Diferenças entre edições de "Túlio Hostílio"

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{{Infobox Monarca
[[Ficheiro:Comic History of Rome p 019 Combat between the Horatii and Curiatii.jpg|thumb|[[Charge]] retratando a luta entre os irmãos Horácios e Curíácios.]]
|nome= Túlio Hostílio
|título=[[Rei de Roma]]
|imagem=[[Ficheiro:Tulius-Hostilius.jpg|200px]]
|legenda=Túlio Hostílio
|reinado=[[673 a.C.]] - [[641 a.C.]]
|nome completo=
|data de nascimento=[[641 a.C.]]
|lugar de nascimento=
|data de óbito=
|lugar de óbito=
|lugar de enterro=
|antecessor=[[Numa Pompílio]]
|sucessor=[[Anco Márcio]]
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|descendência=
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|pai=
|mãe=
}}
 
'''Túlio Hostílio''', em [[latim]] ''Tullus Hostilius'', foi o terceiro dos reis lendários de Roma, pertencente à [[gens Hostília]], compreendida as cem ''[[gens]]'' descritas por [[Tito Lívio]]. Foi o sucessor de [[Numa Pompílio]].
[[Ficheiro:David-Oath of the Horatii-1784.jpg|thumb|''[[O Juramento dos Horácios]]'' (1784), de [[Jacques-Louis David]].]]
 
As suas guerras com [[Alba Longa]], [[Fidene]] e [[Veio (Itália)|Veio]] indicam as primeiras conquistas de território [[Latinos|latino]] e o primeiro aumento dos domínios romanos fora dos muros de [[Roma]]. Foi durante seu reinado que ocorreram os combates entre [[horácios]] e [[curiácios]], os representantes de Roma e de Alba Longa. Diz-se que morreu atingido por um raio como punição por seu orgulho.
O [[Lista de reis de Roma|rei de Roma]] '''Túlio Hostílio''' ('''''Tullius Hostilius'''''), romano, era amante da guerra.
 
== Reinado ==
Durante seu reinado, por questões de [[fronteira]] com os albalonguenses e de [[furto]] de [[gado]], declarou guerra à [[Alba Longa]]. O rei desta cidade, [[Gaio Cluílio]], morreu durante uma das batalhas, sendo substituído por [[Métio Fufétio]]. Este, tendo em vista eventual ataque [[etrusco]], que pegaria as duas cidades fragilizadas, propôs a Túlio Hostílio, em encontro entre os dois, que a questão se resolvesse da seguinte forma: cada cidade indicaria um trio de campeões, que lutariam entre si. A cidade cujo trio vencesse poderia subjugar a outra. Os romanos indicaram os irmãos Horácios e os albalonguenses, os irmãos Curiácios. Dois Horácios morreram, mas o terceiro massacrou os adversários. Roma foi, portanto, a vencedora.
 
Túlio Hostílio é considerado uma duplicação de [[Rômulo]]. Ambos foram eleitos entre pastores, continuaram a guerra contra [[Fidene]] e [[Veio (Itália)|Veio]], aumentaram o número de cidadãos, organizaram o exército e desapareceram da terra durante uma tempestade.
 
==Guerra e destruição==
 
===Destruição de Alba Longa===
 
O principal evento de seu reinado é a destruição de [[Alba Longa]], que pode ser considerada um fato histórico.
 
[[Ficheiro:David-Oath of the Horatii-1784.jpg|thumb|left|''[[O Juramento dos Horácios]]'' (1784), de [[Jacques-Louis David]].]]
Túlio Hostílio foi escolhido pelos senadores porque era romano e porque seu avô Osto Hostílio havia combatido com [[Rômulo]] contra os [[sabinos]].
 
Segundo a tradição, as relações amigáveis entre romanos e a população de Alba Longa, nas colinas vizinhas a Roma, tinham terminado e havia controvérsias porque as pessoas havia começado a fazer incursões nos campos e hortas uns dos outros, roubando-se reciprocamente colheitas e animais. A resposta do rei romano às reclamações de Alba Longa foi que o início do litígio deu-se por culpa deles.
 
Os exércitos de ambas cidades se prepararam para combater, mas a batalha foi resolvida pela luta entre Horácios, três irmãos romanos, e Curiácios, três irmãos de Alba. Alba Longa foi derrotada e submetida ao [[Estado]] romano. Quando ALba Longa recusou-se a ajudar Roma em um conflito posterior, os chefes foram desmembrados com carroças lançadas em direções opostas. Depois a cidade foi destruída e os habitantes transferidos ao monte [[Celio]].
 
===Guerra contra os sabinos===
 
[[Ficheiro:La Victoire de Tullus Hostilius sur les forces de Veies et de Fidena.jpg|thumb|right|150px|Túlio Hostílio derrota [[Veio (Itália)|Veio]] em batalha, afresco]]
Tulio Hostílio empenhou-se também em uma guerra contra os [[sabinos]]. Foi durante seu reinado que foi construída a [[Curia Hostilia]], que tornou-se o lugar de reunião dos senadores, que até então se reuniam ao ar livre, na área do Fórum que em seguida seria utilizada para os comícios.
 
==Morte e sepultura==
 
A lenda diz que Túlio era muito ocupado com uma guerra após a outra que havia descuidado dos serviços às divindades. Uma peste terrível abateu-se sobre Roma. Também Túlio foi atingido. Então ele rezou a [[Júpiter (mitologia)|Júpiter]] para ter seu favor e sua ajuda. A resposta do deus foi um raio que veio do céu, queimou o rei e reduziu sua casa a cinzas.
 
Isto foi visto pelos romanos como uma indicação de eque deviam escolher melhor o novo rei, um rei que seguisse o exemplo pacífico de [[Numa Pompílio]] e então escolheram [[Anco Márcio]], neto de Numa Pomílio.
 
[[Dionísio de Halicarnasso]], em [[Antiguidades romanas]], em vez disso, conta outra possível morte de Túlio Hostílio: Anco Márcio, antes a serviço de Túlio Hostílio, sonhava tornar-se rei e com alguns comparsas o matou e depois contou ao povo na casa Hostília a história do raio e no início não teve crédito. Mas sublinhando que a historiografia elogia Anco Márcio como rei bom e pacífico (em contraste com a tradição que o considerava assassino e sedento de poder para obter a posição de rei) por isso mantém como possível a versão de um raio que tenha atingido a casa de Túlio Hostílio.
 
Após algum tempo de paz, Métio Fufétio traiu o acordo de paz, e a cidade de Alba Longa foi, então, arrasada pelos romanos. Como os cidadãos de Alba eram irmãos dos romanos, foram incorporados por Roma, integrando o patriciado. O irmão Horácio vencedor se chamava Públio. Quando estava sendo levado em parada de vitória, sua irmã reconheceu o manto que havia tecido para seu amado, um dos Curiácios, nas mãos de Públio. Começou a chorar e clamar por seu nome. Públio, enfurecido, desferiu-lhe um golpe de [[espada]] no coração, matando-a. Apesar de ser herói da pátria, foi levado a julgamento, perante os [[duúnviros]], a quem competia julgar crimes de traição. Foi condenado. Seu pai apelou aos [[assembleias romanas|comícios]], revertendo a sentença. A [[pena de morte]] foi substituída pela exigência de que o pai, enquanto ''[[pater familias]]'', realizasse alguns rituais expiatórios. Essas e outras narrativas encontram-se em [[Tito Lívio]], [[historiador]] romano, que viveu no [[século I a.C.]] ([[64 a.C.]] a [[17]] d.C).
 
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