Partido da imprensa golpista: diferenças entre revisões

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Internet não existia em 1964, e as fontes apresentadas não dizem o contrário. (+ajustes.)
(→‎A Internet e o PIG: Tomar conta, sim. Desestabilizar, não.)
(Internet não existia em 1964, e as fontes apresentadas não dizem o contrário. (+ajustes.))
 
== Composição ==
 
Segundo Paulo Henrique Amorim, seriam três as famílias que manipulariam a [[opinião pública]], dominariam e condicionariam o noticiário de todo o país, através dos seus órgãos de imprensa: os [[Roberto Marinho|Marinho]] ([[Organizações Globo]]), os [[Octávio Frias de Oliveira|Frias]] ([[Grupo Folha]]) e os [[Ruy Mesquita|Mesquita]] ([[O Estado de S. Paulo|Grupo Estado]]).<ref name=UCB> [http://www.opn.ucb.br/003/00301009.asp?ttCD_CHAVE=6406 UCB. ''Paulo Henrique Amorim fala sobre “PIG” e jornalismo na Internet.'' Brasília: Oficina de Produção de Notícias, Curso de Comunicação Social, Universidade Católica de Brasília, 27 de outubro de 2009]</ref>
 
Para o jornalista e escritor [[Fernando Soares Campos]],<ref name=FSC>[http://www.paralerepensar.com.br/fernandosc.htm ''Biografia: Fernando Soares Campos'']</ref> "[s]em a internet, dificilmente Lula teria sido eleito; se fosse, não assumiria; se assumisse, teria sido golpeado com muita facilidade. O PIG é forte, é Golias, mas a internet [está] assim de Davi!".<ref name=FSC2/> Para Campos, a existência da Internet interferiria com o monopólio da informação por parte dos grandes grupos midiáticos, e essa interferência dificultaria os golpes.<ref name=FSC2/>
 
Segundo o ''[[Observatório da Imprensa]]'', a [[Internet]] teria criado dificuldades para a grande mídia brasileira dar o [[golpe]] no [[Governo Lula]] como ocorreu com Jango (Presidente do Brasil entre 1961 e 1964, quando começou a [[Ditadura Militar de 1964|ditadura militar]]).<ref name=FSC2/> À época, as telecomunicações no Brasil eram precárias: a televisão era novidade no Brasil (o primeiro canal, a [[Rede Tupi]], fora inaugurado em 1950); poucos tinham [[telefone]] e a Internet ainda não existia como a conhecemos hoje.<ref>[http://microfone.jor.br/historiadaTV.htm História da TV]</ref><ref>[http://suapesquisa.com/internet História da Internet]</ref><ref>[http://www.mc.gov.br/o-ministerio/historico/historia-da-telefonia História da telefonia brasileira]</ref> As telecomunicações eram, basicamente, o [[rádio]] e os [[Jornal|jornais]], controlados pela iniciativa privada.<ref>[http://www.mc.gov.br/o-ministerio/historico/historia-da-radiodifusao História da Radiodifusão]</ref> Na atualidade, com múltiplos meios de comunicação — muitos baseados em livre troca de informações entre as pessoas — tornou-se severamente mais complexo realizar o controle da informação, e mesmo a difamação, devido à grande facilidade de se buscar informações corretas e opiniões de pessoas conhecedoras do assunto.<ref>[http://www.iesb.br/ModuloOnline/Napratica/?fuseaction=fbx.Materia&CodMateria=5149 O jornalismo tradicional acabou]</ref>
 
O cientista político [[Wanderley Guilherme dos Santos]] <ref name=WANDERLEY>[http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4727008U1&tipo=completo Currículo: Wanderley Guilherme dos Santos. ]</ref> declarou, em entrevista à Revistarevista ''[[Carta Capital]]'' em 2005: ''"A grande imprensa levou Getúlio ao suicídio com base em nada; quase impediu Juscelino de tomar posse, com base em nada; levou Jânio à renúncia, aproveitando-se da maluquice dele, com base em nada; a tentativa de impedir a posse de Goulart com base em nada."'' <ref name=NADA>[http://www.eagora.org.br/arquivo/FHC-apoiaria-Golpe-Branco/ DIAS, Mauricio. ''FHC apoiaria “Golpe Branco.'': <small>Wanderley Guilherme dos Santos, entrevista à Carta Capital, 10 de junho de 2005. </small> São Paulo: Revista Carta Capital, 10 de junho de 2005]</ref>. Na opinião de [[Wanderley Guilherme dos Santos]] o papel da imprensa livre é o de :''Tomar"tomar conta, sim. Desestabilizar, não. A estabilidade não pode depender de militar, nem da Igreja, nem da imprensa"."'' <ref name=NADA></ref>.
 
== Críticas ao termo ==
Oponentes ao uso do termpo afirmam que o termo seria paranoico. A imprensa, segundo os oponentes do termo, não perseguiria mais o governo Lula que outros governos, mas apenas denunciaria irregularidades nas administrações públicas. O uso do termo seria uma tentativa de forçar uma doutrinação aos objetivos do governo.<ref name="veja:guzzo">{{citar notícia|url=http://veja.abril.com.br/220709/danos-menores-p-142.shtml|titulo=Gente do Ramo|autor=J. R. Guzzo|data=22 de julho de 2009|obra=[[Revista Veja]]|publicado=[[Editora Abril]]|acessodata=31 de janeiro de 2010}}</ref> Esta análise conflita com outras visões, por supostamente não levar em conta os aspectos históricos do Brasil e o papel da grande imprensa na "derrubada" de [[Getúlio Vargas]]. <ref name=GLOBO1>[http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/AEraVargas2/artigos/EleVoltou/RelacaoImprensa FGV:CPDOC.''Getúlio Vargas e a imprensa: uma relação conflituosa.'' Fundação Getúlio Vargas, Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil 'in' ''E ele voltou... o Brasil no segundo governo Vargas.'']</ref> Quando [[Getúlio Vargas]] se suicidou, praticamente todos os jornais, com exceção da ''[[UltimaÚltima Hora]]'', estavam contra ele. <ref name=SUICIDOU>[http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=291MCH003 ALVES FILHO, Ivan. Em 24/8/2004 ' ' GETÚLIO, 50 ANOS DEPOIS: O repressor e o liberal ' ' Observatório da Imprensa, 29 de abril de 2004 <small> publicado no Publicado no volume Getúlio Vargas e a imprensa, Cadernos de Comunicação nº 10, série Memória, Secretaria Especial de Comunicação Social, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, 2004; intertítulos da redação do OI.</small>]</ref>
 
Para o jornalista [[Pedro Doria]], editor-chefe do jornal ''O Estado de S. Paulo'', a manifestação de uma polaridade ideológica intolerante é incapaz de explicar a realidade social complexa.<ref name="pedro-doria:intolerancia">{{citar web|url=http://pages.citebite.com/a2h1y2c0j5uul|titulo=Intolerância ideológica e o mundo como ele é |autor=Pedro Doria|data=9 de janeiro de 2008|publicado=Pedro Doria Weblog|acessodata=1º de fevereiro de 2010}}</ref><ref name="pedro-doria:corporativista">{{citar web|url=http://pages.citebite.com/m2f1v2k0w6hue|titulo=Corporativista, não|autor=Pedro Doria|data=8 de março de 2009|publicado=Pedro Doria Weblog|acessodata=1º de fevereiro de 2010}}</ref>
 
Por sua vez, [[Sergio Leo]] julga que a grande imprensa é excessivamente complexa para poder ser rotulada desta maneira, pois abarcaria opiniões e pautas muito variadas.<ref name="sergioleo">{{citar web|url=http://verbeat.org/blogs/sergioleo/2009/02/blogues-e-jornalismo-um-nao-pode-ser-outro-ou-nao.html|titulo=Blogues e jornalismo, um não pode ser outro. Ou não.|autor=Sergio Leo|data=1º de fevereiro de 2009 |publicado=[http://verbeat.org/blogs/sergioleo Sítio do Sergio Leo]|acessodata=1º de fevereiro de 2010}}</ref>