Diferenças entre edições de "Banda Negra (Revolução Francesa)"

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==As emissões de falsos Assignats==
Para acelerar a baixa dos Assignats e, por consequência, acelerar o reembolso das compras, os compradores, notadamente os membros da "Banda Negra", que especulavam abertamente as revendas, favoreceram a emissão e a distribuição de falsos Assignats em grande escala <ref>Sobre os casos dos falsos assignats, bem mais importnates do que pode-se pensar "a priori", já que o objetivo era claramente contra-revolucionário, ver os trabalhos de Jean Bouchary e d'Arnaud de Lestapis.</ref>.
 
Assim, uma fábrica bastante importante foi criada na Rua de la Source, em [[Surennes]], perto de [[Paris]]. Uma cervejaria servia de fachada às operações. Uma vez impressos, esses [[Assignat]]s, eram distribuídos e « lavados » nas grandes casas de jogo do [[Palais-Royal]] que produziam somas astronômicas, o equivalente a muitos cassinos dos dias de hoje.
 
A fábrica era protegida por [[Stanislas-Marie Maillard|Stanislas Maillard]], assalariado do banqueiro [[Jean-Frédéric Perrégaux]]<ref>Arquivos Nacionais, Minutier central des notaires parisiens, Étude...</ref> e entrou em funcionamento muitos meses antes da [[Jornada de 10 de Agosto de 1792]], que marcou a queda do Rei [[Luís XVI de França|Luís XVI]] do poder.
 
Denunciados pelos [[girondinos]], notadamente por [[Étienne Clavière]], que era ministro girondino das Contribuições Públicas, os falsários de Surennes foram presos em [[13 de Agosto]] de [[1793]]. Alguns deles foram encarcerados, entre eles o Conde de Preissac, o Conde de Kératry, Étienne de Mallet, Jean-Suzanne de Sentuary e Hilarion de Louesnich, todos clientes das casas de jogo do Palais-Royal e com ótimo relacionamento com os [[Hebertistas|Exagerados]] da [[Comuna de Paris (1792)|Comuna de Paris]].
 
[[Stanislas-Marie Maillard|Stanislas Maillard]] encarregou-se de sua prisão mas favoreceu sua fuga das prisões de Paris antes dos "[[Massacres de Setembro de 1792|Massacres de Setembro]]". Os prisioneiros haviam sido reunidos na [[Châtelet (Paris)|Prisão do Châtelet]] que foi uma das últimas prisões a ser visitada pelos assassinos.
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[[Stanislas Maillard]] se chargea de leur arrestation, mais il favorisa leur fuite des prisons de Paris avant les [[massacres de septembre]]. Ils avaient été rassemblés à la [[Châtelet (Paris)|prison du Châtelet]] qui fut l'une des dernières à avoir été visitée par les tueurs.
 
A fábrica de Assignats falsos de Surennes voltou a funcionar em Outubro, sob a direção de MM. Egrée, Villardy, Caradec de Kerloury e outros. [[Jean-Baptiste Dossonville|Dossonville]], que havia sido encarregado da repressão dos Assignats falsos por [[Étienne Clavière|Clavière]] - inprudente na escolha deste agente, secretamente próximo dos Exagerados da Comuna que o absolveram no dia seguinte ao "[[Jornada de 10 de Agosto de 1792|10 de Agosto]]" -, dirigiu sua perseguição sobre as pequenas fabricações artesanais em outros pontos, como [[Champigny]]. Em contrapartida, ele protegeu por muito tempo os « cervejeiros de Suresnes » ; porém, não hesitou em sacrificá-los no Ano II, encomendando ao informante da polícia Louis-Guillaume Armand um relatório contra eles. Este relatório será um dos que serão utilizados por [[Élie Lacoste]] para o [[Processo e execução dos camisas vermelhas|processo dito dos "camisas vermelhas"]].
La fabrique de faux assignats de Suresnes reprit en octobre sous la direction de MM. Egrée, Villardy, Caradec de Kerloury, etc. [[Jean-Baptiste Dossonville|Dossonville]], qui avait été chargé de la répression des faux assignats par [[Étienne Clavière|Clavière]] - imprudent dans le choix de cet agent secrètement proche des exagérés de la commune qui l'avaient absous au lendemain du [[10 août]] -, s'acharna sur les petites fabrications artisanales (Champigny, etc.).
 
No Palais-Royal, os membros da "Banda Negra" e seus amigos distribuiram dinheiro falso em diversos salões de jogos, mesmo prestigiados. O sistema era bem montado e muitos cidadãos que entravam com dinheiro bom, depois de jogar, saíam, no melhor dos casos, com dinheiro falso.
En revanche, il protégea longtemps les « brasseurs de Suresnes » qu'il n'hésita pourtant pas à sacrifier en l'[[an II]], en commandant, contre eux, un rapport à l'indicateur de police [[Louis-Guillaume Armand]]. Ce rapport sera un de ceux qu'utilisera abondamment [[Élie Lacoste]] pour le [[Procès et exécution des chemises rouges|procès dit des chemises rouges]].
 
Plusieurs faux monnayeurs furent ainsi traduits au [[tribunal révolutionnaire]] le {{date|17|juin|1794}}, et on leur adjoignit sur la charrette des cinquante-quatre, également revêtus de [[procès et exécution des chemises rouges|chemises rouges]], des faux monnayeurs qui étaient passés devant un tribunal criminel ordinaire<ref>Le délit de fausse monnaie relevait en principe des tribunaux criminels ordinaires, mais pour certains d'entre eux, Caradec, Egrée, etc., le volet politique de leurs « activités criminelles » fut envisagé à dessein.</ref>.
 
Au Palais-Royal, les membres de la Bande Noire et leurs amis distribuèrent la fausse monnaie, jusque et y compris dans les salons de jeu prestigieux de [[Jeanne-Louise-Françoise de Sainte-Amaranthe|Mme de Sainte-Amaranthe]]. le système était bien rôdé et beaucoup de citoyens, entrés avec de la bonne monnaie, après avoir joué au "Creps", au "Biribi" ou "à la Bouillotte", ressortaient dans le meilleur des cas avec de la fausse.
 
La baisse de la valeur des assignats s'accentua de façon spectaculaire et c'est ainsi qu'un versement effectué en 1793 pour le remboursement à échéances d'un bien acquis en 1791 ne correspondait pratiquement plus à rien. [[Jeanne-Louise-Françoise de Sainte-Amaranthe|M{{me}} de Sainte-Amaranthe]], qui suivait le mouvement général, acquit - alors qu'elle était sans un sou en 1789 - des immeubles rue d'Hauteville, notamment un grand hôtel particulier qu'elle faisait restaurer en 1793 et le domaine de [[Sucy-en-Brie]], château et terres.
 
Mais son cas n'est rien du tout par rapport à [[Joseph Fouché|Fouché]], à Perrin, à Albitte, à [[Joseph Le Bon]], à [[André Dumont]], à [[Antoine Merlin de Thionville|Merlin de Thionville]] et à tant d'autres représentants en mission ou administrateurs, tous acquéreurs révolutionnaires en assignats de biens dont la valeur réelle dépasse l'imagination.
 
Ce sont eux qui, [[Hébertistes ou Exagérés|révolutionnaires exagérés]], se ligueront contre [[Maximilien de Robespierre]], qui représentait un danger. Le rappel des représentants [[Jean-Baptiste Carrier]], [[Joseph Le Bon]], [[Joseph Fouché]], [[Jean-Lambert Tallien]], etc. par l'Incorruptible au printemps 1793 fut combattu par leur allié le plus sûr au [[Comité de salut public]],
[[Bertrand Barère de Vieuzac]], devenu riche propriétaire terrien.
 
A baixa do valor dos Assignats acentuou-se de maneira espetácular e foi assim que uma prestação paga em 1793 para reembolso à prazo de um bem adquirido em 1791 não correspondia praticamente a mais nada. A [[Jeanne-Louise-Françoise de Sainte-Amaranthe|Madame de Sainte-Amaranthe]], que seguiu este movimento geral, adquiriu em 1789 - quando ela não possuía um vintém - imóveis na Rua d'Hauteville, notadamente uma grande mansão, que fez restaurar em 1793, e ainda o domínio de [[Sucy-en-Brie]], castelo e terras. Mas este caso não é nada frente à outros envolvendo representantes em missão ou administradores, todos compradores revolucionários via Assignats de bens cujo valor real ultrapassa toda imaginação. Serão estes, [[Hebertistas|revolucionários exagerados]], que se ligarão contra aquele que representava seu maior perigo, [[Maximilien de Robespierre]]. A intimação de representantes, entre eles [[Jean-Baptiste Carrier]], [[Joseph Le Bon]], [[Joseph Fouché]] e [[Jean-Lambert Tallien]], pelo "[[Maximilien de Robespierre|Incorruptível]]", na primavera de 1793, foi combatida pelo seu aliado no [[Comitê de Salvação Pública]], [[Bertrand Barère de Vieuzac]], transformado em rico proprietário de terras.
 
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==Les « hommes de proie » ==
Les acquéreurs de biens nationaux de grande importance ou de grand rapport, c'est-à-dire de vastes domaines abbatiaux, des monuments historiques, châteaux, églises et leurs dépendances, etc. se partagent entre des membres des assemblées parlementaires de la Révolution - on compte beaucoup plus de "Montagnards" que de "Girondins" -, des membres de la Commune de Paris issue du 10 août comme le ''septembriseur'' [[Didier Jourdeuil]], et d'anciens nobles ayant donné des gages à la Révolution (membres de la première assemblée et regardés comme traîtres par les émigrés de Coblence) et peu désireux de voir se rétablir l'ordre ancien.
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