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Assim, criaram-se títulos negociáveis cujo lastro eram esses créditos "podres". Foi a venda e compra, em enormes quantidades, desses títulos lastreados em hipotecas ''subprime'' o que provocou o alastramento da crise, de origem estadunidense, para os principais bancos do mundo.
 
Por uma razão que se desconhece (embora possa estar ligada a um lobby ou pressão de congressistas americanos aos banqueiros e igualmente interessados nos lucros do subprime), e que hoje, após o estouro, ainda deixa pasmos muitos analistas, tais papéis, lastreados em quase nada, obtiveram o [[aval]] das agências internacionais de classificação [[risco]] - de renome até então inquestionável -, que deram a eles a sua chancela máxima - AAA - normalmente dada a títulos tão sólidos quanto os do [[Tesouro dos EUA]], tornando-os muito mais confiáveis do que os [[bônus do governo brasileiro]], por exemplo. Com essa benevolente classificação de risco, tanto os investidores, como os fundos de investimento e os bancos passaram a disputar a aquisição desses títulos, no mundo todo, e esses títulos passaram a servir como garantia para a tomada de novos empréstimos bilionários, [[alavancagem|alavancados]] na base de 20 para 1.
 
A partir do [[18 de Julho]] de [[2007]], a crise do crédito hipotecário provocou uma [[crise de confiança]] geral no [[sistema financeiro]] e falta de [[liquidez]] bancária, ou seja, falta de dinheiro disponível para saque imediato pelos correntistas dos bancos.
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