Diferenças entre edições de "Seminário Episcopal de Angra"

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Face à inexistência de prelado diocesano, pois o bispo D. [[José Correia Cardoso Monteiro]] falecera pouco antes da Revolução e a falta de reconhecimento do novo regime pela [[Santa Sé]] impedia a substituição, os alunos que terminavam o curso eram ordenados em [[Roma]] e depois em [[Lamego]], onde o antigo bispo de Angra, D. [[Francisco José Ribeiro Vieira e Brito]], conferia a ordem completa.
==A mudança para as actuais instalações==
Em consequência do conflito entre a Igreja e o Estado, o vigário capitular, Dr. Reis Fisher, esteve entre 1912 e 1914 deportado em [[Ponta Delgada]]. Face à necessidade ingente de um Seminário Diocesano, então sem instalações na ilha Terceira, decidiu procurar instalações na [[ilha de São Miguel]], encetando negociações com o proprietário do Convento de S. Francisco, em Vila Franca do Campo.
 
Estava a aquisição quase decidida, quando recebeu um telegrama, anunciando-lhe que o seu procurador na Terceira tinha efectuado a compra, na data de [[2 de Março]] de [[1914]], da casa do [[barão do Ramalho]], na Rua do Palácio, Angra do Heroísmo.
 
Como a Lei não permitia que nos Açores houvesse um instituto com o nome de Seminário, após pequenas adaptações, a partir do ano lectivo de 1914-1915 foi instalado naquele imóvel o Internato, funcionando ali a moradia dos professores, as aulas para o Curso de Teologia, o refeitório, a capela e a residência dos poucos alunos, que continuavam a frequentar o Liceu.
 
Com o aumento do número de alunos, D. [[Manuel Damasceno da Costa]] reconheceu a precariedade do edifício e comprou o solar do [[conde da Praia]], no alto de [[Santa Luzia (Angra do Heroísmo)|Santa Luzia]] (onde hoje funciona o observatótio meteorológico), para nele se construir um edifício para o Seminário. Contudo, a nova localização despertou oposição por parte dos professores, alegando a distância e altitude em que o Seminário ficaria em relação à cidade. O velho solar veio por isso a servir apenas para alojamento de alunos, sendo depois a antiga ''Casa do Conde'' demolida para se aproveitar a pedra na obra de adaptação que, por autorização do bispo D. [[Guilherme Augusto Inácio de Cunha Guimarães]], foi feita na antiga casa do barão do Ramalho. A esta obra dedicou todo o seu esforço o vice-reitor de então, Manuel Medeiros Guerreiro.
 
O edifício manteve-se com a nova estrutura dos anos de 1930 até [[1 de Janeiro]] de [[1980]], quando um [[Terramoto de 1980|violento terramoto]] destruiu completamente a capela e arruinou a zona de quartos destinada a alunos e professores. A inauguração, após a reconstrução, deu-se no ano de 1985.
 
==Referências==