Diferenças entre edições de "Otto Maria Carpeaux"

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== Vida ==
'''OttoFilho Mariaúnico<ref Carpeaux''' (Otto Karpfen, de nascimento), filhoname="ventura"/> de pai [[judeu]] e mãe [[católica]], nasceu em [[Viena]] ([[Áustria]]), em [[9 de Março]] de [[1900]], onde cursou o ginasial. Ingressou na faculdade de [[direito]] por sugestão familiar, abandonando-a um ano depois. Estudou [[filosofia]] (doutorou-se em [[1925]]), [[matemática]] (em [[Leipzig]]), [[sociologia]] (em [[Paris]]), [[literatura comparada]] (em [[Nápoles]]) e [[política]] (em [[Berlim]]); além de dedicar-se à [[música]].
 
Estudou no Instituto de Química da Universidade de Viena entre os anos 1920 e 1925, mas nunca exerceu a profissão.<ref name="ventura">Ventura, Mauro Souza (29 de novembro de 2011). ''[http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_juventude_comum_trajetorias_opostas Juventude comum, trajetórias opostas]'', acesso em 1º de dezembro de 2011</ref>
Em [[1930]] casou-se com Helena Carpeaux.
 
Na década de 20, frequentava os círculos literários de Viena e conferências públicas de [[Karl Kraus]].<ref name="ventura"/>
Dedica-se intensamente à [[literatura]] e ao jornalismo político. Converte-se à [[religião católica]] e acrescentou ''Maria'' e ''Fidelis'' ao seu nome, este último por pouco tempo. Torna-se homem de confiança de dois primeiros-ministros em Viena, [[Engelbert Dollfuss]] e [[Kurt Schuschnigg]], respectivamente os últimos primeiro-ministros antes da Aústria ser incorporada ao [[Reich]] alemão. Com a queda deste último, foi obrigado a seguir para o exílio. Em princípios de [[1938]] foge com a mulher para [[Antuérpia]] ([[Bélgica]]), onde ainda trabalha como [[jornalista]] na ''Gaset van Antwerpen'', maior jornal belga de língua holandesa.
 
Estudou [[filosofia]] (doutorou-se em [[1925]]), [[matemática]] (em [[Leipzig]]), [[sociologia]] (em [[Paris]]), [[literatura comparada]] (em [[Nápoles]]) e [[política]] (em [[Berlim]]); além de dedicar-se à [[música]].
 
Em março de [[1930]] casou com Helena Carpeaux que o acompanhou por toda a vida.<ref name="ventura"/>
 
Dedicou-se intensamente à [[literatura]] e ao jornalismo político, carreiras que deixou em Viena com passagens como redator da revista semanal ''Berichte zur kultur und Zeitgeschichte'' articulistas do jornal ''Neue Freie Presse''.<ref name="ventura"/>
 
Abandonou o Judaísmo em [[1933]]<ref name="ventura"/>, converteu-se à [[religião católica]] e acrescentou ''Maria'' e ''Fidelis'' ao seu nome, este último por pouco tempo.
 
Dedica-se intensamente à [[literatura]] e ao jornalismo político. Converte-se à [[religião católica]] e acrescentou ''Maria'' e ''Fidelis'' ao seu nome, este último por pouco tempo. TornaTornou-se homem de confiança de dois primeiros-ministros em Viena, [[Engelbert Dollfuss]] e [[Kurt Schuschnigg]], respectivamente os últimos primeiro-ministros antes da Aústria ser incorporada ao [[Reich]] alemão. Com a queda deste último, foi obrigado a seguir para o exílio. Em princípios de [[1938]] foge com a mulher para [[Antuérpia]] ([[Bélgica]]), onde ainda trabalha como [[jornalista]] na ''Gaset van Antwerpen'', maior jornal belga de língua holandesa.
 
Em princípios de [[1938]], foge com a mulher para [[Antuérpia]] ([[Bélgica]]), onde ainda trabalha como [[jornalista]] na ''Gaset van Antwerpen'', maior jornal belga de língua holandesa.
 
=== No Brasil ===
Ao desembarcar, nada conhecia da [[literatura brasileira]], nada sabia do idioma e não tinha conhecidos. Na condição de imigrante, foi enviado para uma fazenda no [[Paraná]], designado para o trabalho no campo.
 
O cosmopolita e erudito Carpeaux ruma para [[São Paulo]]. Incialmente passa dificuldades; sem trabalho, sobrevive à custa de desfeitas de seus próprios pertences, inclusive livros e obras de arte. Poliglota, o homem que já sabia [[Língua inglesa|inglês]], [[Língua francesa|francês]], [[Língua italiana|italiano]], [[Língua alemã|alemão]], [[Língua espanhola|espanhol]], [[Língua flamenga|flamengo]], [[Língua catalã|catalão]], [[Língua galega|galego]], [[Língua provençal|provençal]], [[latim]] e [[servo-croata]], sem dificuldades, em um ano aprendeaprendeu e dominadominou o [[Língua portuguesa|português]].
 
Em [[1940]], tentatentou ingressar no jornalismo nacional, mas não consegue. É então que escreve uma carta a [[Álvaro Lins]] a respeito de um artigo sobre [[Eça de Queiroz]]. A resposta veio em forma de um convite, em [[1941]], para escrever um artigo literário para o [[Correio da Manhã (Brasil)|Correio da Manhã]], do [[Rio de Janeiro (cidade)|Rio de Janeiro]]. Seu artigo é publicado e assim ganhou um emprego. Iniciava uma publicação regular. Até [[1942]], Carpeaux escrevia os artigos em francês, que eram publicados em tradução.
 
Mostrando sua grande inteligência e erudição, divulgou autores estrangeiros pouco ou mal conhecidos entre nós e tornou-se um grande crítico literário. Nesse mesmo ano de 1942, Otto Maria Carpeaux naturalizou-se brasileiro. Ainda nesse ano, publica o livro de ensaios ''Cinzas do Purgatório''.
De 1944 a [[1949]] foi diretor da Biblioteca da [[Fundação Getúlio Vargas]]. Em [[1947]] publica sua monumental ''História da Literatura Ocidental'' - o mais importante livro do gênero em língua portuguesa. Em [[1950]], torna-se redator-editor do [[Correio da Manhã (Brasil)|Correio da Manhã]]. Em [[1951]], publica ''Pequena Bibliografia Crítica da Literatura Brasileira'', obra singular na literatura nacional - reunindo, em ordem cronológica, mais de 170 autores de acordo às suas correntes, da literatura colonial até nossos dias. Sua produção crítica literária é intensa, escrevendo em jornais semanalmente.
 
Em [[1953]], publicapublicou ''Respostas e Perguntas'' e ''Retratos e Leituras''. Em [[1958]], publicapublicou ''Presenças'', e em [[1960]], ''Livros na Mesa''.
 
Carpeaux foi forte opositor do [[Golpe Militar]], em [[1964]], redigindo artigos acerca da retrógrada autoridade da então nova ordem militar, participando de debates e eventos políticos.
 
Em [[3 de fevereiro]] de [[1978]], morremorreu no Rio de Janeiro, de ataque cardíaco.
 
=== Perfil de Carpeaux ===
[[José Roberto Teixeira Leite]], outro homem de vasta erudição, que conheceu Carpeaux quando vivia no Rio de Janeiro, em livro recente<ref> ob. cit. p 57 </ref>, descreve a figura do sábio austríaco: ''Carpeaux foi um dos homens mais feios que conheci ... sua aparência neandarthalesca, todo mandímbulas e [[sobrancelha]]s, fazia a delícia dos caricaturistas: parecia, sem tirar nem por, um troglodita, mas troglodita de ler [[Homero]] e [[Virgílio]] no original, de se deliciar com [[Bach]] e [[Beethoven]] e de diferenciar entre [[Rubens]] e [[Van Dyck]]''. E acrescenta que Carpeaux era totalmente gago o que o afastou da cátedra e das universidades para confiná-lo em bibliotecas, gabinetes e redações.
 
== ObraObras ==
=== Obras publicadasPublicadas no Brasil ===
* 1942 - '''''Cinza do Purgatório'''''
* 1943 - '''''Origens e Afins'''''
* 1947 - '''''História da Literatura Ocidental''' (8 volumes)''
* 1951 - '''''Pequena Bibliografia Crítica da Literatura Brasileira'''''
* 1953 - '''''Perguntas e Respostas'''''
* 1953 - '''''Retratos e Leituras'''''
* 1958 - '''''Presenças'''''
* 1958 - '''''Uma Nova História da Música'''''
* 1960 - '''''Livros na Mesa'''''
* 1964 - '''''A Literatura Alemã'''''
* 1965 - '''''A Batalha na América Latina'''''
* 1965 - '''''O Brasil no Espelho do Mundo'''''
* 1968 - '''''As Revoltas Modernistas na Literatura'''''
* 1968 - '''''25 Anos de Literatura'''''
* 1971 - '''''Hemingway: Tempo, Vida e Obra'''''
* 1978 - '''''Alceu Amoroso Lima''''' (biografia)
* 1992 - '''''Sobre Letras e Artes'''''
* 2005 - '''''Ensaios Reunidos 1942-1978''''' (Vol.1) ''De A Cinza do Purgatório até Livros na Mesa''
* 2005 - '''''Ensaios Reunidos 1946-1971''''' (Vol.2)
 
==Bibliografia==
== Sobre Otto Maria Carpeaux ==
* VENTURA, Mauro de Souza. ''De Karpfen a Carpeaux''. Rio de Janeiro: Topbooks, 2002.
* LEITE, José Roberto Teixeira. ''Di Cavalcanti e outros perfís''. São Paulo: Edifieo, 2009.
* MENEZES, Raimundo de. ''Dicionário literário brasileiro''. Rio de Janeiro: LTC, 1978.
 
== Referências ==
{{referências}}
 
== {{Ligações externas}} ==
* {{Link||2=http://www.digestivocultural.com/ensaios/ensaio.asp?codigo=26 |3=O Melhor Presente que a Áustria nos Deu |4=(Digestivo Cultural)}}
* {{Link||2=http://www.olavodecarvalho.org/convidados/farejador.htm |3=Carpeaux, o Digno Farejador do Universo |4=(texto de Antonio Fernando Borges)}}
 
{{Biografias}}
 
{{biografia}}
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