Diferenças entre edições de "Imediato"

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[[Imagem:PL rank merchant marine d3b.svg|thumb|right|150px|Distintivo genéricotradicional de imediato da marinha mercante.]]
O '''imediato''' é o oficial de navegação cuja função vem imediatamente a seguir à do [[capitão (náutica)|comandante de um navio]] e a quem compete o comando da [[embarcação]] em caso de incapacidade ou de impedimento daquele.
 
Quando da tripulação de um navio faz parte um [[capitão (náutica)|segundo comandante]] - o que normalmente acontece apenas em grandes navios de passageiros - o imediato é apenas o terceiro [[oficial náutico]] na linha de comando. Neste caso, não é ao imediato a quem cabe assumir o comando em caso de impedimento do comandante, mas sim ao segundo comandante.
 
O distintivo de imediatoTradicionalmente, na maioria das marinhas mercantes, inclusiveo naimediato de Portugal,um énavio constituídousa no seu uniforme um distintivo composto por três galões dourados, enquanto que o comandante usa quatro galões.
 
 
==Funções==
 
Os imediatos dos [[navio de guerra|navios de guerra]], normalmente, não chefiam diretamente nenhum dos serviços ou departamentos de bordo. Na marinha de guerra, os imediatos coadjuvam os comandantes, exercendo as funções neles delegadas.
 
 
==Quartos de navegação==
 
Tradicionalmente, uma vez que o imediato é o oficial náutico mais experiente a bordo a exercer a chefia de um quarto, normalmente são-lhe atribuídos os quartos de navegação mais difíceis, incluindo o das 04h00-08h00, altura que a maioria da tripulação está a dormir, obrigando-o a ter que resolver sozinho eventuais problemas que surjam.
 
 
==Formação e certificação==
Nos navios das marinhas de guerra de [[Portugal]] e do [[Brasil]], as funções de imediato são exercidas, respetivamente, por oficiais da Classe de Marinha e do Corpo da Armada, formados nas [[escola naval|escolas navais]]. A patente do imediato varia conforme o tipo de navio. Por exemplo, na Marinha Portuguesa, normalmente, os imediatos dos [[navio-patrulha|navios- patrulha]], [[corveta]]s e [[fragata]]s são, respetivamente [[segundo-tenente]]s, [[primeiro-tenente]]s e [[capitão-tenente|capitães-tenentes]]. Já na [[Marinha do Brasil]], as funções de imediatos num [[navio-aeródromo]], numa fragata ou [[contratorpedeiro]], numa corveta e num navio-patrulha são exercidas, respetivamente por capitães de fragata, por [[capitão de corveta|capitães de corveta]], por capitães-tenentes e por primeiros-tenentes.
 
Nas embarcações das marinhas mercantes, a função de imediato é exercida por um [[marinheiro|marítimo]] da carreira de oficial náutico. Em Portugal e no Brasil, estes oficiais são formados, respetivamente na [[Escola Náutica Infante D. Henrique]] e na [[Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante]]. No caso da função de segundo de navegação, a mesma é desempenhada por marítimos do escalão de mestragem, formados em centros e escolas de formação profissional marítima, como é o caso do FOR-MAR (Centro de Formação de Pescas e do Mar) de Portugal.
# Embarcações de pesca de arqueação bruta inferior a 700: Mestre costeiro pescador (segundo de navegação);
# Embarcações de pesca de arqueação bruta inferior a 250: Contramestre pescador (segundo de navegação).
 
 
==Referências==
*[http://www.polmil.sp.gov.br/unidades/17gb/normastrafegomaritimo03.htm Decreto nº 2596 de 18 de maio de 1998 (''Regulamento de Segurança do Tráfego Aquaviário sob Jurisdição Nacional'' do Brasil)]
*[http://dre.pt/pdf1sdip/1964/10/24200/14431486.pdf Decreto-lei nº 45 969 de 15 de outubro de 1964 (''Regulamento da Inscrição Marítima, Matrícula e Lotações dos Navios da Marinha Mercante'' de Portugal)]
 
 
==Ver também==
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