Diferenças entre edições de "Mumia Abu-Jamal"

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{{revisão|data=Abril de 2010}}
{{Info criminoso
{{Wikificação|data=Fevereiro de 2008}}
|nome = Mumia Abu-Jamal
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|nome_completo = Wesley Cook
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|status = Encarcerado
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'''Mumia Abu-Jamal''', pseudônimo de '''Wesley Cook''' ([[24 de abril]] de [[1954]]) é um ex-integrante do [[Partido dos Panteras Negras]] que se tornou [[jornalista]] na [[Filadélfia]] e ficou popular com o seu programa de [[rádio]] "A voz dos sem-voz".
==Biografia==
 
Mumia Abu-Jamal foi condenado a morte por, supostamente, matar um policial que espancava seu irmão, no início dos anos 80. Em [[27 de março]] de [[2008]], a Corte Federal de Apelações dos EUA anulou essa sentença, convertendo-a em prisão perpétua, além de conceder um novo julgamento a Mumia<ref>[http://www.jr-irj.org/index.php?option=com_content&task=view&id=274 Agora é exigir: Liberdade para Mumia Abu-Jamal!]</ref>
 
===Prisão===
Jornalista e militante negro anti-racista, Mumia foi preso em 9 de Dezembro de 1981, sob a acusação de ter assassinado o oficial de polícia Daniel Faulkner, em [[Filadélfia]]. Ao longo de 20 anos de uma incessante batalha judicial, repleta dos apelos por um julgamento justo por parte de personalidades e milhares de manifestantes, e apesar da constatação de inúmeras irregularidades em seu processo, a data de sua execução foi várias vezes marcada e depois suspensa. Por mais que as autoridades tentem tratá-lo como um criminoso comum, Jamal é atualmente, o único prisioneiro político dos Estados Unidos condenado à morte, embora não tenha sido o primeiro.
 
Aqui começam as flagrantes irregularidades: nenhuma perseguição ou busca foi feita na hora pela polícia. A arma que foi encontrada com Jamal não poderia ter disparado as balas que mataram o policial. Nenhum exame de balística foi efetuado para saber se a arma de Jamal tinha sido utilizada. E mais: nenhuma das testemunhas que saíram em sua defesa foi arrolada no processo. Uma delas declarou que a polícia o ameaçou de prisão se testemunhasse. Alguns asseguraram que a polícia os havia intimidado para que eles mudassem seu testemunho. Para coroar essa montanha de irregularidades, o juiz que presidiu o processo, Albert Sabo, declarou publicamente sua hostilidade em relação a Jamal, que em sua juventude foi membro do movimento [[Black Panthers]].
 
===Julgamento===
Jamal foi levado a julgamento em Junho de 1982 e condenado à morte em 3 de Julho. Sabo era já famoso como o “recordista” em número de condenações à morte (seis antigos promotores de Filadélfia declararam, sob juramento, que nenhum réu poderia esperar julgamento imparcial na Corte de Sabo). O júri só foi formado após a remoção de onze negros perfeitamente qualificados.
 
Denunciava a violência policial - em particular, as de natureza racista - e os dramas diários da população pobre. Foi várias vezes ameaçado por policiais e autoridades, como o prefeito Frank Rizzo. Em 1994, a rede Rádio Pública Nacional o contratou para fazer comentários sobre a vida na prisão. O programa foi cancelado antes de começar, sob forte pressão do [[The New York Times]], do senador Robert Dole (então, líder da maioria no Senado) e da Ordem Fraternal (que tentou, em 1995, proibir a publicação de seu livro Live from Death Row - Ao Vivo do Corredor da Morte, recentemente lançado no [[Brasil]], editora [[Conrad]]).
 
===Condenação===
Seguiu-se uma complexa e árdua batalha judicial e política logo após a sua sentença de morte em julho de 1982. A dimensão do caso, levou a que várias entidades e personalidades clamassem por justiça, em sua defesa, tais como : [[Congresso Nacional Africano]], [[Amnistia Internacional]], [[Parlamento Europeu]], Ordem Nacional dos Advogados (dos Estados Unidos), Coalizão Nacional pela Abolição da Pena de Morte, [[Jacques Derrida]], [[Stephen Jay Gould]], [[Jesse Jackson]], [[Danielle Mitterrand]], [[Salman Rushdie]], arcebispo [[Desmond Tutu]], [[Elie Wiesel]].
 
 
Exatamente por ter atingido tal dimensão, o seu julgamento tornou-se exemplar. Caso ele escape à execução, o estatuto da pena de morte terá sofrido um duro golpe, e não apenas nos Estados Unidos - que representam, hoje, no quadro da [[ONU]], o maior obstáculo político à abolição total da pena de morte em todo o mundo.
 
Em Abril, a Assembleia anual da [[ONU]] para os [[Direitos Humanos]] aprovou várias resoluções em que pede aos países membros que eliminem a pena de morte, cuja aplicação está em franco declínio no mundo. Em 1965, apenas doze países haviam abolido a ‘‘pena capital’’. Hoje, segundo a Amnistia Internacional, já somam 68, além de 14 que limitaram seu uso apenas a crimes hediondo e outros 23 que a eliminaram na prática (não praticando qualquer execução por um período de pelo menos dez anos). São 105 países contra 90 que ainda a mantêm em vigor - e a maioria destes 90 está discutindo a possibilidade de sua abolição total, seja sob pressão política seja porque concluíram que a pena máxima não diminui o índice de criminalidade. Um pequeno punhado de países é responsável pela maioria das sentenças de morte (Estados Unidos, China, Congo, Irã).