Diferenças entre edições de "Cinema militante"

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É nesta vertiginosa sequência de imagens que surge a [[Revolução dos Cravos]]. Dir-se-ia haver algo no mundo de então dando azo a essas coisas.
 
Sem que alguém o previsse, uma delas acontece em Portugal. De um momento para o outro, o cantinho torna-se centro das atenções: imagens animadíssimas de uma revolução em curso num país da Europa, com importantes responsabilidades estratégicas em África, onde mantem uma desastrosa [[guerra colonial]]. As imagens entram no ''mainstream'' da época. Imagens simpáticas, é certo, mas perturbadoras.: mostram uma tremenda explosão de alegria, um arreigado sentimento colectivo de esperança, um acérrimo empenho, uma praxis dura, apontando para uma sociedade renovada, num futuro em construção. Imagens algo idênticas às que se vira há pouco tempo por outras bandas, e com graves consequências: na América Latina, no [[Chile]] de [[Salvador Allende]].
 
É este neste quadro que, finalmente libertos, os cineastas portugueses se lançam na aventura, tornando-se agentes do «processo revolucionário», unidos, apesar de militarem ou apostarem em diferentes partidos, do PS à extrema esquerda, como é o caso de [[Eduardo Geada]] ou de [[Alberto Seixas Santos]] que, fã de [[Jean-Luc Godard]] e [http://en.wikipedia.org/wiki/Jean-Marie_Straub Jean-Marie Straub] (en - Wiki), é um dos mais empenhados radicais do cinema. Era inquestionável: o alinhamento é uma necessidade vital, um imperativo ético. O mesmo que sentiram em França os alunos do IDHEC, o mesmo que sentiu quem filmou ''Loin du Vietenam'' (obras colectivas que denunciam o gosto da militância) sentia-o agora, recuperando o fôlego dos colegas franceses, que esmorecia, um grupo significativo de realizadores e técnicos portugueses, que, logo ao primeiro sinal de mudança, resolve fazer também criar obra colectiva: ''[[As Armas e o Povo]]''.
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