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Cada regimento era comandado por um coronel e incluía diversas companhias comandadas por capitães. Os cargos de coronel de cada regimento - bem como os de capitão de cada companhia - são normalmente comprados pelos seus titulares ou concedidos a título de recompensa. Ao assumirem o seu cargo, os coronéis tornavam-se numa espécie de proprietários dos seus regimentos, responsabilizando-se pela sua administração, instrução, pagamento, fardamento e recrutamento. Como o cargo de coronel era, essencialmente, honorário, o comando efetivo dos regimentos era assumido por oficiais de menor patente como os [[mestre de campo|mestres de campo]] e os [[sargento-mor|sargentos-mores]].
 
O regimento era essencialmente uma unidade administrativa, correspondendo a um conjunto de tropas sob administração e aquartelamento comuns. A unidade tática era o [[batalhão]], cada regimento incluindoagrupando váriasvários destas unidadesdestes. Nalguns exércitos, cada regimento organizava-se taticamente como um único batalhão, confundindo-se com este. Neste caso o regimento e o batalhão constituíam, respetivamente, a vertente administrativa e a vertente tática da mesma entidade.
 
Os regimentos eram inicialmente constituídos por companhias de piqueiros e de [[arcabuzeiro]]s - estes, mais tarde substituídos por [[mosqueteiro]]s. Com a introdução da [[espingarda|espingarda de pederneira]] com [[baioneta]], no final do século XVII, os piqueiros e mosqueteiros foram substituídos por [[fuzileiro]]s, armados com aquele tipo de arma. Paralelamente, por essa altura, são criadas as companhias regimentais de [[granadeiro]]s, inicialmente com a função de protegerem os flancos das formações de combate através do lançamento de [[granada|granadas de mão]], perdendo depois esta função e transformando-se nas subunidades de elite dos regimentos. Na segunda metade do século XVIII, nos regimentos de infantaria da maioria dos países europeus são também introduzidas companhias de infantaria ligeira, também consideradas subunidades de elite como os granadeiros.
 
O conceito moderno de regimento fica completamente definido noem meados do século XVIII. No final deste século, os regimentos de infantaria são, geralmente, constituídos por companhias de linha e por companhias de elite, agrupadasdistribuídas empor um ou mais batalhões. As companhias de linha são as de fuzileiros (também conhecidas por companhias do centro ou de batalhão). As companhias de elite (também conhecidas por companhias de flanco ou companhias graduadas) são as de granadeiros e as de infantaria ligeira (estas, conforme o exército, também conhecidas por companhias de [[caçador (militar)|caçadores]], de atiradores[[atirador]]es ou de ''voltigeurs''). Cada batalhão é constituído, em média, por oito companhias de fuzileiros, uma de granadeiros e outra de infantaria ligeira.
 
Até ao [[século XIX]], o regimento mantém-se apenas como unidade administrativa em quase todos os exércitos, com o batalhão a ser a unidade tática. No entanto, em alguns exércitos, o regimento passa a ser também uma unidade tática, constituída por dois ou mais batalhões. A utilização do regimento como unidade tática dá origem ao que é conhecido como "Sistema Continental" de organização. Em outros exércitos, contudo, apenas o batalhão se mantém como unidade tática, continuando o regimento como unidade administrativa, num sistema de organização que ficará conhecido como "Sistema Regimental".