Diferenças entre edições de "Ildefons Cerdà"

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'''Ildefons Cerdà i Sunyer''' ([[Sant Martí de Centelles]], [[23 de dezembro]] de [[1815]] — [[Caldas de Besaya]], [[21 de agosto]] de [[1876]]) foi um [[engenheiro]] [[urbanismo|urbanista]] e [[político]] [[catalunhaCatalunha|catalão]] responsável pelo plano de extensão e reforma (''Plan de Ensanche'') da cidade de [[Barcelona]]. Formou-se ''engenheiro de caminhos'' em [[Madrid]] no ano de [[1841]]. Um dos fundadores do urbanismo moderno.
 
==Biografia==
Filho de uma família de proprietários liberais, entre os anos de 1833-1835 seguiu os cursos de desenho, [[arquitetura]] e matemática em [[Barcelona]]. Em 1835, muda-se para [[Madrid]] para estudar na ''Colegio de Ingenieros de Caminos'', onde se forma em 1841. Entre sua formatura e 1846, trabalhou em diversos projetos de construção de estradas. Em 1844 vê pela primeira vez o funcionamento de uma [[estrada de ferro]], fato que o deixa bastante impressionado. Passa a dedicar-se ao estudo das [[cidade]]s, principalementeprincipalmente aquelas que serão servidas pela [[sistema ferroviário]].
 
Em 1851 inicia sua vida política, sendo eleito [[deputado]] no Parlamento, sob plataforma [[progressista]]. Nas décadas de [[1850]] e [[1860]] será também Conselheiro Municipal de Barcelona. Durante a década 1850, Cerdà começa seus estudos sobre a cidade de Barcelona e seu ''ensanche'' (extensão). A cidade estava então limitada pelas muralhas antigas, que uma vez a protegeram mas que agora impediam seu crescimento. Em 1854, o governo decide oficialmente derrubar as muralhas, o que abre caminho para realização de um novo plano para a cidade.
O principal objetivo do plano foi o de aumentar a área total da cidade, permitindo sua expansão além dos limites da antiga muralha, e fornecer uma alternativa mais ordenada de ruas e quadras em comparação à confusa trama da do centro histórico de Barcelona. A contenção da cidade nestes limites havia aumentado grandemente sua densidade e criado problemas de comunicação com o exterior.
 
A base do plano é um sistema de vias e quadras que poderia se estender indefinidamente, à medida que a cidade fosse crescendo. Cerdá cria uma hierarquia viária onde pequenas ruas "desaguam" em ruas maiores que por sua vez "desaguam" em grandes avenidas. Para explicar este conceito hierárquico, Cerdá utiliza a análogiaanalogia de pequenos rios desaguando em rios cada vez maiores e mais largos. Cerdá chama de ''intervias'' os espaços entre o sistema viário. As quadras, portanto, são os espaços contidos entre as vias. Assim, Cerdá reforça a noção de que quadras e vias formam uma estrutura única e inter-dependente.
 
O Plano é conhecido hoje principalmente por sua representação gráfica com sua [[retícula]] característica. Esta, no entanto, é mal compreendida e vista como uma grelha simples, que se estende à partir dos limites da cidade antiga. O plano apresenta um sistema completo que distribui parques, indústria, comércio e residências de forma equilibrada. As avenidas principais formam estruturas que coordenam a expansão das quadras. Os quarteirões, hoje preenchidos em todos os seus lados, foram idealizados como quadras abertas, que permitiam o maior fluxo de pessoas e de ar pela cidade, assim como poderiam ser preenchidos por áreas verdes. Tão importante quanto os desenhos é, também, o sistema teórico desenvolvido por Cerdá e apresentado na memória da proposta.
*[[1867]] - ''Teoría General de la Urbanización'' (TGU). Reformula e reordena os princípios estabelecidos nos estudos anteriores. A TGU é reeditada em 1885 e 1971 ([[facsimile]]).
 
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