Açude Castanhão: diferenças entre revisões

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O '''Açude Castanhão''' é um [[açude]] [[brasil]]eiro construído sobre o leito do [[rio Jaguaribe]], no estado do [[Ceará]].Ele é portanto uma represa, tecnicamente falando. A barragem está localizada em [[Alto Santo]], embora atinja outros municípios.
 
A obra foi iniciada em 1995, durante o governo de [[Tasso Jereissati]], e concluída em [[2003]], pelo governador [[Beni Veras]] (PSDB), numa parceria entre a Secretaria de Recursos Hídricos do Ceará - SRH-CE e o [[Departamento Nacional de Obras Contra aas SecaSecas]] - [[DNOCS]].
 
Durante a construção do açude foi necessário remover a antiga sede do município de [[Jaguaribara]], que ficou sob as águas.Em substituição à cidade submersa, foi construída a cidade de Nova Jaguaribara.
 
Suas águas são vocacionadas para o uso na agricultura irrigada, psicultura, pesca (esportiva e de subsistência), lazer náutico, assim como, através da construção do Canal da Integração, este açude terá suas águas levadas para abastecimento da população da Grande Fortaleza e para o Complexo Portuário do Pécem, onde permitirá a implantação de um pólo industrial. Não há uso atual como fonte hidroelétrica desta barragem.
 
[[Ficheiro:Castanhao.jpg|thumb|340px|Trecho do açude do Castanhão]]
 
A capacidade de armazenamento do Castanhão é de 6.700.000.000 m³, o que o coloca como o maior açude para múltiplos usos da América Latina. Sozinho, ele tem 37% de toda a capacidade de armazenamento dos 8.000 reservatórios cearenses.Antes do Castanhão a maior barragem cearense era o Orós, no município de mesmo nome, que também é uma represa no Rio Jaguaribe, mas que comporta pouco mais da metade da capacidade do Castanhão.
 
O Castanhão é uma maravilha da engenharia moderna, concluída neste século, mas cujos projetos iniciais remontam o século 19, quando surgiram os primeiros estudos para se edificar uma obra que garantisse reserva de água para enfrentar a irregularidade das chuvas no semi-árido Nordestino.Destaque especial merece o engenheiro da Universidade de Stanford, "Sir" Roderic Crandall, que identificou na área conhecida como "Boqueirão do Cunha", onde atualmente está este açude, uma série de marcadores geológicos que indicavam aquela ser a melhor região para a construção da barragem.
 
 
 
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