de ''Ensayos y poesías''; e em [[língua galega|galego]], sob o título ''Ensaios e poesias'' (Ed. Galaxia) só em 1974, ano em que lhe foi dedicado do [[Dia das Letras Galegas]].
A recopilação da sua obra foi publicada postumamente. Seis anos depois da sua morte, em 1930, publicam a primeira edição dos seus textos sob o título de ''[[Ensaios e poesias]]'' (titulo original em espanhol: ''Ensayos y poesías'')
 
=={{Ver também}}==
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