Diferenças entre edições de "Nuno Gonçalves"

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Aparentemente foi pintor de [[D. Afonso V]] em 1450. [[Francisco de Holanda]] no seu ''Da Pintura Antiga'' ([[Lisboa]], [[1548]]), refere-se a Nuno Gonçalves como uma das" águias" um dos mestres do século XV - mas o seu nome e os seus trabalhos perderam-se na história.
 
A sua obra prima para a catedral de Lisboa foi destruída no [[Sismo de Lisboa de 1755|terramoto de 1755]], e a sua outra obra com o tema de [[São Vicente]], o santo patrono de Lisboa e da casa real de Portugal, esteve desaparecida até 1882, quando foi descoberta no convento de São Vicente. Não foi senão em 1931, quando sua obra foi exposta em Paris, que Gonçalves recebeu o reconhecimento internacional que merecia.
O [[Painéis de São Vicente de Fora|Políptico de São Vicente]] (hoje no [[Museu Nacional de Arte Antiga]], Lisboa) consiste em seis paíneis, dois largos e quatro mais estreitos, dominado pela figura do [[Infante Santo]].
 
Graças a estudos científicos de dendocronologia realizados em 2001, sabe-se que os Painéis só podem ter sido pintados na década de 40 do século XV. Uma investigação publicada em 2000 permitiu detectar a assinatura do pintor (NGs) e uma data (1445) na bota duma das figuras. Ambas as investigações fizeram cair por terra a opinião dominante de que os painéis seriam da década de 70 e relacionados com a conquista de Arzila por D. Afonso V, permitindo agora constatar que se referem antes ao período da Regência do Infante D. Pedro, o querque a torna numa das maiores, se não na máxima obra-prima da pintura europeia da primeira metade do século XV.
(fontes: http://cvc.instituto-camoes.pt/ciencia/e51.html; A. R. Disney, a History of Portugal and the Portuguese Empire, Cambridge University Press, 2009, vol. 1, p. 168.)
 
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