Diferenças entre edições de "Lewis (metralhadora)"

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{{Info arma/Arma de fogo|
| imagem = Lewis Gun.jpg
| descrição = Lewis Mk.I
 
==História==
A '''''Lewis Automatic Machine Rifle''''' (literalmente '''Espingarda Metralhadora Automática Lewis''') foi desenvolvida nos EUA pouco antes da [[Primeira Guerra Mundial]]. Apesar das suas origens, a Lewis não foi imediatamente adoptada pelos americanos. Isto teve a ver com rivalidades entre os responsáveis pelo armamento do Exército dos [[Estados Unidos]]. A arma tinha uma [[cadência de tiro]] de cerca de 550 tpm. Pesava 12,7  kg, ou seja, cerca de metade do peso das típicas metralhadoras da época como a [[Vickers (metralhadora)|Vickers]], sendo escolhida, sobretudo porque podia ser carregada e operada por um único soldado. A Lewis era, portanto, mais móvel que as metralhadoras pesadas e poderia mais facilmente acompanhar as tropas durante os seus avanços e recuos. No entanto, ainda era algo pesada para a missão para a qual foi projectada. A arma também tinha a característica de ser relativamente barata, com um custo de cerca de um sexto de uma metralhadora Vickers, sendo por isso atribuída em largas quantidades às tropas em combate na Frente Ocidental durante a Primeira Guerra Mundial. No total, a Lewis era constituída apenas por 62 peças, tornando-a muito mais fácil de fabricar que a Vickers (podiam ser fabricadas seis metralhadoras Lewis ao mesmo tempo que uma única Vickers). Pela sua leveza também se tornou popular como arma aeronática.
 
==Serviço==
O Coronel Lewis ficou frustrado ao tentar persuadir o Exército dos [[EUA]] a adoptar o seu projecto. Decidiu então reformar-se a dirigiu-se para a [[Bélgica]]. Os belgas depressa adoptaram a arma em [[1913]], adoptando a munição .303 [[Britânica]]. Pouco depois, a Birmingham Small Arms Company (BSA) adquiriu a licença para fabricá-la no Reino Unido. Os alemães defrontaram-se, pela primeira vez, com a Lewis, ao invadirem a [[Bélgica]] em [[1914]], dando-lhe o apelido de "'''a Cascavel Belga'''".
 
Os Exército Britânico adoptou a Lewis, pouco depois dos belgas, em [[1914]]. Cada arma necessitava de uma guarnição de dois elementos, um apontador para a disparar e um municiador, para transportar as munições e recarregá-la. Todos os militares da secção estavam treinados para a disparar caso a sua guarnição ficasse incapacitada. Os primeiros [[tanque]]s britânicos, os [[Mark I (tanque)|Mark I]] estavam armados com metralhadoras Lewis. Foi usada nas aeronaves britânicas, tanto operada pelos segundos tripulantes (observadores ou apontadores) como arma primária, em complemento das metralhadoras Vickers.
Em [[1917]], o Exército dos Estados Unidos, adoptou finalmente a Lewis no calibre .30-06 Springfield. A arma foi, no entanto rapidamente substituída, logo em [[1918]], pela [[BAR]].
 
A Rússia comprou um número significativo de Lewis no calibre .303 Britânico e no 7,62 x 54  mm Russo, usando-a como [[arma automática]] de apoio directo nas unidades de infantaria ou como metralhadora de apoio geral nas unidades de cavalaria. Apesar de ter sido substituída pela Degtyarev na [[década de 1920]], algumas Lewis foram reentroduzidas brevemente, durante a Segunda Guerra Mundial para compensar as perdas de equipamento durante o avanço alemão.
 
O Exército Alemão também usou Lewis capturadas e adaptadas ao uso de munições alemãs, para equipar os seus ''Musketen Bataillonnen'' (literalmente "Batalhões de Mosqueteiros"), unidades móveis de metralhadoras ligeiras vocacionadas para operações de assalto ou de contra-ataque. A Lewis manteve-se em serivço nestas unidades até à formação dos ''Maschinen-Gewehr Scharfschützen Bataillonnen'' (Batalhões de Atiradores de Metralhadoras) em [[abril]] de [[1918]]. Os ''Sturmabteillung'' (Tropas de Assalto) preferiam as Lewis às metralhadoras "ligeiras" alemãs e mantiveram-nas em uso. A Lewis continuou ao serviço alemão até ao final da guerra, sendo reparadas e convertidas numa fábrica em Bruxelas.
 
O [[Corpo Expedicionário Português]] enviado para a França também foi equipado com metralhadoras Lewis. A partir daí a Lewis tornou-se a metralhadora ligeira padrão do [[Exército Português]] até à [[década de 1930]]. Algumas Lewis continuaram ao serviço de unidades coloniais até o início da [[década de 1960]]. A Lewis também equipou a [[Guarda Nacional Republicana]].
:'''Lewis Mark I (Mk.I)''': versão portátil de infantaria, com um radiador de grandes dimensões;
:'''Lewis Mark II (Mk.II)''': versão aeronáutica, com um radiador mais leve e perfurado;
:'''M1917''': variante da Lewis Mk.I com calibre .30-06 Springfield, para serviço do Exército dos EUA;
:'''Lewis M1920''': versão holandesa, fabricada em Hembrug, durante a [[década de 1920]];
:'''Tipo 92''': cópia japonesa da Lewis Mk.II.
 
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