Diferenças entre edições de "Estação Primeira de Mangueira"

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{{Info/Carnaval
{{Infobox escola de samba
|nome=Mangueira
|cor fundo=#FC0FC0
Uma das figuras mais emblemáticas da Mangueira é o sambista [[José Bispo Clementino dos Santos|Jamelão]], que foi o intérprete oficial da escola de 1949 até 2006, e que tornou-se uma verdadeira autarquia do samba carioca, com seu jeito mal-humorado e sua voz potente - o maior intérprete de Samba-Enredo de todos os tempos.
 
Após parceria com a [[Xerox do Brasil]] e a [[Petrobras]], na [[década de 1990]] a Mangueira também montou uma [[Vila Olímpica da Mangueira|Vila Olímpica]] e passou a disputar campeonatos esportivos, principalmente no [[Atletismo]] e no [[Basquete]], onde disputou o [[Campeonato Brasileiro de Basquete Feminino]] <ref>{{citar web |url=http://esporte.uol.com.br/basquete/ultimas/2008/11/27/ult4356u3012.jhtm |titulo= |acessodata=08/05/2010 |autor=Esporte UOL}} </ref> <ref>{{citar web |url=http://www.cbb.com.br/competicoes/cnbf2008/tabela.asp?fase=10 |titulo=Confederação Brasileira de Basquete |acessodata=08/05/2010 |autor=CBB}} </ref>
 
== História ==
Por volta de 1920, surgiram os blocos com os elementos dos cordões e dos ranchos reunindo os "bambas" do batuque e que atuaram como células para mais tarde darem origem às escolas de samba. Somente na localidade conhecida como ''[[Mangueira (bairro do Rio de Janeiro)#Buraco Quente|Buraco Quente]]'' havia os blocos da Tia Fé, da Tia Tomázia, do Mestre Candinho e o mais famoso de todos, o [[Bloco dos Arengueiros]]. Foi [[Cartola (sambista)|Cartola]], que aos 19 anos, sentiu que era a hora de canalizar o dom natural dos malandros do bloco, a fim de mostrá-los de uma forma mais civilizada, com todo o potencial rítmico e coreográfico herdados do ancestral africano.
 
No dia 28 de abril de 1928, reunidos na ''Travessa Saião Lobato'', nº 21, os arengueiros [[Zé Espinguela]], "Seu" Euclides, [[Saturnino Gonçalves]] (pai de [[Dona Neuma]]), Massu, [[Cartola (sambista)|Cartola]], Pedro Caim e Abelardo Bolinha fundaram o ''Bloco Estação Primeira''. Este bloco esteve presente no primeiro concurso entre sambistas na casa de [[Zé Espinguela]], em 1929, sendo um dos precursores das escolas de samba, junto com a [[Deixa Falar]] e a [[GRES Portela|Portela]]. <ref name="Academia do Samba 1929">{{citar web |url=http://www.academiadosamba.com.br/memoriasamba/desfiles/1929.htm |titulo=1929 |acessodata=08/05/2010 |autor=Portal Academia do Samba}}</ref>
 
Cartola, que mais tarde casou com Zica, foi o primeiro mestre de harmonia da agremiação e deu a palavra definitiva na escolha do nome e das cores: Estação Primeira, porque era a primeira estação de trem a partir da [[Estação Central do Brasil]] onde havia samba; verde e rosa como forma de homenagem a um rancho que existia em Laranjeiras, Os Arrepiados. Aos poucos todos os outros blocos do morro foram se agregando e nos anos 1930 e 40, com o surgimento da categoria carnavalesca, a Mangueira já figurava no rol das "grandes" escolas de samba da cidade.
 
Após ser bicampeã em 1986/1987, e vice em 1988, a agremiação obteve algumas colocações ruins, como o 11º lugar em 1989, e o 12º lugar em 1991 e 1994. Apesar da má colocação, o samba enredo de 1994, de autoria de David Correa, Paulinho, Carlos Sena e Bira do Ponto, é considerado por parte da crítica como um dos mais empolgantes da década
<ref>{{citar web |url= http://www.redebomdia.com.br/Noticias/Viva/11559/Mangueira,+1994 |titulo=Mangueira, 1994 (publicado em Quarta-feira, 03 de fevereiro de 2010) |acessodata=08/05/2010 |autor=Rede Bom dia}} </ref> A composição, que possuía o refrão "me leva que eu vou, sonho meu, atrás da verde e rosa só não vai quem já morreu", falava dos chamados "doces bárbaros", [[Gilberto Gil]], [[Caetano Veloso]], [[Gal Costa]] e [[Maria Bethânia]] e Neguinho da Beija-Flor
 
Data também dessa época as primeiras parcerias de sucesso da escola com grandes empresas, e do início de grandiosos projetos, como da Vila Olímpica <ref>{{citar web |url= http://veja.abril.com.br/arquivo_veja/capa_16021994.shtml |titulo=16 de fevereiro de 1994 - A Nação Verde e Rosa |acessodata=08/05/2010 |autor=[[Revista Veja]]}}</ref>
Para 2007, a Mangueira mexeu com vários tabus: ao comemorar seus oitenta anos, pela primeira vez permitiu a presença de mulheres na [[bateria]], ideia esta que partiu do próprio presidente da bateria, [[Ivo Meirelles]], ideia esta que gerou polêmica. Além disso, [[Preta Gil]] veio como [[rainha de bateria]] da escola, quebrando uma tradição de ter rainhas somente vindas da própria comunidade, eleitas através de um concurso. Porém o fato que causou maior comoção, não só na escola, mas em todo o meio dos sambistas aquele ano, foram os problemas de saúde do intérprete Jamelão, que sofreu um [[acidente vascular cerebral]] (AVC) isquêmico e não gravou o samba-enredo da Mangueira para o CD oficial das escolas do carnaval de 2007 nem pôde desfilar com a escola. O então desconhecido cantor de apoio [[Luizito]] substituiu o [[José Bispo Clementino dos Santos|Mestre Jamelão]], impossibilitado de cantar, mas também sofreu problemas de saúde pouco tempo antes do desfile e quase foi vetado pelos médicos. Uma sequeência de fatos negativos começaram a recair sobre a entidade a partir de então.
 
No dia do desfile, a diretoria da escola impediu que [[Beth Carvalho]] de desfilar. <ref>{{citar web |url=http://g1.globo.com/Carnaval2007/0,,AA1461844-8037,00.html |titulo=BETH CARVALHO CHORA AO SER EXPULSA DE CARRO DA MANGUEIRA |acessodata=08/05/2010 |autor=Alícia Uchôa, para o G1}}</ref> O baluarte [[Nélson Sargento]] também preferiu não desfilar, já que possivelmente a roupa de sua mulher, não tinha sido entregue. <ref>{{citar web |url=http://g1.globo.com/Carnaval2007/0,,AA1462422-8037,00.html |titulo=NELSON SARGENTO TAMBÉM FICA FORA DE DESFILE DA MANGUEIRA |acessodata=08/05/2010 |autor=Leandro Colon, para o G1}}</ref> Estes fatos geraram um certo mal-estar no meio do samba e muitas críticas às diretorias de escolas de samba da atualidade, principalmente à da própria Mangueira.
 
Ainda em 2007, seu presidente foi eleito para a ''Academia Mangueirense do Samba'', ocupando a cadeira de tia Miúda, e que foi ocupada até dezembro de 2006 pelo compositor Jurandir da Mangueira<ref name="Academia Mangueirense SRZD"/>.
Em 2008, a Mangueira passou por aquela que muitos consideram a sua pior crise. Primeiramente, ainda em 2007, quando todos esperavam um enredo sobre o centenário de [[Cartola (sambista)|Cartola]], a diretoria fechou um acordo de patrocínio com a Prefeitura do Recife, ao qual a escola teria como enredo o centenário do [[frevo]]. Além de polêmicas relativas à escolha da rainha de bateria, por fim surgiram denúncias de envolvimento da diretoria da entidade com o tráfico do [[Morro da Mangueira|morro]]. Durante a escolha do samba-enredo, em outubro de 2007, a parceria escolhida foi a de Lequinho, Jr. Fionda, Francisco do Pagode, Silvão e Aníbal, sendo "Francisco do Pagode" o nome artístico de Francisco Paulo Testas Monteiro, o Tuchinha, que passou 17 anos preso por crimes relacionados ao [[tráfico de drogas]]. Na final da eliminatória interna, seu samba, mesmo considerado favorito, derrotou outros três fortes concorrentes, como Gilson Bernini e a parceria de Pedrinho do Cavaco e Índio da Mangueira<ref>{{citar web |url=http://odia.terra.com.br/carnaval/htm/geral_128651.asp |titulo=Favorito, samba de Tuchinha e Lequinho vence disputa na Mangueira |acessodata=08/05/2010 |autor=[[O Dia]]}}</ref> As críticas ao fato de um criminoso estar na parceria vencedora foram duramente rebatidas por Lequinho, que encabeçava o samba campeão. Para o compositor, que elogiou seu parceiro de samba, as críticas seriam resultado de um comportamento preconceituoso da sociedade <ref>{{citar web |url=http://www.sidneyrezende.com/noticia/11572+lequinho+ataca+o+comportamento+da+socidade+na+questao+da+presenca+de+tuchinha+no+samba+da+mangueira/preview |titulo=Lequinho ataca o comportamento da socidade na questão da presença de Tuchinha no samba da Mangueira |acessodata=08/05/2010 |autor=Alberto João, para SRZD Carnavalesco}}</ref>
 
As polêmicas não pararam por aí: em dezembro, Percival Pires renunciou à presidência, após aparecer num vídeo onde confraternizava com a mulher de [[Fernandinho Beira-Mar]], presa dias depois <ref>{{citar web |url=http://oglobo.globo.com/carnaval2008/rio/mat/2007/12/06/327470152.asp |titulo=Após polêmica sobre amizade com mulher de Beira-Mar, presidente da Mangueira renuncia |acessodata=08/05/2010 |autor=Alberto João, para [[O Globo]]}}</ref> Em seu lugar, assumiu [[Eli Gonçalves da Silva]], a Chininha, neta de [[Saturnino Gonçalves]], então vice-presidente. Com muitos problemas no dia do desfile, a Estação Primeira terminou na décima colocação, sendo um dos quatro piores resultados de sua história. O ex-presidente da agremiação, Elmo José dos Santos, lamentou profundamente os acontecimentos e o resultado final.<ref>{{citar web |url=http://oglobo.globo.com/carnaval2008/rio/mat/2008/02/13/_coracao_do_mangueirense_esta_sangrando_diz_elmo_jose_dos_santos_ex-presidente_da_mangueira-425623959.asp|titulo="Coração do Mangueirense está sangrando", diz Elmo José dos Santos, ex-presidente da Mangueira |acessodata=08/05/2010 |autor=[[O Globo]]}} </ref>
 
No dia [[14 de junho]] de [[2008]], a escola perde um de seus maiores ícones: [[José Bispo Clementino dos Santos|Jamelão]], vítima de [[falência múltipla dos órgãos]]. Sua morte causou grande comoção no meio do samba. Para muitos, a perda do intérprete deixou uma lacuna enorme não só na escola, como também para todo o samba. <ref>{{citar web |url=http://musica.terra.com.br/interna/0,,OI2950556-EI1267,00-Corpo+de+Jamelao+e+enterrado+ao+som+da+bateria+da+Mangueira.html |titulo=Corpo de Jamelão é enterrado ao som da bateria da Mangueira |acessodata=08/05/2010 |autor=Terra - Música }} </ref> <ref>{{citar web |url=http://mais.uol.com.br/view/1575mnadmj5c/aplausos-e-samba-marcam-enterro-de-jamelao-no-rio-040262E0B92307?types=A& |titulo=Aplausos e samba marcam enterro de Jamelão no Rio|acessodata=08/05/2010 |autor=UOL }}</ref> <ref>{{citar web |url=http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/06/15/jamelao_despedida_digna_de_bamba-546811030.asp |titulo=Jamelão, despedida digna de bamba |acessodata=08/05/2010 |autor=[[O Globo]]}} </ref>
 
Para 2009, após oito anos, o carnavalesco [[Max Lopes]] deixou a escola, que contratou o [[Roberto Szaniecki]] para seu lugar. O enredo escolhido foi uma homenagem ao povo brasileiro, baseando-se no livro "''O Povo Brasileiro, Formação e Sentido do Brasil''", do professor, antropólogo e político [[Darcy Ribeiro]]. Novamente com muitos problemas no início de 2009, a preparação das fantasias e alegorias atrasou e até semanas antes do Carnaval, quase nada havia sido feito. Torcedores assumiram o barracão da agremiação, trabalhando em regime de [[mutirão]], para colocar o carnaval na avenida. Por fim, a sexta colocação foi vista com um misto de surpresa e alívio, pois muitos chegaram a temer o rebaixamento.
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== Desfiles ==
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!bgcolor=#339933 align="center"|<font color="ff99ff">1932</font>
|bgcolor=#339933 align="center"|<font color="ff99ff">'''Campeã'''<ref name="Academia do Samba 1932">{{citar web |url=http://www.academiadosamba.com.br/memoriasamba/desfiles/1932.htm |titulo=1932 |acessodata=08/05/2010 |autor=Portal Academia do Samba}}</ref>
|bgcolor=#339933 align="center"|<font color="ff99ff">único
|bgcolor=#339933 align="center"|<font color="ff99ff">''Sorrindo'' e ''Na floresta''</font>
|-
!bgcolor=#339933 align="center"|<font color="ff99ff">1934</font>
|bgcolor=#339933 align="center"|<font color="ff99ff"> '''Campeã''' <ref name="Academia do Samba 19341939">{{citar web |url=http://www.academiadosamba.com.br/memoriasamba/desfiles/1934.htm |titulo=1934 |acessodata=08/05/2010 |autor=Portal Academia do Samba}}</ref>
|bgcolor=#339933 align="center"|<font color="ff99ff">único
|bgcolor=#339933 align="center"|<font color="ff99ff">''República da Orgia''<ref name="Sérgio Cabral"/></font>
|-
!bgcolor=#339933 align="center"|<font color="ff99ff">1939</font>
|bgcolor=#ff99ff align="center"|<font color="339933"> '''Vice-Campeã''' <ref name="Academia do Samba 1939">{{citar web |url=http://www.academiadosamba.com.br/memoriasamba/desfiles/1934.htm |titulo=1934 |acessodata=08/05/2010 |autor=Portal Academia do Samba}}</ref>
|bgcolor=#ff99ff align="center"|<font color="339933">único
|bgcolor=#ff99ff align="center"|<font color="339933">O Jardim</font>'''
 
== {{Bibliografia}} ==
* Nélson da Nóbrega Fernandes. ''Escolas de Samba: Sujeitos Celebrantes e Objetos Celebrados''. Rio de Janeiro: Coleção Memória Carioca, vol. 3, 2001. [http://www.rio.rj.gov.br/arquivo/anexo/samba.pdf]
* [http://www.mangueira.com.br/site/downloads/estatuto-mangueira.pdf Estatuto da escola]
 
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