Diferenças entre edições de "João de Áustria"

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{{Casa de Habsburgo - Espanha - Descendência}}
 
Criado pela mãe Bárbara ([[1528]]-[[1598]] sepultada na igreja de S. Sebastião, Montechano, Espanha) que usava como sobrenome Plumberger, Blomberg ou Blomberch - usava este último em cartas, ao se estabelecer em Flandres. Seria filha de opulento cidadão de [[Regensburg]] ou de artesãos fabricantes de objetos de couro. Diz-se posteriormente que seria filho de uma princesa da Casa da [[Baviera]].{{Carece de fontes|geo|si|data=setembro de 2010}}
 
O fato é que o Imperador presidiu a [[10 de abril]] de [[1546]] a Dieta em Ratisbona, na [[Alemanha]], e conheceu a jovem de exuberante, invulgar beleza. A família casou-a precipitadamente com um elemento da corte de D. [[Maria da Hungria]], [[Jerônimo Píramo Kegell]]. O menino viveu até seus três anos com o casal Kegell; os quais tiveram um filho (morto aos doze anos, afogado num barril) e um caçula, Conrado,.{{Carece quede seriafontes|geo|si|data=setembro depoisde coronel do exército imperial.2010}}
 
Quando o imperador decidiu trazê-lo para a Espanha, aos nove anos, entregou-o a don [[Luis Menendez Quijada]], seu fiel mordomo (ajudado pelo músico [[Francisco Massy]], residente em [[Leganés]]) e a sua esposa Madalena de Ulloa, casal sem filhos. Foi assim educado na ignorância de sua origem no seu castelo de [[Villagarcía de Campos]], perto de [[Valladolid]]{{Carece de fontes|geo|si|data=setembro de 2010}}. Diz-se também que foi criado para ser monge por humildes pessoas perto de [[Madrid]] e transferido a dona Madalena de [[1554]] a [[1559]]){{Carece de fontes|geo|si|data=setembro de 2010}}. Carlos o quis conhecer chamando-o a [[Yueste]]; quando morreu o imperador, o filho tinha 12 anos.
 
Enviuvando, Bárbara teriaenviuvou umae, vidamais nada exemplar. Comotarde, obteve de Filipe II uma pensão, viveu em [[Antuérpia]], [[Gante]] e no [[Luxemburgo]] em{{Carece alegresde correriasfontes|geo|si|data=setembro e fugazes amores regados a [[vinho]] e [[cerveja]], vigiada pelade polícia2010}}. O [[Duque de Alba]] nunca pode com ela. Teve uma entrevista decisiva com o filho em [[1576]] e resolveu ir viver na Espanha, sendo embarcada em [[Gênova]]. Estava destinada ao convento de Santa Maria ''la Real'' na localidade de [[San Febrián de Mazote]], nos arredores de Valladolid, mas D. Magdalena de Ulloa a aposentou no palácio do marquês de la Mota; transferiu-se, depois de morto o filho, cerca de [[1580]], para a vila de [[Colindres]], indo viver na casa{{Carece de Juanfontes|geo|si|data=setembro de Escobedo, secretário fiel do filho, e depois Juan de Mazateve, em [[Ambrosero]2010}}].
 
=== Reconhecimento ===
Em obediência ao testamento de seu pai, foi reconhecido por Filipe II, que dele tomara conhecimento em [[1556]]. Encontraram-se pela primeira vez a [[28 de setembro]] de 1559 numa caçada real nos [[Montes Torozos]]. O reconhecimento formal deu-se mais tarde, quando o filho de Filipe II, D. Carlos foi nomeado herdeiro - em novembro [[1560]]. Filipe o reconheceu como meio-irmão, dando-lhe o estatuto de ''[[Infante]]'' e outorgando-lhe o título de D. João de Áustria e os rendimentos correspondentes.
 
Tinha um impetuoso caráter que se combinava a atrativo físico. {{Carece de fontes|geo|si|data=setembro de 2010}}
Por primeira vez na história das monarquias hispânicas, um bastardo real era citado como "ilustríssimo Dom João de Áustria, filho natural do Imperador." Tinha um impetuoso caráter que se combinava a grande atrativo físico. Pensava sempre em mil esquemas mirabolantes, teve mesmo o título de Infante retirado, a um momento, mas nunca lhe foi dado o de ''Alteza''.
 
De 1559 a [[1565]] estudou na Universidade de [[Alcalá de Henares]], e com isso convenceu o rei Filipe de sua escassa afeição a tarefas intelectuais. Filipe II pretendia que abraçasse a vida eclesiástica,{{Carece masde nãofontes|geo|si|data=setembro conseguiude derrotar seu interesse por assuntos militares2010}}, pelomas que cedeu e deixou-o deixar iniciar a carreira militar. Tinha estreita amizade com os sobrinhos [[Alexandre Farnese]] e o infante Dom Carlos, Príncipe das [[Astúrias]]. Tremendamente ambicioso, despertava com isso suspeitas de Filipe II. Deixou fama de homem arrogante, imprudente, mas excessivo guerreiro.{{Carece de fontes|geo|si|data=setembro de 2010}}
 
=== O militar ===
Em 1565 abandonou a corte sem permissão do rei e se uniu às galeras reais em [[Barcelona]] para ir salvar [[Malta]] dos turcos otomanos.{{Carece de fontes|geo|si|data=setembro de 2010}} Em [[1568]] foi nomeado Capitão Geral do [[Mar Mediterrâneo]] e do [[Mar Adriático]]: foi a sua entrada em ação verdadeira, nas operações contra os [[piratas da Barbária]], e nelas se distinguiu. O sucesso fez com que lhe fosse confiado o comando das tropas enviadas para esmagar a [[rebeliao das Alpujarras]] (o levantamento dos [[mourisco]]s do reino cristão de [[Granada (Espanha)|Granada]]). De abril de [[1569]] a novembro de [[1570]] ocupou-se disso em Granada.
 
Em [[1571]], no auge de seu prestígio, [[Filipe II de Castela]] nomeou-o comandante da grande armada que a [[Liga Santa]] preparava para enviar contra as forças [[otomana]]s no [[Mar Mediterrâneo|Mediterrâneo]]. Aproveitando a oportunidade, numa demonstração de extraordinária capacidade de liderança e de carisma, D. João conseguiu unir as forças da diversificada coligação, infligindo ao [[Império Otomano]] do sultão otomano [[Selim II]] a derrota histórica da [[Batalha de Lepanto]] ou [[Naupaktos]], a [[7 de outubro]], que o imortalizaria entre os grandes generais europeus. Nas tropas, figurava [[Miguel de Cervantes]], que perdeu na batalha a mão esquerda («pela maior glória da direita», diria ele mais tarde).
 
A batalha de Lepanto representava o auge da [[cruzada]] organizada pelo papa [[papa Pio V]] para livrar [[Chipre]], que os otomanos acabavam de conquistar. Entre as grandes potências, apenas a Espanha compareceu ao lado da [[República de Veneza]], soberana do Chipre. No encontro, no [[golfo de Lepanto]], perto da cidade grega de [[Corinto]], combateram 214 galeras espanholas e venezianosvenezianas contra 300 navios turcos. 100Cen mil homens comporiam cada um dos exércitos. A vitória da Espanha foi completa com o aprisionamento de numerosos barcos inimigos, o almirante turco [[Ali Pacha]] foi feito prisioneiro e decapitado, 15 mil cativos cristãos foram libertados. O herói D. João de Áustria tinha 26 anos, era o bastardo do grande imperador, e o meio-irmão de Filipe II.
 
Tendo demonstrado em Lepanto seu talento militar, D. João ainda tomou [[Túnis]], que a Espanha foi incapaz de conservar. Contudo, [[Filipe II de Espanha]] em [[1576]] o nomeou Governador dos [[Países Baixos]] espanhóis. D. João só aceitou a nomeação depois de estabelecido o entendimento de que seria autorizado a casar com [[Maria I da Escócia]], então cativa em [[Inglaterra]]{{Carece de fontes|geo|si|data=setembro de 2010}} . O casamento deveria ser precedido pela invasão da Inglaterra.
 
[[Ficheiro:Don john.jpg|thumbnail|O cenotáfio de D. Juan de Áustria em [[San Lorenzo de El Escorial]]]]
Ficou famoso seu papel na repressão da revolta nos Países Baixos, seu envolvimento nas quezílias da política flamenga, provocando a deterioração da sua relação com [[Filipe II de Espanha]]. Morreu com 33 anos de [[tifo]] ou de peste em [[Bouges]], próximo de [[Namur]] (hojena territórioatual [[Bélgica|belga]]) a [[1 de Outubro]] de [[1578]]. Não teve tempo de tirar partido de sua fama. Foi-lhe erigido um [[cenotáfio]] em [[San Lorenzo de El Escorial]].
 
A ilha de Chipre permaneceria sob domínio otomano ainda dois séculos. Lepanto porém ficou famosa por ter libertado os europeus do medo ancestral ao otomano. A batalha, marcamarcando o início do declínio do império otomanoOtomano. E Lepanto permitiria a Filipe II serliderar o campeão daa contra-Reforma católica.
 
==== Amores ====
No inverno de 1566, antes de ser nomeado General dos Mares, Dom João teve amores na corte com doña María de Mendoza, da opulenta e ilustre família dos Duques do Infantado, da qual nasceria uma filha.{{Carece de fontes|geo|si|data=setembro de 2010}}
 
Teve amores na [[Itália]] com [[Diana de Falangola]], de quem nasceu um filho. De outra italiana, [[Zenobia Saratosia]], nasceu outro filho. Sua relação mais escandalosa foi com D. [[Ana de Toledo]], de ilustre família espanhola de [[Nápoles]].{{Carece de fontes|geo|si|data=setembro de 2010}}
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