Diferenças entre edições de "Anarquismo na Espanha"

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== História ==
=== Início ===
[[imagemFicheiro:Francisco Pi y Margall.jpg|thumb|right|O federalista [[Francisco Pi y Margall]].]]
Em meados do [[século XIX]], a revolução idéias eram geralmente desconhecidos na [[Espanha]]. O mais próximo foi a fundação de um movimento entre os seguidores de [[Pierre-Joseph Proudhon|Proudhon]], conhecidos como federalistas, o mais famoso deles foi de [[Francisco Pi y Margall]] (nomeado em sua morte, "''O mais sábio dos federalistas, quase um anarquista''" pelo filósofo anarquista [[Ricardo Mella]]). Sentimentos associados com o anarquismo, como o anticlerical e da abolição da governação, estavam espalhados ao redor Espanha. Houve também agitação no interior do campesinato, que não estava relacionado a qualquer movimento político, em especial, uma vez que ela nasceu devido a outras circunstâncias. O mesmo aconteceu nas cidades, muito antes de os trabalhadores estavam familiarizados com a [[anarcosindicalismo]], houve greves gerais e de outros conflitos entre trabalhadores e seus empregadores.
membros para a [[Primeira Internacional]], uma organização internacional que contribuiu para unificar os grupos de trabalhadores para o benefício da classe trabalhadora, que será, então, suprimida pelo [[marxismo|marxista]].
Fanelli falava em francês e italiano, a fim de que compreendessem pouco do que ele estava a dizer, exceto um homem, [[Thomas Morago González]], que sabia francês. O efeito, porém, foi o mesmo [[Anselmo Lorenzo]] percebeu que o seu discurso:
 
{{quote|Sua voz tinha um tom metálico e era suscetível a todas as flexões apropriadas para o que ele estava dizendo, passando rapidamente de entonações de fúria e amenas contra os tiranos e exploradores para tornar-se lastimosa e consoladora...consoladora… nós podíamos compreender sua expressiva mímica e seguir seu discurso.|Anselmo Lorenzo}}
 
Estes trabalhadores, ansiando muito mais do que o oferecido leve do que o radicalismo passam então a ser o núcleo do movimento anarquista na Espanha, espalhando rapidamente "a ideia" através da Espanha.
[[imagemFicheiro:Fanelli Madrid.JPG|thumb|left|Giuseppe Fanelli e o núcleo internacionalista espanhol que iria formar uma nova seção da AIT.]]
As oprimidas e marginalizadas classes trabalhadoras foram mais suscetíveis a uma ideologia que atacava as instituições que eles mesmos percebiam serem opressivas: O Estado com sua corrupção e brutalidade, o capitalismo com a grande divisão entre a sofrida pobreza e a grande riqueza, e a onipotente e repressiva instituição da [[religião]] organizada.
 
Estes centros de atividade revolucionária continuaram propagar idéias, através de discursos, discussões, encontros, e seus periódicos, ''La Solidaridad''. O anarquismo havia rapidamente germinado por toda Espanha, vilas e cidades, e em organizações autônomas. Alguns dos povos rurais já tinham estruturas anárquicas antes da disseminação das idéias anarquistas.
 
[[ImagemFicheiro:Congressof1870.JPG|right|thumb|300px|Uma gravura do Congresso 1870]]
 
Um acontecimento importante nesses anos foi o [[Congresso de 1870]], em Barcelona, onde delegados de 150 organizações trabalhistas se reuniram, junto com milhares de trabalhadores terem comum ("''ocupar cada cadeira, o preenchimento dos corredores, para além da entrada e esparramados'',"Segundo o [[Murray Bookchin]]). A secção espanhola da Internacional foi deslocado aqui, como o espanhol Federação Regional (também conhecido simplesmente como a Federação Espanhola), e discutida a futura estrutura da organização. O Congresso teve uma clara direção anarquista apesar da presença de membros dos anarquistas internacionais a partir de outras nações européias. Isto foi visto com desdém pela imprensa e os partidos políticos existentes. Congresso de abrir o atentado ao processo político era visto como um meio legítimo de mudança e de futuro para o poder dos sindicatos, como o [[Confederação Nacional do Trabalho|CNT]].
 
=== Primeiros tumultos, 1873 a 1900 ===
[[ImagemFicheiro:Exécution des anarchistes de Xérès.jpg|left|thumb|Matéria ilustrada do jornal francês ''[[Le Progrès Illustré]]'' sobre a Execução de anarquistas em [[Xerez]].]]
Na região de [[Albany]], os trabalhadores protestaram, em [[1873]], [[oito horas por dia]], seguido de grande agitação entre os anarquistas. A disputa tornou-se violenta quando a polícia disparou contra uma multidão desarmada, o que causou a invasão da prefeitura pelos trabalhadores, em resposta. Histórias sensacionalistas sobre atrocidades foram citadas pela imprensa, sem registros oficiais: crucificado sacerdotes, os homens envoltos em chamas, e assim por diante.
O governo agiu rapidamente para eliminar a Federação Espanhola. Salas foram fechadas, os membros presos publicações suspensas. Até a chegada do [[século XX]], o anarquismo do proletariado permaneceu relativamente abafado.
 
=== A revolta dos anarco-sindicalistas ===
 
O terrorismo chegou a ser menos comum perto da virada do século. Os anarquistas viram a crescente necessidade de uma forma de ação direta capaz de derrotar o [[Estado]] e o [[Capitalismo]]. A ideia do [[movimento sindical|sindicalismo]] voltou a ser popular (o [[anarcosindicalismo]]) Para diferenciar-se do sindicalismo reformista que existia em outras partes da [[Europa]]. Os [[comunismo libertário|anarcocomunistas]] se viram forçados a adotar as ideias sindicalistas e se mantiveram a margem, até que logo os dois grupos se tornaram indistinguíveis.
 
Os acontecimentos em [[1909]] prepararam os ânimos para uma nova [[greve geral]] em [[Barcelona]]. Uma fábrica têxtil foi fechada com 800 trabalhadores foram demitidos. Por todo o setor industrial, exceto a indústria têxtil os salários foram cortados pela metade. Nesse clima de incerteza começam os planejamentos para uma paralisação generalizada. Simultaneamente o governo emite uma convocatória chamando os reservistas do exército para combater no [[Marrocos]], onde grupos hostis ao projeto colonial espanhol atacavam tropas espanholas. Os reservistas, em sua maioria da classe operária, não estavam dispostos a arriscarem suas vidas na proteção dos interesses de seus governantes e patrões - os conflitos no Marrocos paralisavam as rotas de importantes espaços de extração de minérios dando prejuízo aos capitalistas). Por todos o país foram organizadas encontros contra a guerra em consonância com os chamados para uma possível guerra.
 
[[imagemFicheiro:Judiciferrer01.jpg|thumb|left|300px|O julgamento do educador [[Francisco Ferrer y Guardia]].]]Em [[26 de julho]], na cidade de [[Barcelona]] tem início a greve, poucas semanas depois da convocação dos reservistas. Rapidamente a paralisação dá origem a um levante generalizado. [[Anselmo Lorenzo]] registrou em uma de suas cartas "Uma revolução social se estalou em Barcelona e foi iniciada pelo povo. Ninguém a controla, nem os liberais, nem os nacionalistas catalães, nem republicanos, nem socialistas, nem anarquistas. Prédios de Policia foram atacados, linhas de trem que conduziam a Barcelona foram destruídas e várias barricadas foram levantadas. Oitenta igrejas e monastérios foram destruídos por membros do partido Radical (os quais, deve-se destacar, foram menos radicais que o resto dos anarquistas e socialistas) e seis pessoas foram assassinadas nos distúrbios.
 
Depois da revolta, aproximadamente 1700 indivíduos foram acusados de vários crimes. A maioria deles foram libertada, mas 450 foram sentenciados. Doze foram condenados a prisão perpétua e outros 5 executados, incluindo o educador [[Francisco Ferrer y Guardia|Francisco Ferrer]], idealizador das [[escola moderna]] que nem sequer estava em Barcelona durante a revolta.
 
=== O surgimento da CNT ===
[[ImagemFicheiro:Anarchosyndicalist Flag.jpg|thumb|Bandeira tradicional do [[anarconsindicalismo]]]]
 
[[Imagem:Anarchosyndicalist Flag.jpg|thumb|Bandeira tradicional do [[anarconsindicalismo]]]]
 
O movimento anarquista precisava de uma organização nacional estável em seus primeiros anos. O anarquista Juan Gómez Casas discutiu a evolução da organização anarquista antes da organização da [[Confederação Nacional do Trabalho|CNT]]:
 
{{quote|Depois de um período de dispersão, a federação dos trabalhadores da região espanhola desapareceu, para ser recolocada pela Organização Anarquista da região Espanhola...Espanhola… Esta organização então trocou, em 1890, o pacto de Ajuda e Solidariedade, o qual foi desfeito em 1896 devido a repressiva legislação contra o anarquismo separando vários núcleos e sociedades de trabalhadores autonomos...autonomos… Os restos que ficaram do FRE deram origem a Solidariedade Obreira em 1907, a antecessora direta da CNT.|Juan Gómez Casas}}
 
Existiu um consenso geral entre os anarquistas no princípio do [[século XX]] de que uma nova organização laboral nacional era necessária para trazer coerência e força ao movimento. Esta organização, nomeada como a [[Confederação Nacional do Trabalho]] (CNT) foi fundada em outubro de [[1910]] durante um congresso na [[Solidariedade Obreira (sindicato histórico)|Solidariedade Obreira]]. Durante este congresso, uma resolução declarava que o propósito da CNT seria "apressar a emancipação economica da classe trabalhadora através da expropriação revolucionária da burguesia...burguesia…" A CNT começou sendo pequena, com aproximadamente 30.000trinta mil membros através de vários sindicatos e outras confederações.
 
A confederação nacional foi dividida em pequenas sedes regionais, as quais eram novamente divididas em pequenos sindicatos. Apesar desta estrutura, conseguiu-se escapar de certa maneira da burocracia. As iniciativas para as decisões provinham dos sindicatos. Ali não existiam funcionários pagos; todas as posições eram ocupadas por trabalhadores comuns. As decisões feitas pelas delegações nacionais não deveriam ser seguidas. A CNT foi nestes aspectos muito diferente ao rígido sistema dos sindicatos socialistas.
 
==== Greve geral de 1917 ====
 
Uma greve geral foi instaurada em [[1917]], organizada principalmente por socialistas mas com uma notável atividade anarquista, particularmente em Barcelona. Foram construídas barricadas e os grevistas tentaram deter os trens. O governo respondeu ao levar as ruas um tiroteio. A luta deixou 70 pessoas mortas. Apesar da violência, as demandas dos grevistas foram moderadas, típicas de uma greve socialista desta época.
 
==== A CNT após a Primeira Guerra Mundial ====
 
A economia espanhola tinha sofrido em virtude do declínio da economia durante a guerra. Fábricas fechadas, o desemprego aumentou e os salários diminuíram. Esperando por um conflito de classe, em especial à luz do recente [[Revolução Russa]], muitos da classe capitalista começaram uma guerra contra os sindicatos, particularmente a CNT. O fechamento de fábricas, ordenado pelos proprietários, tornou-se mais freqüentes. Os militantes que eram conhecidos, como tal, foram colocados em uma lista negra. Contrataram pistoleiros ou assassinos, foram contratados para matar os líderes dos sindicatos. Talvez centenas de anarquistas foram mortos durante esse período. Os anarquistas responderam com uma série de assassinatos, o mais famoso deles cometidos contra o Primeiro-ministro [[Eduardo Dato]].
 
 
==== Greve geral de 1919 ====
 
{{AP|Greve da Canadense}}
 
=== A FAI ===
{{artigo principal|[[Federação Anarquista Ibérica]]}}
[[imagemFicheiro:Bandera CNT-FAI.png|right|200px|thumb|Bandeira Vermelha e negra da FAI.]]
Durante os anos de [[Miguel Primo de Rivera]], muitos dos líderes da CNT começaram a expor visões "moderadas", mantendo ostensivamente a perspectiva anarquista mas sustendo que o cumprimento das esperanças anárquicas não se venderia imediatamente. A [[Federação Anarquista Ibérica]] (FAI) foi formada em [[1927]] para combater esta tendência.
 
 
=== A queda de Rivera e a nova República ===
[[imagemFicheiro:Bundesarchiv Bild 102-09414, Primo de Rivera.jpg|thumb|left|O ditador [[Miguel Primo de Rivera]].]]A CNT inicialmente deu boas-vindas a República como uma alternativa preferível a [[ditadura de Miguel Primo de Rivera|ditadura]], apesar de manter os princípios de que qualquer tipo de estado é inerentemente venenoso, as vezes variam em grau de severidade.
 
Apesar disso, a relação não durou muito tempo. Uma greve dos trabalhadores do setor telefônico levou a uma luta nas ruas entre a CNT e as forças do governo; o exército usou armas de fogo contra os trabalhadores. Uma greve similar estourou poucas semanas depois em [[Sevilha]]; vinte anarquistas foram assassinados e cem terminaram feridos depois que o exército sitiou o ponto de encontro da CNT e destruiu sua artilharia. Uma insurreição ocorreu em "Alto Llobregat", onde os mineiros tomaram controle da vila e deflagaram bandeiras vermelhas e negras nos salões do povo.
 
==== O preludio para a Revolução ====
 
O [[reformismo]] da república levou os anarquistas a pregar o grito "Antes das caixas eleitorais, revolução social!" A partir de sua visão, as reformas das eleições livres eram fúteis e indesejáveis, e impediam também a total liberação da classe trabalhadora.
 
 
==== Asturias ====
 
Talvez o mais claro antecedente a revolução (e a guerra civil) venho em [[1934]], nos distritos mineiros de [[Principado de Astúrias|Astúrias]] com a chamada [[Revolução de 1934|Revolução de Outubro]]. A greve realizada aqui foi de índole socialista, devido a expulsão do anarquismo por parte do proletariado asturiano, muito mais ligado as idéias comunistas burocráticas da [[União Soviética]] [[stalinista]] daquele tempo.
 
 
==== A Frente Popular ====
 
Com o crescimento dos partidos políticos de direita (os ultraconservadores de [[José Maria Gil-Robles|Gil-Robles]], a [[Confederação Espanhola de Direitas Autônomas|CEDA]] [[catolicismo|católica]], por exemplo), os partidos de esquerda sentiram a necessidade de se unir em uma [[Frente Popular (Espanha)|Frente Popular]]. Este incluiu [[República|republicanos]], [[socialismo|socialistas]], [[comunismo|comunistas]] e outros partidos de esquerda; Os [[anarquismo|anarquistas]] não chegaram a fazer parte dele, mas recomendaram o voto a essa coalizão.
 
Os elementos mais radicais da CNT-FAI não estavam satisfeitos com as políticas eleitorais. Depois de que a Frente Popular alcançava o poder, as greves, manifestações e rebeliões estouraram por toda a Espanha.
 
No campo, quase 5km5 km² de terras foram tomadas por camponeses. A Frente Popular começou a perder o controle. Os anarquistas continuariam com as greves inclusive quando os socialistas mais prudentes chamaram a detê-las, levando consigo a comida das reservas para os fundos de greve.
 
O Congresso Nacional da CNT em maio de [[1936]] teve um tom abertamente revolucionário. Entre os temas discutidos estavam a Liberdade Sexual, planos para as comunidades agrícolas e a eliminação da hierarquia social.
=== A Guerra Civil Espanhola ===
==== Presença anarquista na Guerra Civil Espanhola ====
 
O governo [[Segunda República Espanhola|republicano]] respondeu a tentativa de levante militar com uma notavel timidez e falta de ação. A CNT havia advertido a [[Madrid]] sobre um levante baseado em [[Marrocos]] meses antes e inclusive deu a data e hora exata deste [[19 de julho]] as 5 da madrugada, informação obtida através de uma grande rede de espionagem. Ainda assim, a Frente Popular não fez nada, e se negou a armar a CNT. Cansados de pedir armas sem poder recebe-las, os militantes da CNT atacaram um arsenal e repartiram as armas entre os sindicatos. As milícias foram postas em alerta dias antes do planejado levante militar.
 
 
==== Colaboração da CNT-FAI com o governo durante a guerra ====
 
Em [[1936]], a CNT decidiu, depois de várias negativas cooperar com o governo de [[Francisco Largo Caballero]]. [[Joan García Oliver]] se tornou ministro da Justiça (que aboliu as despesas jurídicas e destruídos todos os arquivos criminosos), e [[Federica Montseny]] foi transformado em Ministro da Saúde, para citar apenas alguns.
 
 
==== Revolução de 1936 ====
 
{{AP|[[Revolução Espanhola de 1936]]}}
 
Juntamente com a revolução económica, houve um espírito de revolução cultural. As tradições opressoras foram eliminados. Por exemplo, eles eram permitidas as mulheres a ter [[aborto induzido|abortos]], e a idéia de "auto-amor" se tornou popular. De muitas formas, o espírito de libertação cultural era semelhante à dos movimentos "[[Nova esquerda]]" da década de [[anos 1960|1960]].
 
==== Contrarevolução ====
[[imagemFicheiro: T-26tankinSpain.jpg|right|thumb|Tanque soviético T-26, na Guerra Civil Espanhola, em 1936.]]
Durante a Guerra Civil, os reacionários do Partido Comunista ganharam uma influência considerável, devido à necessidade de ajudar a partir da [[União Soviética]]. Comunistas e liberais do lado da República fez se esforço necessário para esmagar a revolução anarquista, aparentemente, para reforçar os esforços antifascista (a resposta era, "''a revolução e a guerra são inseparáveis''"). Pravda anunciou em Dezembro de [[1936]] que "''...a…a limpeza trotskistas e anarco-sindicalistas já começou. Será realizada com a mesma força que na URSS''" Outro comunista ousadamente proclamada em uma entrevista que"''desapareceriam rapidamente os anarquistas logo após a derrota de Franco''". Seus esforços para enfraquecer a revolução, em última análise, foram bem sucedidos: a hierarquia foi restabelecido no final coletivizados em muitas áreas, e foi removido do poder pelas mãos dos trabalhadores e dos sindicatos, a ser monopolizada pela [[Frente Popular (Espanha)|Frente Popular]].
O mais importante, talvez, foram as medidas para destruir a milícia, que dirigiu a guerra discutidamente esforço tanto em espírito e em ação. As milícias foram declaradas ilegais no tempo e tecnicamente ligado à República Popular da Marinha. Isto teve o efeito de desmoralizar os soldados e ao assumir o que tinha sido lutando ultimamente: não pela União Soviética, mas, para si e para a liberdade. [[Vladimir Antonov-Ovséyenko]], para trabalhar em Espanha [[Stalin]] havia sido previsto em 1936 este:
"Sem a participação da CNT, não seria possível, naturalmente, criar as condições entusiasmo e disciplinas adequadas na milícia / milícia republicana."
 
De fato, o fervor contra-revolucionário geralmente servido para enfraquecer os esforços de guerra antifascista. Por exemplo, uma gigantesca reserva de armas foi autorizada a mergulhar contra as forças franquistas por medo de que outra forma poderia acabar nas mãos dos anarquistas. As tropas foram arrancadas das linhas de frente para esmagar os anarquistas locais. Vários soldados foram mortos por seus capaz ideologia política, um líder dos esforços repressivos, [[Enrique Lister]], disse ele:
"''atiraria em todos os anarquistas, que pudesse''".Se supõe que vários anarquistas foram levados presos sob ordens comunistas, em vez de lutar na frente, e o que é mais, muitos destes prisioneiros foram torturados e assasinadosassassinados.Em Barcelona foi o famoso ataque ao prédio da Telefônica nas mãos da CNT pelo exército regular comunista sob orientação que foi o início de violentos combates na cidade entre os dois setores seriam chamados a guerra dentro da guerra.
 
=== Os anos da ditadura de Franco ===
[[imagemFicheiro:Bundesarchiv Bild 183-L15327, Spanien, Heinrich Himmler bei Franco.jpg|thumb|250px|left|[[Francisco Franco]] junto a [[Heinrich Himmler]], um dos ministros da [[nazismo|Alemanha nazista]] de [[Hitler]].]]
Em [[1939]] a ''[[Lei de responsabilidades políticas]]'' ilegalizou a organização e os seus bens foram expropriados; edifícios, equipamentos, veículos, contas bancárias, empresas coletivizados e documentação. Na época, a CNT teve um milhão de membros e da infra-estrutura, que foi amplamente apoiada.
 
 
=== Atualidade ===
[[ImagemFicheiro:barc okupa.jpg|300px|right|thumb|Uma okupa em Barcelona]]
 
[[Imagem:barc okupa.jpg|300px|right|thumb|Uma okupa em Barcelona]]
 
A CNT existe hoje, com os mesmos princípios. No entanto, sua influência é limitada na foto trabalhistas. O CNT, em [[1979]], se separou em 2 fações: CNT-[[Asociação Internacional dos Trabalhadores|AIT]] e CNT-U. A CNT-AIT conservou o nome original, "CNT", o que levou à CNT-U mudar o seu nome para [[Confederação Geral do Trabalho Espanha|Confederação Geral do Trabalho]] (CGT), em [[1989]]. A CGT tem aproximadamente 60.000 membros como um sindicato e tem uma presença nas disputas trabalhistas. Uma importante razão para a separação e a principal diferença entre os dois sindicatos é que a CGT está envolvida, como muitos outros sindicatos, nas eleições sindicais, enquanto a CNT não. A CGT tem um número significativo de representantes de algumas empresas, como [[do banco]] e também em [[Red Nacional de Ferrocarriles Españoles|RENFE]] e do Metro de Barcelona. A CNT acreditavam estar envolvidos na execução das obras e se libertaram união é contrária aos seus princípios. Isso não o impede de ter uma cultura, como atesta a recente greve que tem vindo a promover: a limpeza da UPO de Sevilha, na limpeza do Metro de Madrid, à estação de Brisamar ou no ensino público na Comunidade Madri, além das históricas greves e AUSS Mercadona Logistics Center, em Sant Sadurní d'Anoia, que durou mais de 100 dias.
 
== Violência ==
[[ImagemFicheiro:FerrerAscasoDurruti.jpg|left|thumb|250px|Tombstone no cemitério [[Montjuic (Barcelona)|Montjuïc]] em memória dos anarquistas [[Buenaventura Durruti|Durruti]], [[Francisco Ascaso|Ascaso]] e [[Francisco Ferrer y Guardia|Ferrer i Guàrdia]]]]
Enquanto que muitos anarquistas se opuseram ao uso da força, alguns militantes estavam usando a violência, a realização de atentados e assassinatos, principalmente ao longo do século XIX. Esta "[[propaganda pelo Ato|propaganda pelo ato]]" ocorrido antes da ascensão do sindicalismo anarquista como uma tática, com a descoberta de outras medidas de pressão social como greves, e depois de uma longa história de repressão policial, que matou dezenas de anarquistas, terminou com o seu desaparecimento gradual.
 
 
== Referências ==
* {{ESref|Anarquismo en España|33869815}}
 
== {{Ver também}} ==
{{portal-anarquia}}
* [[Anarquismo na França]]
* [[Movimento Operário espanhol]]
* [[Guerra Civil Espanhola]]
* [[Buenaventura Durruti]]
* [[Instituto Juan de Mariana]], principal promotor da [[escola austríaca]] e em parte do [[anarquismo de mercado]] na Espanha
 
== {{Ligações externas}} ==
* [http://www.memorialibertaria.org/spip.php?article653 A chegada do anarquismo na Espanha]
 
{{anarquismo2}}
 
[[Categoria:Política da Espanha]]
[[gl:Anarquismo en España]]
[[he:אנרכיזם בספרד]]
 
{{anarquismo2}}
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