Diferenças entre edições de "Carlos Magalhães de Azeredo"

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'''Carlos Magalhães de Azeredo''' ([[Rio de Janeiro (cidade)|Rio de Janeiro]], [[7 de setembro]] de [[1872]] — [[Roma]], [[4 de novembro]] de [[1963]]) foi um [[jornalista]], [[diplomata]] e [[escritor]] [[brasil]]eiro, um dos fundadores da [[Academia Brasileira de Letras]].
 
== Biografia ==
Nasceu Carlos Magalhães de Azeredo filho póstumo de Caetano Pinto de Azeredo (morto três meses antes de seu nascimento) e de D. Leopoldina Magalhães de Azeredo. Seus primeiros estudos foram no [[Porto]], no Colégio de São Carlos ([[1879]] e [[1880]]), e logo depois retorna ao Brasil, morando em [[Itu]], onde completa a formação preparatória no Colégio São Luís. Aos doze anos já tinha escrito um livro de poesias, intitulado "''Inspirações da Infância''", que nunca foi publicado. Já aos dezessete anos inicia sua correspondência com Machado de Assis, que logo lhe identifica o valor literário.
 
Foi membro do [[Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro]], da [[Academia Internacional de Diplomacia]] e do [[Instituto de Coimbra]].
 
== Carreira diplomática ==
segundo secretário da Legação do Brasil no Uruguai (1895-96) e na Santa Sé (1896-1901); promovido a primeiro secretário em 1901 e conselheiro em 1911; ministro residente em Cuba, na América Central (1912) e na Grécia (1913-14); ministro plenipotenciário na Santa Sé (1914-19) e embaixador na mesma (1919-34).
 
== Bibliografia ==
Apesar de relativamente profícuo, sua obra literária é praticamente desconhecida no Brasil, tendo tido bem pouca influência no meio literário do país. Por residir no exterior, entretanto, sua correspondência, entretanto, constitui-se precioso registro histórico de nossa literatura. Em dezembro de [[2003]] o ex-Presidente e então embaixador em Roma [[Itamar Franco]] entregou à Academia Brasileira originais inéditos do autor, por ele encontrados.<ref>A notícia consigna que Itamar o fez durante a solenidade do chá, na Academia [http://clipping.planejamento.gov.br/Noticias.asp?NOTCod=94182]</ref>
 
Suas obras publicadas foram:
* ''Alma primitiva'', contos (1895);
* ''José de Alencar'', ensaio (1895);
* ''Procelárias'', poesia (1898);
* ''Portugal no Centenário das Índias'', poesia (1898);
* ''Baladas e Fantasias'', contos (1900);
* ''O Poema da Paz, na Aurora do Século XX'' (1901);
* ''Homens e Livros'', estudos (1902);
* ''Horas Sagradas'', poesia (1903);
* ''Odes e Elegias'', poesia (1904);
* ''O Hino de Púrpura'', poesia (1906);
* ''Quase Parábola'', contos (1913);
* ''Vida e Sonho'', poesia (1919);
* ''A Volta do Imperador'', poesia (1920);
* ''Laudes do Jardim Real de Atenas'', poesia (1921);
* ''Ariadne'', conto (1922);
* ''Casos do Amor e do Instinto'', contos (1924);
* ''O Eterno e o Efêmero'', contos (1936).
 
== Prosa ==
Excerto:
::"''Não há fantasmas, não é verdade? Às vezes, em sonho... mas a manhã desfaz o pior sonho... Às vezes nesta sala onde ele também esteve, à claridade desta lâmpada que nos alumiou os colóquios... cuido ver... larvas da imaginação... Ah! batem à campainha. Que susto! Vamos lá. É o meu vivo! O outro não voltará...''" <ref>[http://www.casadobruxo.com.br/poesia/c/carlosm04.htm "''O Capricho de Elfa''" in "Baladas e Fantasias", 1900]</ref>
 
== Cartas ==
De sua intensa correspondência com outros escritores, destacam-se as cartas a [[Machado de Assis]] e [[Mário de Alencar]], integrants do acervo do Arquivo da Academia. Machado tornou-se-lhe tão íntimo missivista que chegou-lhe a fazer confidências não registradas a nenhum outro - esta troca de cartas foi reunida pelo pesquisador norte-americano Carmelo Virgílio, publicada em [[1969]], pelo [[Instituto Nacional do Livro]].
 
== Poesia ==
Filiado ao [[parnasianismo]], tinha na poesia a maioria de suas publicações.
 
:''O supremo perdão do mal que me tens feito...
 
== [[ImagemFicheiro:Lorbeerkranz.png|30px]] Academia Brasileira de Letras ==
Quando da fundação do novo Silogeu, a [[28 de janeiro]] de [[1897]], foi um dos dez intelectuais convidados para integrar o quadro de fundadores, contando apenas vinte e cinco anos - sendo o mais novo de todos. Ocupou a cadeira 9 da [[Academia Brasileira de Letras|Academia]], escolhendo por patrono a [[Domingos Gonçalves de Magalhães]].
 
{{Referências}}
 
== {{Ligações externas}} ==
* [http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=141 Perfil no sítio da Academia Brasileira de Letras]
* [http://www.biblio.com.br/conteudo/biografias/carlosmagalhaesdeazeredo.htm Biografia]
 
 
{{Começa caixa}}
{{Caixa de sucessão
|título={{nowrap|[[ImagemFicheiro:Lorbeerkranz.png|20px]] [[Anexo:Lista de membros da Academia Brasileira de Letras|ABL - fundador da cadeira 9]]}}
|anos=[[1897]] — [[1963]]
|antes=[[Domingos José Gonçalves de Magalhães]]<br />(patrono)
 
{{DEFAULTSORT:Carlos Magalhaes Azeredo}}
 
[[Categoria:Membros da Academia Brasileira de Letras]]
[[Categoria:Jornalistas do Rio de Janeiro]]
[[Categoria:Poetas do Rio de Janeiro]]
[[Categoria:Escritores do Rio de Janeiro]]
[[Categoria:Fluminenses da cidadeNaturais do Rio de Janeiro (cidade)]]
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