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== Instituição ==
[[Ficheiro:The Last Supper by Vicente Juan Macip.jpg|thumb|leftesquerda|<center>Representação da [[Última Ceia|Primeira Celebração da Missa]]<center>]]
Cristo, pelos atos de sua vida terrena, morte e ressurreição, é a origem da liturgia, pois é a fonte da salvação: toda celebração da Missa é atualização, representação (no sentido de tornar presente) do [[Paixão de Cristo|Sacrifício de Cristo na Cruz]], é o '''mesmo''' e '''único''' sacrifício, mas não da mesma maneira; na [[Cruz]] foi incruento e na missa não o é. A Última Ceia, como instituição da [[Eucaristia]] e Primeira Missa, é antecipação da oferta de Jesus no [[Calvário]].
 
Nenhum [[:Categoria:Ritos litúrgicos da Igreja Católica|Rito Litúrgico]], nenhuma reforma, poderá jamais exprimir em sua totalidade a infinita riqueza da Eucaristia, na qual o [[Deus|Senhor]] oferece a todos os membros da Igreja a plenitude da Salvação por Sua morte e ressurreição.
 
Acerca da Evolução do Rito Litúrgico, especificamente o Romano, foram escritas a [[encíclica]] ''Mediator Dei'' pelo [[Pio XII|Venerável Pio XII]] e a [[Concílios ecuménicos católicos|Constituição Conciliar]] do [[Concílio Vaticano II|Vaticano II]] ''[[Sacrosanctum Concilium]]'' ratificada pelo [[Papa|Santo Padre]] [[Paulo VI]].
 
Somente a Igreja, por autoridade de seus legítimos pastores, pode definir as formas litúrgicas e rituais mais oportunas. Por serem expressão e exposição do ''depositum fidei'' confiado à [[Igreja Católica|Igreja]] pelo próprio Deus e assistida pelo [[Espírito Santo]], as reformas litúrgicas decididas pelo [[Papa]] ou pelo [[Bispo|Colégio Apostólico]] em comunhão com aquele não podem ser postas em causa pelos fiéis, inclusive por [[bispo]]sbispos: tal é válido tanto com relação às inovações—como é o caso do ''Novus Ordo Missæ'' de [[Paulo VI]] --, como à reafirmação da legitimidade e possibilidade de uso de rito antigo—como é o caso do Motu Proprio ''Summorum Pontificum'' de [[Bento XVI]].
 
Ainda que os Padres Conciliares decidam restaurar a liturgia, como no último Concílio, eles o fazem de forma adaptada ao tempo da Igreja em sua peregrinação terrestre e com fidelidade à fé das gerações precedentes, que é a Única e Mesma Fé professada pelo [[Igreja Católica|Corpo Místico de Cristo]] através dos tempos. É, todavia, [[utopia|utópico]] pretender restaurar perfeitamente a liturgia das origens, o Sacrifício de Cristo como o fora na [[Última Ceia]], porque a [[história]], ciência humana, é incapaz de conhecê-la pela falta de registros e documentos suficientes, podendo fazê-lo, somente, de maneira aproximada.
 
Ainda que os Padres Conciliares decidam restaurar a liturgia, como no último Concílio, eles o fazem de forma adaptada ao tempo da Igreja em sua peregrinação terrestre e com fidelidade à fé das gerações precedentes, que é a Única e Mesma Fé professada pelo [[Igreja Católica|Corpo Místico de Cristo]] através dos tempos. É, todavia, [[utopia|utópico]] pretender restaurar perfeitamente a liturgia das origens, o Sacrifício de Cristo como o fora na [[Última Ceia]], porque a [[história]], ciência humana, é incapaz de conhecê-la pela falta de registros e documentos suficientes, podendo fazê-lo, somente, de maneira aproximada.
Um retorno perfeito às origens, em conteúdo de fé, não é essencial: as formas rituais dos sacramentos e da adoração pertencem à pedagogia eclesial e não são, por si, depósito de fé, mas o apoiam e expressam.
 
 
=== Na Igreja Primitiva ===
[[Ficheiro:Eucharistic bread.jpg|thumb|rightdireita|<center>Representação [[Cristianismo primitivo|Páleo-Cristã]] da Missa, [[Catacumba romana|Catacumba de São Calisto]]<center>]]
[[Justino|São Justino Mártir]], em sua primeira Apologia,<ref>[http://www.monergismo.com/textos/apologetica/Justino_de_Roma_IApologia.pdf I Apologia de São Justino Mártir]</ref> descreve a Eucaristia como celebrada em Roma por volta do ano [[150]] [[d.C.]].
 
Mesmo com a liberdade litúrgica que o [[bispo]] tinha nos primeiros tempos, já aparecem, então, duas partes fixas: Pregação ([[Liturgia da Palavra]]) e Adoração ([[Liturgia Eucarística]]).
 
A estrutura da Missa em Roma, segundo a descrição dada por São Justino é:
* Pregação
 
=== Reformas pré-Tridentinas ===
[[Ficheiro:Meirelles-primeiramissa2.jpg|thumb|leftesquerda|<center>Primeira Missa celebrada no [[Brasil]], pré-[[Concílio de Trento|Tridentina]].<center>]]
Entre os tempos de São [[Gregório Magno]] e a promulgação da Bula ''[[Quo Primum Tempore]]'' em 1570, sob diversas influências, especialmente galicanas, várias cerimônias espetaculares e simbólicas são introduzidas, e.g. a bênção das velas na Festa da Purificação da Virgem ([[1º de janeiro]]), a imposição das cinzas na Quarta-feira de Cinzas, a Procissão com Palmas no Domingo de Ramos e muitos rituais da [[Semana Santa]].
 
A Missa Romana ganha, por vezes, depois do Evangelho, uma leitura [[Antigo Testamento|veterotestamentária]] (tanto profética quanto histórica) e uma [[Novo Testamento|neotestamentária]] (Epístolas dos [[Apóstolos]] ou [[Atos dos Apóstolos]]). Um Gradual é inserido entre elas.
 
É atribuída à influência do [[Henrique II, Sacro Imperador Romano|Sacro Imperador Romano Henrique II]] (1002-1024) a recitação do [[Credo]], após a Proclamação do Evangelho. O Rito da Elevação do Corpo e Sangue foi introduzido para combater a heresia de [[Berengário de Tours]] (998-1088) contra a presença real de Cristo na Comunhão. Até o século XI ou XII, incensava-se, somente, durante a Procissão de Entrada e a Proclamação do Evangelho; começou-se, então, a incensar o Celebrante e a Assembléia. As Orações Próprias do sacerdote antes da Comunhão são outra inovação do período. Rumo ao século XIII, foi adicionado ao ofertório, onde previamente a única oração que o [[padre]] dizia era a Secreta, um ritual elaborado e orações públicas adicionais.<ref>[http://www.liturgica.com/html/litWLReform.jsp?hostname=null#Reasons Razões para as Reformas da Missa (em inglês){{en}}]</ref><ref>[http://www.newadvent.org/cathen/09790b.htm Liturgia da Missa (em inglês){{en}}]</ref>
 
Entre os séculos IX e XIII, um papel de crescente importância dada ao sacerdote na liturgia, junto à necessidade prática de unir integralmente os textos da missa, levou à formação plena de um Missal.<ref>(cf. E. Palazzo, Histoire des livres liturgiques, Paris, 1993, p. 124-127)</ref> Até o [[Concílio de Trento]], "a variedade de costumes e rituais diocesanos era sem limites".<ref>(N.-M. Denis-Boulet, dans L'Église en prière, 1961, p. 299-305, ici p. 303)</ref> Mas o surgimento das ordens mendicantes ([[franciscano]]s e [[Ordem dos Pregadores|dominicano]]s) irá ampliar a tendência à uniformidade litúrgica já iniciado pelas ordens monásticas centralizadas do século XII (especialmente [[cisterciense]]s e [[cartuxo]]s). Essas ordens ou adotavam e adaptavam os ritos locais por onde passavam ou transmitiam nestes locais os seus ritos de origem. O enorme sucesso dos franciscanos, que adotaram o rito da Cúria Papal, em meados do século XIII, levou à divulgação deste por toda a cristandade. No entanto, o Missal da Cúria, decretado para a [[Diocese de Roma]], pelo [[Papa Nicolau III]] em [[1277]], não será obrigatório para as demais localidades.
=== Missa Tridentina ===
[[Ficheiro:Monsenhor Paulo Herôncio.jpg|thumb|<center>[[Missa tridentina]] conforme o Missal de 1962.<center>]]
{{APArtigo principal|Missa tridentina}}
Quando o Concílio de Trento se reune ([[1542]]-[[1563]]), uma grande diversidade de rituais existem na Igreja Latina, a maneira de se celebrar a Missa difere de acordo com o lugar e a autoridade eclesiástica competente. O Conselho solicitou ao papa a revisão extensão do Missal Romano a toda a Igreja Ocidental. Iste é o trabalho de [[São Pio V]], dominicano, em [[1570]] com a promulgação da primeira edição típica do Missal Romano.
 
A Imprensa torna-se um poderoso instrumento ao serviço da sem precedentes padronização da liturgia no Ocidente: ''Ortodoxia, ortopráxis''. [[São Pio V]] poda os excessos litúrgicos e define as grandes linhas do ''Ordo Missæ''. Mas o ordo tridentina é também o resultado de uma época e difere, em muitos aspectos, dos usos medievais primitivos.
 
Pela Bula ''[[Quo Primum Tempore]]'', o Santo Padre torna obrigatória a utilização deste texto em toda a Igreja, excetuando, apenas, os ritos com duzentos anos mínimos de prática ininterrupta. Assim, entre outros, o [[rito bracarense]], o [[rito ambrosiano]], e [[rito moçárabe]] e o ritual de muitas instituições religiosas, legalmente continuam a existir.
 
=== Espírito do Movimento Litúrgico ===
O movimento litúrgico, a partir do século XIX, irá mudar completamente as atitudes, levando a uma desvalorização das particularidades litúrgicas que atentariam contra a unidade romana. Uma reflexão fundamental sobre a liturgia começa com o trabalho de Dom Prosper Guéranger (1806-1875). O Abade, que reabriu a [[Abadia]] [[benetininobeneditino|beneditina]] de Solesmes, promove a unificação da liturgia na França. Ele é o autor de ''L'Année Liturgique'' (O Ano Litúrgico), que será o livro de referência de [[Santa Teresa de Lisieux]] e suas irmãs. Desde o início do século XX, um amplo movimento de reforma emerge na Igreja Romana para uma melhor compreensão da liturgia, na tradição do Dom Guéranger, o chamado movimento litúrgico.
 
Em 1911, [[São Pio X]] empreende a primeira tentativa de retorno às fontes que se concentra em uma revisão profunda do [[Liturgia das Horas|Ofício Divino]]. Pio X, em sua carta ''Tra le sollecitudini'' e Pio XII, na encíclica ''Mediator Dei'' recorda o que deveria ser o verdadeiro espírito da reflexão litúrgica: "participação ativa nos sacrossantos mistérios e na oração pública e solene da Igreja".
 
=== ''Novus Ordo Missæ'' ===
[[Ficheiro:BentoXVI-80-13052007.jpg|thumb|leftesquerda|<center>Missa Pontifícia de [[Bento XVI]] no [[Brasil]] segundo o ''Novus Ordo'', missal de [[Paulo VI]].<center>]]
A Constituição ''[[Sacrosanctum Concilium]]'' do [[Concílio Vaticano II]], clama por uma nova revisão do Missal Romano. O ''Ordo Missæ'' é, então, retocado por uma edição de 1965<ref>[http://www.ceremoniaire.net/pastorale1950/docs/ordomissae_1965_1.html Os Ritos do ''Ordo'' de 1965]</ref> e definitivamente reformado aos [[3 de abril]] de 1969 com apromulgação do ''Missale Romanum ex decreto Sacrosancti Œcumenici Concilii Vaticani II instauratum auctoritate Pauli pp.&nbsp;VI promulgatum''.
 
== Expansão Territorial ==
[[Ficheiro:Missa 17 maio 1888.jpg|thumb|<center>[[Missa|Missa Campal]] em Ação de Graças pela [[Lei Áurea]], 4 dias após sua assinatura.<center>]]
É o rito de toda a Europa Ocidental e, portanto, de todas as suas ex-[[colôniaColônia (história)|colônias]]s devido à [[Descobrimentos|Expansão Marítima]] e ao [[Imperialismo]]. É, portanto, utilizada na América Espanhola ([[América Latina]] exceto Brasil) e nas América, Ásia e África Portuguesas ([[Comunidade dos Países de Língua Portuguesa|CPLP]]): [[Angola]], [[Brasil]], [[Cabo Verde]], [[Guiné-Bissau]], [[Moçambique]], [[São Tomé e Príncipe]] e [[Timor-Leste]]; além, dos demais países de colonização ocidental.
 
{{Referências}}
 
{{ref-section}}
== {{Ver também}} ==
* [[Rituale Romanum|Ritual Romano]]
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