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Contudo, seria apenas no reinado de [[Carlos V de França|Carlos V]] que o palácio se tornaria definitivamente residência Real. Depois de ter reprimido a revolta do [[preboste]] dos mercadores, [[Étienne Marcel]], o monarca terminou uma nova muralha para proteger a cidade, a qual já se encontrava consideravelmente desenvolvida extra-muros. O Louvre, anteriormente situado fora das muralhas de Filipe II, fica incluído neste novo sistema defensivo. O palácio toma agora uma dupla função: além do seu papel protector, torna-se numa das residências do Rei, juntamente com o [[Château de Vincennes]] entre outras.
 
Arquitectonicamente, aparecem novidades, nomeadamente uma grande escadaria helicoidal inserida na parede da torre de menagem, chamada de ''la grande vis'' (o grande parafuso), a qual foi decorada com esfíngiesesfinges da Família Real. O Louvre abre-se, assim, sobre a cidade que se torna nesta época um importante centro de luxo. Carlos V, grande amante das artes, transferiu uma parte da sua [[biblioteca]] para a torre da Livraria. De acordo com um inventário de [[1373]], esta compreende mais de 12.000 manuscritos e divide-se em três salas: uma consagrada aos tratados governamentais, outra aos romances e a última aos livros religiosos. Uma outra parte da biblioteca de Carlos V encontrava-se no Château de Vincennes.
 
O palácio tem igualmente um importante capital enquanto símbolo da autoridade Real. Até à [[Revolução Francesa|Revolução]], todos os [[feudo]]s que dependiam directamente do Rei dizia-se ser da competência da ''grosse tour du Louvre'' (grande torre do Louvre), mesmo depois da destruição desta! O Louvre é, por conseguinte, a sede da autoridade feudal do Rei, enquanto que o anterior palácio Real da Cidade, ao tornar-se palácio da Justiça, é a sede da vertente soberana da sua autoridade através da sua função mais eminente, a Justiça.
[[Imagem:Louvre FranzI.JPG|400px|thumb|right|Ala Oeste do pátio do Louvre construída por Lescot.]]
 
As obras foram iniciadas pelos arranjos das abordagens do Louvre em ligação com a ''pont au Change'', afima fim de abrir a capital em direcção a Oeste. Em [[1528]], teve lugar a destruição da torre de menagem central, o que fez entrar o velho castelo medieval na [[Renascença]]. No entanto, as obras de renovação das alas durariam bastante tempo. Em [[1539]], por ocasião da passagem de [[Carlos V do Sacro Império Romano-Germânico|Carlos V]] por Paris, este não pôde ficar alojado no Louvre, o que deu a Francisco I mais motivação para construir realmente um palácio moderno.
 
Foi em [[1546]] que o projecto do [[arquitecto]] [[Pierre Lescot]], menos ambicioso mas mais concreto que os outros apresentados, foi adoptado. O plano consistia num pátio quadrangular (o actual pátio quadrado), a ala principal separada por uma escadaria monumental ao centro, e as duas alas laterais comportando apenas um andar. A morte de Francisco I interrompeu, contudo, o projecto.
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