Diferenças entre edições de "Seminário Episcopal de Angra"

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No ano lectivo de 1901-1902 foi entregue ao Seminário todo o edifício. A decisão de entregar o edifício ao Seminário parece estar ligada à epidemia de [[febre tifóide]] que em fins de Novembro do ano de 1900, causou a morte a 5 jovens que frequentavam o Seminário. Dada a gravidade da situação, os alunos foram autorizados a ir para junto das suas famílias, até finais de Janeiro seguinte e o Liceu mudou de instalações. Tal acontecimento parece ter influído na decisão do governo de entregar ao Seminário aquele velho edifício.
 
Esta não foi a única interrupção devido a razões sanitárias, já que no ano lectivo 1908-1909, o Seminário não pôde ser frequentado, devido à [[peste bubónica]] que assaltou a ilha [[Terceira]]. Só no fim do ano alguns alunos vieram fazer exames singulares de algumas disciplinas que tinham estudado em suas casas.
 
A situação de utilização exclusiva das instalações durou pouco, já que em [[1910]] ambas as instituições partilhavam novamente o edifício.
==A implantação da República==
Na sequência da implantação da República em Portugal e da separação entre Igreja e Estado, no princípio de Outubro de 1911, invocando ''ordens superiores'', o administrador do concelho de [[Angra do Heroísmo]] tomou conta das chaves do edifício, ficando todo o mobiliário escolar, biblioteca, o pequeno museu, instalações eléctricas, louças, e demais equipamentos na posse do Estado.
==Referências==
* Pereira, Augusto (cónego), ''A Diocese de Angra na História dos seus Prelados'', União Gráfica Angrense, [[Angra do Heroísmo]], 1950.