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Ao longo dos últimos 150 anos, a Economia Social vem ganhando expressão e seus objectivos passam necessariamente pela [[solidariedade]] e pelo desenvolvimento integrado da [[comunidade]] e do Homem. Nesta sequência de ideias, a Economia Social ou Terceiro Sector pode eventualmente substituir a acção do [[Estado]] ou ser um prolongamento deste na implementação de suas políticas sociais.
 
Basicamente inclui dois tipos de organizações: aquelas que funcionam como [[empresa]]s, embora não visem o lucro (liminarmente relacionadas com o movimento cooperativo), e as organizações privadas mantidas por donativos, quotizações, trabalho voluntário e recursos públicos, tais como [[associações]] e [[Fundação (instituição)|fundações]]
 
* Adesão voluntária e livre;
* Gestão democrática e participativa;
* Ausência de finalidades lucrativas;
Posteriormente à [[Revolução Francesa]], surgem as organizações de cariz [[mutualismo|mutualista]], assentes na entreajuda e dispensando apoios externos. São exemplos do movimento mutualista as [[associação de socorro mútuo|Associações de Socorros Mútuos]] e as [[caixa econômica|caixas económicas]], como o [[Montepio Geral]].
 
A primeira fase deste sector está ligada às experiências e iniciativas revolucionárias do [[século XIX]], inspiradas no [[Socialismo utópico]] de [[Saint-Simon]] e [[Fourier]], no [[Socialismo|Social]] - [[Cristianismo]] de [[Le Play]] e no [[Liberalismo]] económico, que pregavam o cooperativismo, o mutualismo e o associativismo como alternativa à economia capitalista.
 
O associativismo, na forma de [[sindicato]]s e associações de classe, associações culturais, cientificas, recreativas, convivenciais, surge em reacção ao liberalismo ortodoxo, que suprimia as [[Corporação|corporações]].
O Estado-Providência corresponde a uma forma de reencaixamento do económico no social, corrigindo os efeitos do mercado. Na mesma linha de raciocínio, para Dias (2005: 46-48), o conceito e a prática de Estado-Providência estão associados às denominadas economias mistas, com objectivos inerentes ao bom funcionamento da economia e do mercado, a par da solução total ou parcial de problemas sociais.
 
São ainda identificadas três tipologias de Estado-Providência: o tipo '''liberal''', o '''corporativo''' e o '''universalista'''.
 
Ao Estado-Providência de tipo liberal estão associados os planos de bem-estar mais modestos que abrangem sobretudo os mais desfavorecidos. Ainda neste contexto, influenciado pelo ética do trabalho, o Estado funciona como elemento favorecedor do Mercado pelos baixos preços e pela subsistência dos esquemas privados.
Estas iniciativas em forma de Instituições contribuem como aliadas decisivas do Estado, pela sua capacidade de gerar maior oferta social a um custo inferior ao praticado pelo Estado, permitindo, na presente conjuntura económica, a convivência dos desideratos da redução de custos e intervenção social e pelo seu forte apelativo à intervenção cívica do cidadão.
 
{{Referências|Notas e referências}}
== Notas ==
{{reflist}}
 
== Referências ==
* Barros, Carlos Pestana e José C. Gomes Santos (1997), As Instituições Não Lucrativas e a Acção Social em Portugal, Editora Vulgata, Lisboa.
* Dias, Mário Caldeira (2005), Economia Social e o Estado Providência, Sociedade e Trabalho, 25, 39-51.
* Ferreira, S. (2000), O Papel das Organizações do Terceiro Sector na Reforma das Políticas Públicas de Protecção Social. Uma Abordagem Teórico-Histórica (Dissertação de Mestrado), Coimbra, Faculdade de Economia (cap. 5.1.: 223-237).
* Rosanvallon, Pierre (1981), A Crise do Estado Providência, Inquérito, Lisboa.
* Serra, J. Almeida e outros (1989), Que Perspectivas para a Economia Social em Portugal?, Centro de Estudos de Economia Pública e Social, Lisboa.
* Costa, Fernando Ferreira da (1986), As Cooperativas e a Economia Social, Livros Horizonte, Lisboa.
 
== {{Ver também}} ==
* [[Cooperativismo]]
* [[Economia]]
* [[Economia solidária]]
* [[terceiro sector]]
*
 
{{economia}}
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