Stendhal: diferenças entre revisões

4 bytes adicionados ,  17h22min de 6 de maio de 2010
Dandy afamado, frequentava os salões de maneira assídua, enquanto sobrevivia com os rendimentos obtidos com suas colaborações em algumas revistas literárias inglesas. Em 1822 publicou ''Sobre o amor'', ensaio baseado em boa parte em suas próprias experiências e no que expressava idéias bastante avançadas; destaca sua teoria da ''cristalização'', processo pelo que o espírito, adaptando a realidade a seus desejos, cobre de perfeições o objeto do desejo.
 
Estabeleceu seu renome de escritor graças à ''[[Vida de Rossini]]'' e as duas partes de seu ''[[Racine e Shakespeare]]'', autêntico manifesto do romantismo. Depois de uma relação sentimental com a atriz Clémentine Curial, que durou até 1826, empreendeu novas viagens ao Reino Unido e Itália e redigiu sua primeira novela, [[Armance]]. Em 1828, sem dinheiro nem sucesso literário, solicitou um posto na Biblioteca Real, que não lhe foi concedido; afundado numa péssima situação econômica, a morte do conde Daru, ao ano seguinte, afetou-lhe particularmente. Superou este período difícil graças aos cargos de [[cônsul (serviço exterior)|cônsul]] que obteve primeiro em Trieste e mais tarde em Civitavecchia, enquanto se entregava sem reservas à literatura.
 
Em 1830 aparece sua primeira obra-prima: ''[[O vermelho e o Negro]]'', uma crônica analítica da sociedade francesa na época da [[Restauração]], na qual Stendhal representou as ambições de sua época e as contradições da emergente sociedade de classes, destacando sobretudo a análise psicológica dos personagens e o estilo direto e objetivo da narração. Em 1839 publicou ''[[A Cartuxa de Parma]]'', muito mais novelesca que sua obra anterior, que escreveu em apenas dois meses e que por sua espontaneidade constitui uma confissão poética extraordinariamente sincera, ainda que só recebeu o elogio de [[Honoré de Balzac]].
3 041

edições