Diferenças entre edições de "Rienzi"

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==História==
 
Em [[Junho]] de [[1837]], [[Wagner]] foi contratado como diretor musical em [[Riga]]. Enquanto esperava pela tomada de posse desse [[cargo]], leu com muito interesse, em Blasewitz, perto de [[Dresden]], a supracitada [[novela]] de Bulwer-Lytton. Imediatamente se sentiu atraído pela idéia de criar algo grande e fantástico a fim de se alhear da infortunada realidade da sua vida. O pensamento de fazer uma "grande [[ópera]] [[herói|heróica]]ca [[1836]], juntamente com o seu amigo Theodor Apel. Em [[1840]], a [[ópera]] estava terminada.
 
Wagner tinha então 27 [[ano]]s. Já tinha composto a sua primeira ópera, [[Die Feen|As Fadas]], em [[1833]], aos 23 anos, e a sua segunda ópera, [[Das Liebesverbot|O Amor Proibido]], em [[1834]] aos 24 anos. A estréia de Rienzi, dirigida pelo [[maestro]] Karl Gottlieb Reißiger, ocorreu no Teatro da Corte de Dresden, no dia [[20 de Outubro]] de [[1842]]. Apesar da ópera ter durado cerca de [[seis]] longas [[horas]] (contando com os intervalos), o [[sucesso]] foi retumbante e marcou, para sempre, a [[vida]] de Wagner.
| Paolo Orsini (nobre) || [[barítono]]
|-
| Cardeal Raimondo (legado [[Papa|papalpapa]]l) || [[baixo]]
|-
| Baroncelli (amigo de Rienzi) || [[tenor]]
 
== Sinopse ==
 
=== Abertura ===
 
'''Cena I'''
 
Uma rua à noite, com a [[Basílica_de_São_João_de_LatrãoBasílica de São João de Latrão|Igreja de São João de Latrão]] ao fundo. O patrício Orsini e seus companheiros tentam sequestrar a irmã de Rienzi, Irene, invadindo seus aposentos pela janela (''Hier ist's, hier ist's!''). Irene grita por socorro. Adriano a defende. Uma multidão se reúne, e as pessoas se unem ou a Colonna ou a Orsini. Raimondo exorta os contendores a, em nome da Igreja, pararem de lutar. Finalmente, surge Rienzi (numa entrada marcada por uma dramática mudança de tonalidade, de Ré para Mi Bemol), que, apenas com sua presença, põe fim ao conflito. Rienzi repreende o povo e os nobres (''Dies ist eu'r Handwerk, daran erkenn' ich euch!''), e declara sua intenção de unificar Roma e conduzi-la à glória (''Doch höret ihr der Trompete Ruf''). O povo romano apoia Rienzi. Saem todos, menos Rienzi, Irene e Adriano.
 
'''Cena II'''
 
Amanhece. As pessoas saem de suas casas saudando aquele dia especial (''Gegrüßt, gegrüßt sei, hoher Tag!''). Um órgão soa dentro da igreja, e o povo se ajoelha. Um coro, também da igreja, pede que todos despertem para o dia cuja luz tirará Roma das trevas (''Erwacht, ihr Schläfer nah und fern''). As portas da igreja se abrem e dela sai Rienzi, trajando armadura completa. O povo o saúda com entusiasmo. Rienzi exalta a renovação de Roma (''Erstehe, hohe Roma, neu!'') e anuncia que, como protetor de Roma, assegurará a liberdade e a lei. O povo o reconhece como seu rei, mas Rienzi diz que não quer ser rei, pois deseja que o povo continue livre. Sugere, então, que o reconheçam como um tribuno, título com o qual é prontamente aclamado.
 
 
=== Ato II ===
'''Cena III'''
 
Uma pomposa cerimônia. Um banquete foi preparado. Rienzi saúda os nobres e diplomatas de todas as partes da Itália (''Im Namen Roms seid mir gegrüßt!''). Sem dar mais detalhes, Adriano recomenda a Rienzi que tome cuidado. Uma apresentação começa, uma peça, pantomima e balé: [[Lúcio_Júnio_BrutoLúcio Júnio Bruto|Brutus]] vinga-se da morte de [[Lucrécia_Lucrécia (Roma)|Lucrécia]] e liberta Roma da tirania de [[Tarquínio,_o_Soberbo o Soberbo|Tarquínio]]. (''Esse balé recebeu grande atenção do compositor, pois na maioria das grandes óperas o balé é apenas uma diversão. O balé de Rienzi visa a representar o conto do “Rapto de Lucrécia”. Essa história, na qual Tarquínio, o último rei de Roma, tenta violentar a virgem Lucrécia, é um paralelo tanto à tentativa de violação de Irene por Orsini quanto ao tema dos patrícios contra o povo. Na sua forma original, o balé dura mais de meia hora – em montagens modernas e gravações, em geral ele sofre cortes drásticos.'') Enquanto isso, Orsini, que se aproximou de Rienzi durante a apresentação, tenta esfaqueá-lo, mas Rienzi é protegido pela malha metálica que trajava. O povo grita pedindo proteção ao tribuno (''Rienzi! Auf! Schützt den Tribun!'') e tem início um tumulto. Adriano pede que Rienzi perdoe os traidores, e, ao mesmo tempo, o povo grita pela morte deles. Rienzi exalta a importância do perdão (''O laßt der Gnade Himmelslicht''), dizendo que será seu segundo perdão, mas que não haverá uma terceira chance. Finalmente, Rienzi perdoa os conspiradores (''Euch Edlen dieses Volk verzeiht, seid frei''). O povo respeita a decisão de Rienzi. Irene e Adriano agradecem. Baroncelli e Cecco dizem que Rienzi se arrependerá. Os conspiradores juram vingança por essa humilhação.
 
 
=== Ato III ===
 
O cenário é de preparação para a batalha, com símbolos bélicos em toda parte. Ouvem-se os sinos de guerra. Rienzi, de armadura, está acompanhado de Irene, e diz que é o dia de purgar as afrontas (''Der Tag ist da''). O povo está armado e pronto para o combate. Quando Rienzi vai dar o sinal de ataque, chega Adriano, que em vão tenta detê-lo. Rienzi e seu exército partem ao som de um coro geral de entusiasmo guerreiro. Adriano fica sozinho com Irene, que tenta impedir que ele vá à batalha. Enquanto rezam, ajoelhados, o ruído do combate cessa. Logo se ouvem os sons da vitória de Rienzi. Este retorna e anuncia a vitória (''Heil, Roma, dir!''). Os vitoriosos trazem os cadáveres de Colonna e Orsini, entre outros. Ao ver o pai morto, Adriano jura vingança contra Rienzi (''Geschieden sind wir denn fortan''). Rienzi faz pouco caso e sai com seus seguidores em triunfo rumo ao capitólio.
 
 
=== Ato IV ===
'''Cena I'''
 
Numa rua diante da [[Basílica_de_São_João_de_LatrãoBasílica de São João de Latrão|Igreja de São João de Latrão]], de noite, ocorre um encontro secreto no qual Baroncelli informa a outros cidadãos, todos disfarçados, que os diplomatas alemães deixaram Roma para sempre (''Wer war's, der euch hierher beschied?''), pois Rienzi não se entendeu com eles acerca da escolha do Imperador Romano. Chega Cecco, que informa que o cardeal (Raimondo) também já partiu. Baroncelli diz que Colonna, quando de sua fuga, foi ao Papa para prometer que utilizaria seu poder para defender a Igreja. Baroncelli sente que Rienzi só perdoou Colonna para ganhar o apoio dos nobres, e por isso considera Rienzi um traidor do povo. Adriano retira o disfarce e se identifica, dizendo que Rienzi não é digno do poder que conquistou, e espera ter sua vingança. Baroncelli diz que uma festa está a ser preparada por Rienzi para celebrar sua vitória. Adriano afirma que irá à festa para matá-lo. Surge Raimondo com um cortejo de sacerdotes em direção à igreja, incluindo Raimondo. Baroncelli e os outros temem que Rienzi tenha o apoio da Igreja, mas Adriano diz que o matará mesmo assim.
 
'''Cena II'''
 
Surge a comitiva de Rienzi, este em traje de gala e com Irene. Ao passar pelos conspiradores, Rienzi lhes pergunta se não irão ao festejo (''Ihr nicht beim Feste?''). Constrangidos, os nobres abrem passagem para a comitiva. Ouve-se o ''Te Deum'' entoado pelos sacerdotes dentro da igreja (''Vae, spem nullam maledictus''), cujo tom tétrico causa horror a Rienzi e ao povo. Enquanto Rienzi sobe os degraus para a igreja, Raimondo o impede de prosseguir dizendo que ele não poderá entrar porque foi excomungado, assim como todos os seus seguidores. O povo, assustado, foge. Raimondo e os religiosos entram na igreja, e suas portas se fecham; nelas está afixada a bula que contém a excomunhão de Rienzi. Adriano diz a Irene que Rienzi e seus seguidores estão amaldiçoados, e pede que ela fuja com ele, mas ela permanece com Rienzi. Adriano diz que Irene morrerá junto com Rienzi.
 
 
=== Ato V ===
 
A praça diante do capitólio. Multidões surgem violentamente com tochas e gritos em respeito ao édito da Igreja (''Herbei! Herbei!''). O povo está revoltado com Rienzi, que surge de armadura na varanda do capitólio e pede calma. O povo grita que ele não deve ser ouvido, mas apedrejado. Rienzi pede aos revoltosos que se recordem da paz e da liberdade que conseguiu para eles. Baroncelli grita que Rienzi está tentando enganá-los. A multidão ateia fogo ao capitólio. Rienzi então diz suas últimas palavras: “''Enquanto as sete colinas de Roma existirem, enquanto a cidade eterna não perecer, vocês verão Rienzi voltar!''” (''Nas apresentações originais, as palavras finais de Rienzi são amargas e pessimistas: “Que a cidade seja amaldiçoada e destruída! Desintegre-se e seque, Roma! Seu povo degenerado assim deseja.” Todavia, para a apresentação de 1847, em Berlim, Wagner as substituiu por aquela outra retórica, mais positiva.'') Rienzi e Irene estão abraçados em meio às chamas, e o povo os apedreja. Chega Adriano, que, fora de si, invade as chamas em busca de Irene. Ao entrar no capitólio, a torre onde estavam Rienzi e Irene desaba sobre ele, sepultando todos os três.
 
 
=={{Ligações externas}}==
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