Diferenças entre edições de "Prisão da Abadia"

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Durante a [[Revolução Francesa]], foram presas na Abadia uma multidão de pessoas de todas as classes sociais, acusadas de oposição ao regime que se seguiu à [[Luís XVI de França|queda da monarquia]]. A lenda tomou conta dos fatos ocorridos de 2 a 3 de Setembro de 1792, cujo desenrolar é ao mesmo tempo confuso e complexo para uma análise fria, já que guarda apenas as declarações de um grupo de celerados, conduzidos por [[Stanislas-Marie Maillard]], que massacraram em suas instalações 164 prisioneiros, sendo 18 deles padres. Entre os prisioneiros encontravam-se o Conde Montmorin de St-Hérem, o [[abade]] Lenfant, [[Cazotte]] e [[Charles François de Virot de Sombreuil]].
 
De todas as prisões que foram quadro dos [[Massacres de Setembro de 1792]], a da Abadia é, em um certo sentido, a mais marcante como local de [[profanação]]. A forma como as pessoas foram massacradas em suas instalações ultrapassam o entendimento, ainda mais por serem lideradas por Maillard, que era o responsável por sua segurança. Na Abadia, o massacre transformou-se em espetáculo. Foram empilhadas roupas no meio do pátio, fazendo uma espécie de colchão. A vítima, jogada pela porta numa espécie de arena, passava de [[sabre]] aem sabre e caia sobre o « colchão » , toda ensanguentada. Os espectadores interessavam-se pela forma como cada um corria, gritava ou caia. Eles comentavam sobre a coragem ou covardia demonstrada por cada vítima. As mulheres, sobretudo, demonstravam um grande prazer : passada a primeira repugnância, elas tornavam-se espectadoras terríveis, insaciáveis. Os assassinos instalaram bancos, bancos para os senhores, bancos para as senhoras <ref>"''Histoire de la Révolution française''" {{fr}}, Editor: Gallimard, Coleção: Folio Histoire, Autor: Jules Michelet, vol I, pg. 1530 </ref>.
 
== Destruição ==
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