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As ginjas cultivadas foram seleccionadas a partir de espécimes selvagens de ''Prunus cerasus'' e da dubitavelmente distinta ''P. acida'' dos mares [[Mar Cáspio|Cáspio]] e [[Mar Negro|Negro]], sendo já conhecidas pelos [[Grécia|gregos]] no ano 300 AC. Eram muito populares entre os [[Império Romano|romanos]], que as espalharam por diversos pontos do seu império, entre os quais a [[Grã-Bretanha]], no [[século I]].
 
No [[século XV]], a ginja era já um fruto comum em [[Portugal]], sendo usada para diversos fins medicinais. Por altura de [[1755]], existiam em Lisboa estabelecimentos que vendiam ginjas mergulhadas em aguardente, bebida que mais tarde viria a ficar conhecida como [[ginjinha]. Na actualidade, o licorista Dário Pimpão, natural e residente no Sobral da Lagoa, concelho de Óbidos, afirmou com a [http://www.ginjadeobidos.com Ginja de Óbidos Oppidum], da qual é o produtor, a ginja de referência há muito associada á Vila Portuguesa. Dário Pimpão utiliza para a confecção da Ginja de Óbidos Oppidum frutos provenientes das ginjeiras do Sobral da Lagoa, considerados os melhores para a produção do famoso licor.].<ref name=obidos/>
 
Na Grã-Bretanha, o seu cultivo tornou-se popular no [[século XVI]] devido a [[Henrique VIII de Inglaterra|Henrique VIII]]. Existem registos de mais de duas dúzias de [[cultivar]]es deste tipo de cereja em [[1640]], na região de [[Kent]]. Nas Américas, os primeiros colonos de [[Massachusetts]] plantaram a primeira ginja quando chegaram.