António Aloísio Jervis de Atouguia: diferenças entre revisões

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[[Ficheiro:Jervis de Atouguia.jpg|thumb|250px|Retrato de António Aloísio Jervis de Atouguia (reprodução de um óleo, datado de c. 1852, publicada em 1895 na ''História de Portugal, Popular e Illustrada'', 10.º volume, de [[Manuel Joaquim Pinheiro Chagas|Pinheiro Chagas]]).]]
'''António Aloísio Jervis de Atouguia''' ([[Funchal]], [[7 de Julho]] de [[1797]] — [[Lisboa]], [[17 de Maio]] de [[1861]]), 1.º [[visconde de Atouguia]], foi um político da linha ''[[saldanhista]]'' do tempo da monarquia liberal portuguesa que, entre outras funções, foi Deputado às Cortes (de que foi presidente), [[Governador Civil]], Secretário de Estado, Ministro e Par do Reino. Pertenceu à [[Maçonaria]].
 
== Biografia ==
Foi filho do [[morgado]] Manuel de Atouguia Jervis e de sua mulher Antónia Joana do Carvalhal Esmeraldo, ambos ligados às mais importantes famílias madeirenses da época. Foi baptizado na capela de Nossa Senhora da Piedade, na Cruz do Carvalho, em cerimónia oficiada pelo cónego e deão da Sé do Funchal, Dr. João Francisco Lopes da Rocha.
 
Depois de ter feito estudos primários no [[Funchal]], foi enviado para o colégio de Old Hall Green, em [[Londres]], onde frequentou estudos preparatórios para ingresso na Universidade. Formou-se bacharel em [[Matemática]] pela [[Universidade de Coimbra]] no ano de [[1822]], prosseguindo uma carreira de [[engenheiro militar]] que o levaria a [[Lente]] da [[Academia Real de Marinha]] e depois a professor na [[Academia Militar (Portugal)|Academia Militar]].
Aderiu ao [[liberalismo]], tendo estado exilado em [[Inglaterra]] e depois na [[ilha Terceira]], onde fez parte das forças militares que defenderam aquela ilha. Participou no [[desembarque do Mindelo]]. Foi Governador Civil do Porto em [[1836]].
 
Jervis de Atouguia ingressou na [[Maçonaria]] numa ''barraca'' da [[carbonária]] criada em [[Angra do Heroísmo|Angra]] durante o período em que as força liberais estiveram acantonadas na [[ilha Terceira]] e que durou até Julho de [[1833]]. Era uma ''loja'' dominada por ''[[saldanhista]]s'' que incluía entre os seus membros [[Francisco Soares Caldeira]]. Quando as forças liberais se instalaram na cidade do [[Porto]], Jervis de Atouguia manteve-se em idêntica organização, em conjunto, entre outros, com [[António César de Vasconcelos Correia]], [[João Carlos de Saldanha]], [[José Lúcio Travassos Valdez]] e [[Júlio Gomes da Silva Sanches]].
 
Manteve sempre uma sólida amizade com o [[marechal Saldanha]], de quem foi ajudante de ordens.
 
Teve a sua primeira experiência governativa quando foi nomeado [[Ministro da Marinha e Ultramar]] do governo presidido por Saldanha no período de [[25 de Julho]] a [[18 de Novembro]] de [[1835]].
Em [[1837]] tomou parte activa na ''[[Revolta dos Marechais]]''.
 
Foi eleito deputado em [[1838]] pela minoria [[cartista]], permanecendo no Parlamento até [[1840]]. Foi [[Governador Civil]] do [[Distrito de Lisboa]] de [[31 de Agosto]] a [[26 de Novembro]] de [[1840]], nomeado pelo governo presidido por [[José Lúcio Travassos Valdez]], o 1.º [[conde de Bonfim]].
 
Em [[1841]] foi eleito Presidente da [[Câmara dos Deputados]].
 
Foi [[Ministro da Marinha e Ultramar]] no ''[[Governo do Entrudo]]'' de [[7 de Fevereiro|7]] a [[9 de Fevereiro]] de [[1842]].
 
Foi [[Ministério dos Negócios Estrangeiros|Ministro e Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros]] interino de [[22 de Maio]] de [[1851]] a [[4 de Março]] de [[1852]], data em que foi substituído no cargo por [[João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett]], o 1.º [[visconde de Almeida Garrett]]. Voltou ao cargo a [[17 de Agosto]] de [[1852]], primeiro como interino e depois como efectivo (a partir de [[31 de Dezembro]] de [[1852]], nele permanecendo até [[6 de Junho]] de [[1856]]. Foi também [[Ministro da Marinha e Ultramar]] de [[4 de Março]] a [[17 de Agosto]] de [[1852]], acumulando a pasta com a dos Negócios Estrangeiros até [[6 de Junho]] de [[1856]]. Representava a facção dos ''ordeiros''.
 
Foi director da [[Escola Politécnica de Lisboa]] e conselheiro do [[Tribunal de Contas]].
 
Em [[1853]] foi elevado a [[Par do Reino]] e, por decreto de [[15 de Março]] de [[1853]], agraciado com o título de [[visconde de Atouguia]].
 
== {{Bibliografia}} ==
* [[Manuel Joaquim Pinheiro Chagas]], ''História de Portugal, Popular e Ilustrada'', 10.º volume, Empreza da História de Portugal, Lisboa, 1895.
 
== {{Ligações externas}} ==
*[ {{Link||2=http://maltez.info/respublica/portugalpolitico/g22%201851.htm |3=Governo de Saldanha (1851-1856)]}}
 
{{Portal3|Política|Portugal|Madeira}}
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[[Categoria:Viscondados de Portugal]]
[[Categoria:Naturais do Funchal]]
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