Diferenças entre edições de "Concílio de Jerusalém"

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|nome_cat = [[Jerusalém]]
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O Concilio de Jerusalém foi uma reunião inicial entre as lideranças cristãs nos meados do século I, para abordar se os gentios (não-judeus) deveriam seguir costumes da religião israelita.
Provavelmente o '''Concílio de Jerusalém''' foi convocado pelo apóstolo [[São Pedro|Pedro]], conferir (At 15, 7), ''“Tornando-se acesa a discussão, levantou-se [[São Pedro|Pedro]] e disse:...”''.
 
Pois havia surgido antes, ''“...uma agitação e tornando-se veemente a discussão de [[Paulo de Tarso|Paulo]] e [[Barnabé (Bíblia)|Barnabé]] com eles, decidiu-se que Paulo e Barnabé e alguns outros dos seus subiriam a ''Jerusalém'', aos [[apóstolos]] e anciãos, para tratar da questão”'', (At 15, 2).
 
Devido a grande discussão, por causa da ''obrigatoriedade de submeter os novos cristãos as praticas da lei mosaica'', como a ''[[circuncisão]]'', se deveria comparecer em Jerusalém a presença dos [[apóstolos]].
 
A verdade da Igreja se mantém por causa dos apóstolos e demais discípulos, como Paulo diz: ''“... Igreja de Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade”'', conferir (Tm 3, 15). Aonde Paulo afirma que as ''três colunas'' que afirmam a Igreja são os apóstolos Pedro, [[Tiago, o Justo|Tiago]] e [[João (evangelista)|João]]: ''“Pelo contrário, vendo que a ''mim'' fora confiado o evangelho dos ''incircuncisos'' como a Pedro o dos ''circuncisos'' – pois Aquele que operava em ''Pedro'' para a missão dos ''circuncisos'' operou também em ''mim'' em favor dos ''gentios'' – e conhecendo a graça em ''mim'' concedida, [[Cefas]] [ [[língua aramaica|aramaico]]: "rocha"], Tiago e João, os notáveis tidos como ''colunas'', estenderam-nos a mão, a ''mim'' e a ''Barnabé'', em sinal de comunhão”'' (Gl 2, 7:9).
 
Quanto a "presidência do Concílio", Pedro e Tiago ocuparam os seus lugares na igreja de Jerusalém, Pedro iniciando a reunião e Tiago a concluindo. Não há referências para a outras constatações a respeito deste concílio.
 
== Desenvolvimentos do Concílio ==
{{AP|Controvérsia da circuncisão}}
Entre elesalguns alguns da [[Judeia]] estabeleceu-se uma dúvida e uma polêmica: saber se os [[gentios]], ao se converterem ao [[cristianismo]], teriam que adotar algumas das práticas antigas da [[Lei Mosaica]] para poderem ser salvos, inclusive o fazer-se circuncidar:. (At 15, 1)
 
''“Entretanto, haviam descido alguns da [[Judeia]] e começaram a ensinar aos irmãos: ''Se não vos circuncidardes'' segundo a norma de [[Moisés]], ''não podereis salvar-vos''.”'' (At 15, 1)
 
[[Paulo de Tarso|São Paulo]] ao levar o cristianismo a outros povos ''não'' exigia a [[circuncisão]] desses novos [[cristãos]]. Diante disso os [[presbíteros]] de Jerusalém se reuniram em torno de Tiago para fazer valer a "obrigatoriedade da circuncisão".
 
Interessante observar, que no episódio do Concílio de Jerusalém, mostra a unidade da Igreja: a igreja de [[Antioquia]], de [[Corinto]], de [[Éfeso]] não são independentes, por mais que as igrejas cristãs estejam separadas geograficamente são uma só Igreja, uma só organização eclesiástica.
 
São Paulo ao ser convocado a comparecer a Jerusalém não respondeu que nas igrejas fundadas por ele: ''“Aqui se faz de outro modo e pronto!”'', mas a questão foi resolvida num [[Concílio]].
 
''“Reuniram-se, pois, os [[apóstolos]] e os anciãos para examinarem o problema”'' (At 15, 6), outro ponto importante de se observar é a reunião de uma '''Igreja hierárquica'''.
 
Tendo-se os ânimos esquentados, ''“Tornando-se acesa a discussão, levantou-se [[São Pedro|Pedro]] e disse: Irmãos, vós sabeis que, desde os primeiros dias, aprouve a [[Deus]], entre vós, que por ''minha boca'' ouvissem os [[gentios]] a palavra da Boa Nova e abraçassem a fé.”'' (At 15, 7).
 
Paulo evoca sua autoridade sobre os não-judeus, sendo que na [[carta aos Gálatas]] São Paulo diz que a Pedro cabia dirigir os judeus, enquanto a ele, Paulo, os não-judeus. Com Paulo estando presente, [[São Pedro|Pedro]] afirma que seu ''[[primado]]'' também se estende aos não-judeus, mesmo tendo se decidido que São Paulo os evangelizasse; depois do discurso de Pedro todos se silenciaram.
 
''“Agora, pois, porque tentais a Deus, impondo ao pescoço dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem mesmo nós pudemos suportar? Ao contrário, é pela graça do [[Senhor Jesus]] que nós cremos ser salvos, da mesma forma que eles. Então, toda a assembleia silenciou.”'' (At 15, 7:12).
 
Logo em seguida Paulo e Barnabé relataram as maravilhas e prodígios que Deus realizou entre os [[gentios]] por meio deles.
 
Por fim Tiago concordou com Pedro e concluiu dizendo: ''“Eis porque, pessoalmente, julgo que não se devam molestar aqueles que, dentre os [[gentios]], se convertem a [[Deus]]. Mas se lhes escreva que se abstenham do que está contaminado pelos [[ídolos]], das uniões ilegítimas, das carnes sufocadas e do sangue. Com efeito, desde antigas gerações tem [[Moisés]] em cada cidade seus pregadores, que o leem nas sinagogas todos os sábados”''. (At 15, 19:21)
 
[[Paulo de Tarso|SãoO apóstolo Paulo]] ao levar o cristianismo a outros povos ''não'' exigia a [[circuncisão]] desses novos [[cristãos]]. Diante disso os [[presbíteros]] de Jerusalém se reuniram em torno de Tiago para fazer valer a "obrigatoriedade da circuncisão".
A [[Carta Apostólica]], que será seguida por toda a Igreja, é redigida segundo o parecer de Pedro, que Paulo e Tiago também concordaram. A Carta seguirá basicamente o discurso de Tiago, mostrando como estava a frente da igreja em [[Jerusalém]] após Pedro.
 
PorApós fimalgumas Tiagodiscussões concordousobre coma Pedropolêmica, eo concluiuapóstolo dizendoTiago concluiu: ''“Eis porque, pessoalmente, julgo que não se devam molestar aqueles que, dentre os [[gentios]], se convertem a [[Deus]]. Mas se lhes escreva que se abstenham do que está contaminado pelos [[ídolos]], das uniões ilegítimas, das carnes sufocadas e do sangue. Com efeito, desde antigas gerações tem [[Moisés]] em cada cidade seus pregadores, que o leem nas sinagogas todos os sábados”''. (At 15, 19:21)
== A Carta Apostólica ==
 
Em resultado foi elaborado uma [[Carta Apostólica]]e enviada aos cristãos da Síria e Cilícia. A Carta diz que:
A Carta diz que:
 
:''“Os apóstolos e os anciãos, vossos irmãos, aos irmãos dentre os gentios que moram em Antioquia, na Síria e na Cilícia, saudações! Tendo sabido que alguns dos nossos, sem mandato de nossa parte, saindo até vós, perturbaram-vos, transtornando vossas almas com suas palavras, pareceu-nos bem, chegados a pleno acordo, escolher alguns representantes e enviá-los a vós junto com nossos diletos Barnabé e Paulo, homens que expuseram suas vidas pelo nome de nosso Senhor, Jesus Cristo. Nós vos enviamos, pois, Judas e Silas, eles também transmitindo, de viva voz, esta mesma mensagem. De fato, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor nenhum outro peso além destas coisas necessárias: que vos abstenhais das carnes imoladas aos ídolos, do sangue, das carnes sufocadas, e das uniões ilegítimas. Fareis bem preservando-vos destas coisas. Passai bem.”'' (At 15, 23:29)
 
== Conclusão ==
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