Diferenças entre edições de "Teatro Garrett"

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'''Teatro Garrett''' é um [[teatro]] localizado na cidade da [[Póvoa de Varzim]], em [[Portugal]]. Localiza-se junto ao [[Largo David Alves]] no número 13 na que é hoje denominada rua José Malgueira, antiga rua da Senra. Foi o primeiro teatro da Póvoa de Varzim, surgiu em 1873 e foi o que teve maior impacto social e longevidade. O edifício actual data de 1890. Em meados do século XX, com a popularidade dos cinemas, passou a designar-se '''Cine-Teatro Garrett''', se bem que tenha sido sempre conhecido apenas como '''Garrett'''.
 
Pelo Garrett passaram o que havia de melhor no teatro português: [[João Villaret]], [[Laura Alves]], [[Ruy de Carvalho]] e o brasileiro [[Procópio Ferreira]]. Actuavam também no Garrett, osquestras ligeiras e sinfónicas, tunas, espectáculos de variedades e grandes comícios políticos e conferências.<ref name="poveirinhos">{{Referência a livro | autor = Azevedo, José de | título = Poveirinhos pela Graça de Deus | editora = Na Linha do horizonte - Biblioteca Poveira CMPV | ano = 2007}}</ref>
 
==História==
 
Boa parte das récitas do orfeão foram no Teatro Garrett, nas passou pelo Café Chinês, pelo Casino da Póvoa e várias cidades portuguesas. Aquando das récitas em Lisboa, o Orfeon Povoense é referido pela imprensa da época como o "melhor orfeão português". O orfeão acaba por desaparecer nos anos 60, depois de ter entrado em decadência nos anos 40.
 
===Teatro de Revista===
O teatro ligeiro era especialmente popular e o Teatro Garrett teve muitas noites de sucesso graças a esta forma teatral cuja matéria-prima era a crítica ao poder e a face anedótica da política local e nacional. Se nomes nacionais como Laura Alves, [[Ivone Silva]] e [[Eugénio Salvador]] faziam vibrar o público, era a poveira Clarice Marques, uma mulher do povo sem formação dramática, que causava grande impacto entre o público local e que popularizou este género teatral na Póvoa de Varzim.<ref name="poveirinhos"/>
 
Descendente de pescadores poveiros e nascida na [[Rua dos Ferreiros]], Clarice era conhecida o seu sotaque poveiro, o vocabulário local e os perfeitos trejeitos de uma verdadeira pescadeira e com um humor notável criava grande impacto entre o público, merecendo elogios do encenador António Pedro e de profissionais brasileiros como [[Lucinha Lins]] e [[Ary Fontoura]] que contracenaram com a actriz amadora em 1988 em ''Esta Póvoa que eu Amo''. Foi na opereta ''Maria'', com apenas 16 anos, que começou no teatro. A sua estreia deu-se em 1961 com a Revista ''Espera que já comes..'', levando ao riso a plateia. No ano seguinte, leva a plateia às lágrimas durante o monólogo ''Aquela Música'', com a ''Serenata de Schubert'' como música de fundo. Numa nova revista onde o seu nome constava, o Teatro Garrett esgotava.<ref name="poveirinhos"/>
 
===A decadência===
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