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{{coor title dm|40|10.023|N|7|09.950|W|type:castle_region:PT}}
{{Info/Castelo|
|nome = Castelo de Penamacor
|imagem = Torre de Menagem do Castelo de Penamacor.JPG
|legenda = Castelo de Penamacor, Portugal: Torre de Menagem
|construído_por = [[Sancho I de Portugal|D. Sancho I]]
|construído_em = [[1199]]
|estilo = [[Estilo românico|Românico]]
|estado = <!-- Bom, Mau ? -->
|homolog = MN
|homolog_dl = <!-- Opcional: Dec.Lei da homologação -->
|homolog_data = <!-- Opcional: Data da homologação -->
|visitável = <!-- {{Sim}} ou {{Não}} -->
|loc_x = 41
|loc_y = 41
|n_ipa = <!-- Número IPA (DGEMN). É o número que consta no endereço da DGEMN. -->
|n_ippar = <!-- Número da ficha no IPPAR. É o número que consta no endereço do IPPAR. -->
}}
O '''Castelo de Penamacor''', também denominado como '''Fortaleza de Penamacor''', localiza-se na vila, Freguesia e Concelho de [[Penamacor|mesmo nome]], no [[Distrito de Castelo Branco]], em [[Portugal]].
Castelo [[Ordem do Templo|templário]], na [[A Raia|linde]] [[Beira|beirã]], ergue-se num cabeço rochoso entre a [[ribeira de Ceife]] e a [[ribeira das Taliscas]], afluentes do [[rio Ponsul]], que, por sua vez, deságua no [[rio Tejo]].
 
== História ==
=== Antecedentes ===
Acredita-se que a primitiva ocupação humana deste sítio remonte a um [[castro]] [[pré-história|pré-histórico]], possivelmente [[Invasão romana da Península Ibérica|romanizado]], a crer pelos testemunhos deste período, abundantes na região. Não há evidências suficientes em favor de sua posterior ocupação. Alguns estudiosos pretendem ser esta localidade a terra natal de [[Vamba]], último grande rei dos [[Godos]], que governou a península entre [[672]] e [[682]].
 
=== O castelo medieval ===
À época da [[Reconquista]] [[cristianismo|cristã]] da [[península Ibérica]], os domínios de Penamacor foram conquistados por [[Sancho I de Portugal|D. Sancho I]] (1185-1211), que os doou à [[Ordem dos Templários]], na pessoa de seu Mestre no país, D. [[Gualdim Pais]] ([[1189]]). Visando o seu repovoamento, uma década mais tarde o soberano lhe concedeu [[aforamento|Carta de Foral]] ([[1199]]), ratificado em [[1209]]. Datará possivelmente dessa época o início da edificação do castelo. Recentes pesquisas [[arqueologia|arqueológicas]] no Cimo da Vila ([[2003]]) ainda não confirmam uma ocupação anterior.
 
Diante do progresso do seu povoamento, [[Afonso III de Portugal|D. Afonso III]] (1248-1279) aí instituiu uma feira anual ([[1262]]), atribuindo-se a seu filho e sucessor, [[Dinis de Portugal|D. Dinis]] (1279-1325), a construção de uma segunda cintura de [[muralha]]s no castelo, bem como o início da [[torre de menagem]] e da cerca da vila (c. [[1300]]). Não foram identificadas informações sobre o senhorio de seus domínios diante da extinção da Ordem, nesse reinado.
 
Posteriormente, sob o reinado de [[Fernando I de Portugal|D. Fernando]] (1367-1383), foi iniciada uma [[barbacã]] para complemento da defesa do castelo, obra concluída sob [[João I de Portugal|D. João I]] (1385-1433). Durante a [[crise de 1383-1385]], a vila e seu castelo tomaram o partido pelo Mestre de Avis.
 
No início do [[século XVI]], a vila e sua defesa conheceram obras de remodelação, que se encontram figuradas por [[Duarte de Armas]] ([[Livro das Fortalezas]], c. [[1509]]), integradas pelo castelo, dominado pela [[torre de menagem]] (que informa em nota: ''a torre de menagem nom era acabada ao tempo que eu aly estaua''), a cerca urbana e a [[barbacã]].
 
A partir de meados do [[século XVII]], no contexto da [[Guerra da Restauração]] da independência portuguesa, Penamacor readquiriu importância estratégica sobre a fronteira. Por essa razão, o Conselho de Guerra de [[João IV de Portugal|D. João IV]] (1640-1656) determinou a modernização e reforço das suas defesas, visando a sua adaptação aos avanços da [[artilharia]]. O empreendimento, a cargo do Governador das Armas da Beira, [[marquês de Castelo Melhor]], resultou no reforço dos muros da vila com a construção de seis [[baluarte]]s complementados por mais três meios-baluartes.
 
Poucas décadas mais tarde, um trágico acidente fez saltar a [[torre de menagem]], então utilizada como paiol de [[pólvora]], destruindo-a ([[1739]]).
 
O progresso urbano registrado no [[século XIX]] trouxe a retirada da guarnição militar de Penamacor ([[1834]]), registrando-se a progressiva destruição das muralhas da vila, com o reaproveitamento da pedra pelos habitantes da região. Nesse período destacou-se a demolição da chamada ''Porta de Santo Antônio'', com a aquisição da sua pedra pela municipalidade ([[1867]]). Pouco depois, em [[1874]], Baltasar Pereira da Silva pediu autorização para se desmantelar um baluarte, tendo a Câmara concedido 30 carros de bois para o transporte do material.
 
=== Do século XX aos nossos dias ===
O advento do [[século XX]] não alterou essencialmente esse quadro de abandono: uma informação datada de [[1933]] dá conta de que a [[cisterna]] (''Poço d’El Rey'') estava entulhada pela municipalidade, subsistindo cinco portas das antigas defesas. O processo cessou, entretanto, a partir da instalação do ''Museu Municipal'', nas dependências dos antigos Paços do Concelho (''Domus Municipalis''), a partir de [[1943]].
 
Recentemente, foram empreendidas prospecções arqueológicas na zona histórica da vila e no entorno de seu castelo, por iniciativa da Câmara Municipal, a cargo da [[Arqueonova]], visando a sua valorização.
 
== Características ==
Na cota de 573 metros acima do [[nível do mar]], os remanescentes do conjunto ilustram a sucessão de várias etapas construtivas, iniciadas em data desconhecida, uma vez que não se pode afirmar com certeza se a primitiva edificação remonta à época do reinado de D. Sancho I ou lhe é anterior. Os monarcas que nos deixaram testemunhos foram D. Dinis e, posteriormente, D. Manuel I, conforme a pedra de armas na Torre de Menagem. Esta localiza-se isolada numa das extremidades do Castelo, apresentando planta quadrada com três registros. No alçado Leste, sobre o embasamento biselado, sucedem-se o primeiro e terceiro registros cegos, sendo o segundo rasgado por [[porta]] de [[lintel]] curvo, encimada por inscrição ilegível. No alçado Norte, com embasamento escalonado e biselado de grande altura, identificam-se as armas reais, ladeadas por esferas armilares e enquadradas em moldura retilíneas a nível superior. O alçado Oeste possui embasamento semelhante ao anterior, apresentando [[seteira]] ao nível do segundo registro e [[janela]] de lintel reto sem moldura no terceiro. O alçado Sul, com embasamento escalonado e biselado, parcialmente adossado a afloramentos rochosos que se integram na construção, tem o [[adarve]] rematado com cachorrada composta por [[mísula]]s de recorte tripartido. O interior é dividido em dois pavimentos, definidos a partir da porta situada acima do nível do solo (acedida por [[escada]] amovível), com pisos em madeira.
 
No conjunto da cerca da vila, de planta ovalada irregular, destaca-se a ''Torre do Relógio'', o [[pelourinho]] quinhentista e a Câmara Municipal (''Domus Municipalis'', [[1568]]), com planta retangular, em dois pavimentos. No seu alçado Norte rasga-se a ''Porta da Vila'' em [[Arco (arquitectura)|arco]] quebrado, encimada por duas janelas em arco abatido com chiado a decorar a pedra de fecho e friso saliente. Ostenta as armas reais com as esferas armilares. No alçado Sul a porta é encimada por duplo arco pleno, tendo um lance de escadas para acesso ao piso superior, este marcado por porta e janela de lintel reto, ladeadas pelas armas concelhias, tendo, ainda, janela idêntica ao alçado oposto. Remates em cornija sustentam a cobertura de quatro águas.
 
A chamada ''Torre do Relógio'' apresenta planta quadrangular com base [[bisel]]ada, dois registros cegos e porta em arco quebrado parcialmente entaipada no primeiro registro no alçado Oeste, sendo encimado por [[baixo-relevo]] representando um cavaleiro. É rasgada por janela de lintel reto junto à qual existem duas [[gárgula]]s de [[canhão]]. Encontra-se adossada pelo exterior ao troço subsistente da cerca urbana. Tem [[adarve]] rematado por [[merlão|merlões]] pentagonais, integrando, no ângulo Nordeste, [[campanário]] de planta quadrada com quatro aberturas [[sino|sineiras]] em arco pleno e cobertura piramidal, com [[relógio]] no lado Norte.
 
Com relação aos baluartes setecentistas subsistentes, o contíguo à ''Domus Municipalis'', a Norte, apresenta cortinas escarpadas, integrando duas [[canhoneira]]s; um segundo baluarte, parcialmente integrado num afloramento rochoso, situa-se pelo lado Sul do antigo ''Convento de Santo António'' (a Sul); um terceiro baluarte, denominado como ''Reduto da Cavalaria'', situa-se no local do ''Quartel da Guarda Fiscal'' (a Norte); um quarto baluarte, conhecido como ''Reduto do Outeiro'', situa-se junto à Rua do Outeiro (a Oeste).
 
== Curiosidades ==
Correndo o ano de [[1584]], sendo ainda vivas na população portuguesa as feridas de [[batalha de Alcácer Quibir|Alcácer Quibir]], a população de Penamacor acreditou na legitimidade de um impostor que se fez passar pelo infortunado [[Sebastião de Portugal|D. Sebastião]] (1568-1578). Mesmo sem a idade e nem as características físicas do soberano, o impostor – o primeiro de diversos no mito do [[Sebastianismo]] - fazendo-se passar pelo soberano misteriosamente regressado, chegou à vila narrando vívidos detalhes da batalha, complementados por uma algaravia interpretada pela simplicidade e credulidade dos habitantes como frases no idioma árabe. Sendo desse modo acolhido pela população, formou uma pequena corte onde pontificavam dois cúmplices: um auto-proclamado [[bispo de Braga]] e outro que se denominava como D. Francisco de Távora. Acolhiam as dádivas da comunidade quando as autoridades do reino intervieram, detendo o impostor e seus cúmplices. Conduzidos a Lisboa, foram julgados e sentenciados, o primeiro, às [[galé]]s perpétuamente (das quais se evadiu anos mais tarde) e os cúmplices, à morte.
 
== {{Ligações externas}} ==
{{commons1commons|Castelo de Penamacor}}
*[http://www.ippar.pt/pls/dippar/pat_pesq_detalhe?code_pass=73056 Castelo de Penamacor (Pesquisa de Património / IPPAR)]
*[ {{Link||2=http://www.monumentosippar.pt/Monumentospls/formsdippar/002_B.aspxpat_pesq_detalhe?code_pass=73056 |3=Castelo de Penamacor (Pesquisa de patrimónioPatrimónio na/ DGEMNIPPAR)] - no espaço para o Nº IPA (no fundo da página) insira o nº PT020507100004 e pressione "pesquisar" (do lado esquerdo).}}
* {{Link||2=http://www.monumentos.pt/Monumentos/forms/002_B.aspx |3=Castelo de Penamacor (Pesquisa de património na DGEMN) |4=- no espaço para o Nº IPA (no fundo da página) insira o nº PT020507100004 e pressione "pesquisar" (do lado esquerdo).}}
 
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{{Castelos de Portugal/Distrito de Castelo Branco}}
 
{{Seminterwiki|data=março de 2010}}
 
{{DEFAULTSORT:Castelo Penamacor}}
[[Categoria:Penamacor (freguesia)]]
[[Categoria:Património edificado em Penamacor]]
[[Categoria:Castelos classificados como monumento nacional em Portugal|Penamacor]]
[[Categoria:Monumentos nacionais no distrito de Castelo Branco]]
 
{{seminterwiki}}