Diferenças entre edições de "Montanha (Revolução Francesa)"

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A '''[[Montanha]]''' (os '''Montanheses''') foi um grupo político na [[Convenção]] Nacional.
 
Durante a [[Revolução Francesa]], os deputados da Assembléia Nacional Legislativa de [[1791]] que ocupavam os bancos mais elevados da Assembléia (a "''Montanha''"), tomaram o nome de '''Montanheses''', enquanto os deputados dos bancos mais baixos receberam o nome de "''[[Planície (Revolução Francesa)|Planície]]''" ou de "''Marais''" {{fr}}.
 
Favoráveis à [[República]], dominados por [[Georges Danton]], [[Jean-Paul Marat]] e [[Maximilien de Robespierre]], os Montanheses conheceram seu apogeu na primavera de [[1793]], com 300 deputados na Assembléia Nacional, na maior parte eleitos pelo departamento do [[Sena]] e de grandes cidades. Hostis à [[Monarquia]], favoráveis a uma democracia centralizada, os Montanheses, próximos à pequena [[burguesia]], apoiavam-se nos ''[[Sanssans-culottes]]'' e combatiam os [[Girondinosgirondinos]], representantes da [[burguesia]] abastada, que conseguiram derrubar do poder em [[Jornadas de 31 de Maio e 2 de Junho de 1793|2 de Junho de 1793]].
 
Dominando a [[Convenção (Revolução Francesa)|Convenção]] e o [[Comitê de Salvação Pública]], impuseram uma política de [[Terror (Revolução Francesa)|Terror]]. Os Montanheses cindiram-se, então em diversas correntes distintas,: os partidários de uma aliança com o Povopovo e de medidas sociais -eram liderados por [[Maximilien de Robespierre]] - e; os partidários de um "Terror" pontual -eram liderados por [[Georges-Jacques Danton]].
[[Ficheiro:Gjdanton.jpg|thumb|180px|Danton, Ministro da Justiça em 7 de Setembro de 1792.]]
Muitos deputados montanheses ainda estavameram próximos aos "'''[[Enragés (Revolução Francesa)|Enragésenragés]]'''" de [[Jacques Roux]] ou aos "'''[[Hébertisteshebertistas]]'''" chefiados por [[Jacques René Hébert]].
 
Com os ''Hébertistes''hebertistas clamando por uma nova insurreição e tendo fracassado qualquer tentativa de apaziguamento, o governo revolucionário faz prender, na noite de [[3 de Março]] de [[1794]] (13-14 [[Ventoso]] do Ano II), Hérbert e as principais figuras do '''[[Clube dos Cordeliers]]'''. Todos são condenados à morte e executados vinte dias depois, em [[24 de Março]] de [[1794]]. Na sequência, foi a vez dos "'''Indulgentesindulgentes'''", - que faziam campanha para derrubar o governo, poracabar fimcom aoo Terror e negociar uma paz rápida com a coalizão de monarquias, - serem eliminados. Presos, são condenados à morte em [[5 de Abril]] de [[1794]] (4 [[Germinal (mês)|Germinal]] do Ano II) e [[guilhotina]]dos.
 
Após a queda de [[Maximilien de Robespierre]] e seus partidários em [[27 de Julho]] de [[1794]], os Montanhesesmontanheses (que se costumou qualificar de "Montanhesesmontanheses do Ano III", em contraposição aos Montanhesesmontanheses « Dantonistasdantonistas », que se tinham aliado aos moderados do '''Maraismarais'''), cada vez menos numerosos, tentaram opor-se à Convenção « Thermidoriana », mas em vão. Foram em grande parte eliminados, após as insurreições do 12 Germinal do Ano III e a insurreição do 1º [[Pradial]] do Ano III.
 
Sob a [[Segunda República Francesa|Segunda República]], os deputados da extrema esquerda ([[Armand Barbès]], [[Alexandre Ledru-Rollin|Alexandre-Auguste Ledru-Rollin]]) retomaram o nome de '''Montanha''' para designar seu grupo político, enquanto que os realistas legitimistas mais exaltados, partidários de « um apelo ao povo » e convencidos de que o [[sufrágio universal]] terminaria por restabelecer a [[Monarquiamonarquia]], adotou o nome de « Montanha Branca »<ref>Stéphane Rials, ''Révolution et contre-révolution au XIXe siècle'', DUC/Albatros, Paris, 1987, p. 155, e R. Huard, « Montagne rouge et Montagne blanche en Languedoc-Roussillon sous la Seconde République », em ''Droite et gauche de 1789 à nos jours'', Publicaçõespublicações da Universidade Paul-Valéry, Montpellier III, 1975, pp. 139-160.</ref>.
 
==Bibliografia==
*Alphonse Esquiros, ''Histoire des Montagnards'', Librairie de la Renaissance, Paris, 1875 (edição de), 543&nbsp;p.
*[[Albert Mathiez]], ''Girondins et Montagnards'', 1ª edição : Firmin-Didot, Paris, 1930, VII-305&nbsp;p. –&nbsp; Réédition en fac-simile&nbsp;: Éditions de la Passion, Montreuil, 1988, VII-305&nbsp;p. {{ISBN|2-906229-04-0}}
*Jeanne Grall, ''Girondins et Montagnards : les dessous d'une insurrection : 1793'', Éditions Ouest-France, Rennes, 1989, 213&nbsp;p. {{ISBN|2-7373-0243-92737302439}}
 
 
 
 
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