Diferenças entre edições de "Problemas sociais do Brasil"

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Ajustes/Situação da Adolescência Brasileira 2011
(Subseções/Reordenação textual/Pesquisa Contas Regionais do Brasil 2005-2009)
(Ajustes/Situação da Adolescência Brasileira 2011)
O Censo 2010 do IBGE, contudo, apontou uma taxa de 9,6% em 2010 entre a população a partir de 15 anos, taxa equivalente a 28% nos municípios com até 50 mil habitantes da região Nordeste.<ref name="censo2010"/>
 
Pesquisa do Unicef com dados relativos a 2005 a 2009 e divulgada em 2011 mostra que 14,8% dos adolescentes com idade de 15 a 17 anos de idade estavam fora da escola.<ref>Unicef Brasil (30 de novembro de 2011). ''[http://www.unicef.org/brazil/pt/media_22244.htm UNICEF lança relatório Situação da Adolescência Brasileira]'', acesso em 6 de dezembro de 2011</ref>
A educação incipiente e a falta de investimentos em oportunidades profissionais expõem os adolescentes pobres do país - que respondem por 38% do total -<ref name="cadbrasil"/> a problemas como criminalidade e prostituição.
 
Dados de pesquisa do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do
Adolescente (Conanda) em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos identificaram cerca de 24 mil crianças em ''situação de rua'', sendo 45,13% delas com idade de 12 a 15 anos.<ref>Portal dos Direitos da Criança e do Adolescente (18 de março de 2011). ''[http://www.direitosdacrianca.org.br/pesquisa-do-conanda-revela-as-condicoes-de-vida-de-criancas-e-adolescentes-em-situacao-de-rua/?searchterm=pesquisa%20condi%C3%A7%C3%B5es%20rua Pesquisa do CONANDA aborda crianças em situação de rua]'', acesso em 6 de dezembro de 2011</ref>
 
Educação incipiente, falta de investimentos em oportunidades profissionais em substituição ao trabalho "perigoso, insalubre, pouco ou nada remunerado" ou empenho insatisfatório em políticas de promoção do lazer e convivências comunitária e familiar<ref name="relatoriounicef">Fundo das Nações Unidas para a Infância (2011). ''[http://www.unicef.org/brazil/pt/br_sabrep11.pdf O direito de ser adolescente - Oportunidade para reduzir vulnerabilidades e superar desigualdades]'', Brasília, UNICEF, 2011, acesso em 6 de dezembro de 2011</ref> expõem os adolescentes pobres do país - que respondem por 38% do total -<ref name="cadbrasil"/> a problemas como criminalidade e prostituição.<ref name="relatoriounicef"/>
 
== Prostituição ==
{{Artigo principal|[[Prostituição no Brasil]]}}
 
O relatórioRelatório de [[2010]] do [[Departamento de Estado dos Estados Unidos]] cita o Brasil como "fonte de homens, mulheres, meninos e meninas para prostituição forçada no país e no exterior".<ref name="departmentstate"/> O levantamento inclui o trabalho forçado relacionado ao tráfico de mulheres feito por organizações criminosas de [[Goiás]] de onde partem meninas e mulheres para países como [[Espanha]], [[Itália]], [[Reino Unido]], [[Portugal]], [[Suíça]], [[França]], [[Estados Unidos]] e [[Japão]]. Também há indícios de formação de redes de prostituição forçada de brasileiras em países vizinhos como [[Suriname]], [[Guiana Francesa]], [[Venezuela]] e [[Paraguai]].<ref name="departmentstate">U.S. Departmet of State. (14 de junho de 2010). [http://www.state.gov/g/tip/rls/tiprpt/2010/142759.htm ''Trafic in Persons 2010 Country Narratives''], acesso em 15 de junho de 2010</ref>
 
Na [[Espanha]] e [[Rússia]] organizações criminosas estão montadas para alojar o tráfico sexual forçado de brasileiras.<ref name="departmentstate"/>
 
O [[turismo sexual]] de crianças no Brasil é alimentado por turistas [[Estados Unidos|norte-americanos]] e [[Europa|europeus]],<ref name="departmentstate" /> que, conforme o documentário ''Our World: Brazil's Child Prostitutes'' produzido pela [[BBC]], desembarcam em busca de sexo barato em um cenário marcado pelo sexo forçado de 250 mil crianças.<ref>BBC World News. (julho de 2010). [http://www.bbcworldnews.com/Pages/ProgrammeFeature.aspx?id=106&FeatureId=1303 ''Brazil's Child Prostitutes''], acesso em 30 de julho de 2010</ref> O problema é mais perceptível em capitais nordestinas, como [[Recife]].<ref>BBC Brasil. (30 de julho de 2010). [http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/07/100730_brasil_pedofilia_rc.shtml ''Turismo sexual estimula prostituição infantil no Brasil''], acesso em 30 de julho de 2010</ref>
 
== Gravidez na adolescência ==
 
O número de lares chefiados por crianças e adolescentes de 10 a 19 anos mais que
dobrou de 2000 a 2010, mesmo com a redução da desigualdade de renda no país, sendo 113 mil deles por meninos e meninas de 10 a 14 anos e outros 661 mil pelos de 15 a 19 anos.<ref name="relatoriounicef"/>
 
No Brasil, as relações sexuais antes dos 15 anos são qualificadas, do ponto de vista jurídico, como abuso.<ref name="cadbrasil"/> Assim, a gravidez de meninas de 10 a 14 anos é uma violação de direitos.<ref name="cadbrasil">[[Unicef]]. (25 de fevereiro de 2011). [http://www.unicef.org/brazil/pt/br_cadernoBR_SOWCR11%283%29.pdf ''UNICEF Situação Mundial da Infância 2011 – Adolescência: Uma fase de oportunidades - Caderno Brasil''], acesso em 25 de fevereiro de 2011</ref>
 
Uma pesquisa do Unicef, divulgada em [[2011]], aponta mais vulnerabilidade das meninas brasileiras a abusos sexuais em relação aos meninos, pois elas têm relações sexuais mais cedo e usam menos métodos contraceptivos, expondo-as à
gravidez indesejada, mortalidade e outros riscos como Aids/DST.<ref name="cadbrasil"/> A mesma pesquisa aponta que, embora haja diminuição na taxa de fecundidade, a [[gravidez na adolescência]] é um fenômeno permanente no Brasil, tendo inclusive aumentado nos anos para a faixa etária de 10 a 14 anos. De acordo com o Unicef, em [[1998]], foram registrados 27.237 nascimentos de mães de 10 a 14 anos.<ref name="cadbrasil"/> Em [[2004]], o total foi de 26.276 e, em [[2008]], de 28.479.<ref name="cadbrasil"/>
 
== Mortalidade infantil ==
A taxa de [[mortalidade infantil]] é de 19 por mil nascidos vivos, maior que as verificadas em países como [[Argentina]] (14/1.000) e [[Costa Rica]] (11/1.000) que possuem [[PIB per capita]] similares.<ref>Ferraz, Otavio Luiz Mota. (9 de outubro de 2008). ''Saúde, pobreza e desigualdade''. ''[[Folha de S.Paulo]]'', acesso em 21 de março de 2010</ref>
 
As desigualdades regionais também são expressas por meio deste indicador, já que a média do Nordeste ainda é superior a 30 por mil e a do Sudeste está nas imediações dos 15 por mil.<ref>Schwartsman, Hélio. (30 de julho de 2010). ''Após 20 anos de queda, país tende a diminuir mortes com menos rapidez''. ''Folha de S.Paulo'', Caderno ''Cotidiano''</ref>
 
O [[IBGE]] detectou em 2009 uma queda de 30% na mortalidade infantil em relação à última década, passando de 33,24% em [[1998]] para 23,3% em [[2008]], embora a realidade esteja ainda bem distante dos índices apresentados por países como [[Japão]], [[Suécia]] e [[Noruega]].<ref name="evm">[[Reuters]]/''[[O Estado de S.Paulo]]''. (1 de dezembro de 2009). [http://www.estadao.com.br/noticias/geral,esperanca-de-vida-do-brasileiro-se-aproxima-dos-73-anos,474886,0.htm ''Esperança de vida do brasileiro se aproxima dos 73 anos''], acesso em 8 de abril de 2010</ref>
 
Segundo dados de [[2008]] do Ministério da Saúde, 70% das mortes de recém-nascidos ocorrem por causas evitáveis, como melhoria qualidade das consultas de pré-natal e da assistência ao parto,<ref name="collucci">Collucci, Claudia. (30 de julho de 2010). ''Redução de mortes de bebês de até 1 mês é mais lenta''. ''[[Folha de S.Paulo]]''</ref> com médias maiores na Amazônia legal e Nordeste.<ref>''Folha de S.Paulo''. (30 de julho de 2010). ''Diferença regional é barreira, diz governo''. Caderno ''Cotidiano''</ref> Nesse contexto, o percentual de recém-nascidos na mortalidade infantil passou de 49% para 68% de [[1990]] a [[2008]].<ref name="collucci"/>
 
A morte de crianças por diarreia, considerada durante muito tempo a segunda causa da mortalidade infantil, teve uma queda de 93,9% de [[1980]] a [[2005]], e passou a ser quarta causa da mortalidade. Apesar das reduções, o país ainda tem mortes significativas por causas como [[sarampo]], [[desnutrição]], [[anemia]]s nutricionais, infecções respiratórias agudas (como [[pneumonia]]) e afecções perinatais.<ref>''[[O Estado de S.Paulo]]''. (19 de novembro de 2009). [http://www.estadao.com.br/noticias/geral,mortes-de-criancas-por-diarreia-caem-939-em-25-anos,469074,0.htm ''Mortes de crianças por diarreia caem 93,9% em 25 anos''], acesso em 8 de abril de 2010</ref>
 
A mortalidade infantil está intimimamente ligada aos cuidados com as gestantes.<ref name="collucci"/> Complicações de saúde como [[hipertensão]] e [[diabetes]] não recebem a devida atenção, pois, de [[1980]] a [[2008]], o risco na mortalidade fetal ou neonatal aumentou em 28%.<ref name="collucci"/>
 
== Expectativa de vida ==
A [[expectativa de vida]] do brasileiro tem aumentado nas últimas décadas. Segundo dados de 2009 do [[IBGE]], a esperança de vida dos brasileiros é de 72 anos e 10 meses, índice distante ainda de países como [[Japão]], [[Suíça]], [[Islândia]], [[Austrália]], [[França]] e [[Itália]], onde a vida média é superior a 81 anos.<ref name="evm"/>
 
O acesso ao atendimento médico repercute na expectativa de vida, motivo que também mostra diferenças desse indicador nos dados regionais. Na região Sudeste, que em [[2010]] concentrava 42% da população do país, também estão 55% dos médicos do País, o que dá uma média de 439 habitantes por profissional, sendo mil pessoas por médico a recomendação da [[OMS]]. Já a região Norte tem 1.130 habitantes por cada profissional. A quantidade de médicos no Brasil, segundo levantamento feito pelo Conselho Federal de Medicina, mostra que não há problemas em relação à oferta em atividade desses profissionais e, sim, uma desigualdade na distribuição.<ref>Formenti, Lígia (8 de abril de 2010). ''Número de médicos em atividade no Brasil cresce 27% em 9 anos''. Caderno ''Vida''. ''[[O Estado de S.Paulo]]''</ref>
 
Outro fator que diminui a expectativa de vida são mortes provocadas por acidentes de transporte.<ref name=deseust/> Os maiores valores, segundo dados do [[IBGE]] relativos a [[2007]], são observados nas regiões Centro-Oeste (44,8/100 mil habitantes) e Sul (43,2/100 mil hab.) - valores superiores à média brasileira (20,3/100 mil hab.), mantendo o mesmo padrão de [[2004]].<ref name=deseust/>
 
A promulgação do último Código de Trânsito, em [[1997]], resultou na queda de acidentes de trânsito entre 1997 e [[2000]], mas, desde então, os números voltaram a subir substancialmente até 2004 com o retorno ao nível anterior ao Código.<ref name="Waiselfisz"/> Em [[2008]], levaram o Brasil à 10ª posição entre os 100 países do mundo analisados e à 14ª em relação às vítimas jovens.<ref name="Waiselfisz"/>
 
Outro fator que influencia na expectativa de vida é a qualidade da dieta alimentar da população, visto que os alimentos de alto teor energético e baixo teor de nutrientes, como os alimentos industrializados (biscoitos recheados, salgadinhos, doces etc.), fazem parte do hábito alimentar do brasileiro, cujas consequências são [[obesidade]] e muitas [[doenças crônicas]] não transmissíveis.<ref name="pofconsumoalimentar">Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009 - Análise do Consumo Alimentar Pessoal no Brasil/IBGE (28 de julho de 2011). [http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/pof/2008_2009_analise_consumo/pofanalise_2008_2009.pdf ''Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009''], acesso em 29 de julho de 2011</ref>O refrigerante, por exemplo, é rico em açúcar e está entre os cinco produtos mais consumidos pelos brasileiros.<ref name="pofconsumoalimentar"/> Mais de 80% dos brasileiros excedem o nível seguro de ingestão diária de sódio.<ref name="pofconsumoalimentar"/> Pesquisa do IBGE divulgada em julho de 2011 também aponta que o brasileiro consome menos frutas, verduras, legumes, leite e alimentos com fibras do que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde.<ref name="pofconsumoalimentar"/>
 
== Política ==
 
Em [[Brasnorte]], estado do [[Mato Grosso]] e a quase 600 quilômetros de [[Cuiabá]], não há rede de esgoto, o que obriga a abertura de fossas nos quintais das residências.<ref name="godoy"/>
 
== Gravidez na adolescência ==
No Brasil, as relações sexuais antes dos 15 anos são qualificadas, do ponto de vista jurídico, como abuso.<ref name="cadbrasil"/> Assim, a gravidez de meninas de 10 a 14 anos é uma violação de direitos.<ref name="cadbrasil">[[Unicef]]. (25 de fevereiro de 2011). [http://www.unicef.org/brazil/pt/br_cadernoBR_SOWCR11%283%29.pdf ''UNICEF Situação Mundial da Infância 2011 – Adolescência: Uma fase de oportunidades - Caderno Brasil''], acesso em 25 de fevereiro de 2011</ref>
 
Uma pesquisa do Unicef, divulgada em [[2011]], aponta mais vulnerabilidade das meninas brasileiras a abusos sexuais em relação aos meninos, pois elas têm relações sexuais mais cedo e usam menos métodos contraceptivos, expondo-as à
gravidez indesejada, mortalidade e outros riscos como Aids/DST.<ref name="cadbrasil"/> A mesma pesquisa aponta que, embora haja diminuição na taxa de fecundidade, a [[gravidez na adolescência]] é um fenômeno permanente no Brasil, tendo inclusive aumentado nos anos para a faixa etária de 10 a 14 anos. De acordo com o Unicef, em [[1998]], foram registrados 27.237 nascimentos de mães de 10 a 14 anos.<ref name="cadbrasil"/> Em [[2004]], o total foi de 26.276 e, em [[2008]], de 28.479.<ref name="cadbrasil"/>
 
== Mortalidade infantil ==
A taxa de [[mortalidade infantil]] é de 19 por mil nascidos vivos, maior que as verificadas em países como [[Argentina]] (14/1.000) e [[Costa Rica]] (11/1.000) que possuem [[PIB per capita]] similares.<ref>Ferraz, Otavio Luiz Mota. (9 de outubro de 2008). ''Saúde, pobreza e desigualdade''. ''[[Folha de S.Paulo]]'', acesso em 21 de março de 2010</ref>
 
As desigualdades regionais também são expressas por meio deste indicador, já que a média do Nordeste ainda é superior a 30 por mil e a do Sudeste está nas imediações dos 15 por mil.<ref>Schwartsman, Hélio. (30 de julho de 2010). ''Após 20 anos de queda, país tende a diminuir mortes com menos rapidez''. ''Folha de S.Paulo'', Caderno ''Cotidiano''</ref>
 
O [[IBGE]] detectou em 2009 uma queda de 30% na mortalidade infantil em relação à última década, passando de 33,24% em [[1998]] para 23,3% em [[2008]], embora a realidade esteja ainda bem distante dos índices apresentados por países como [[Japão]], [[Suécia]] e [[Noruega]].<ref name="evm">[[Reuters]]/''[[O Estado de S.Paulo]]''. (1 de dezembro de 2009). [http://www.estadao.com.br/noticias/geral,esperanca-de-vida-do-brasileiro-se-aproxima-dos-73-anos,474886,0.htm ''Esperança de vida do brasileiro se aproxima dos 73 anos''], acesso em 8 de abril de 2010</ref>
 
Segundo dados de [[2008]] do Ministério da Saúde, 70% das mortes de recém-nascidos ocorrem por causas evitáveis, como melhoria qualidade das consultas de pré-natal e da assistência ao parto,<ref name="collucci">Collucci, Claudia. (30 de julho de 2010). ''Redução de mortes de bebês de até 1 mês é mais lenta''. ''[[Folha de S.Paulo]]''</ref> com médias maiores na Amazônia legal e Nordeste.<ref>''Folha de S.Paulo''. (30 de julho de 2010). ''Diferença regional é barreira, diz governo''. Caderno ''Cotidiano''</ref> Nesse contexto, o percentual de recém-nascidos na mortalidade infantil passou de 49% para 68% de [[1990]] a [[2008]].<ref name="collucci"/>
 
A morte de crianças por diarreia, considerada durante muito tempo a segunda causa da mortalidade infantil, teve uma queda de 93,9% de [[1980]] a [[2005]], e passou a ser quarta causa da mortalidade. Apesar das reduções, o país ainda tem mortes significativas por causas como [[sarampo]], [[desnutrição]], [[anemia]]s nutricionais, infecções respiratórias agudas (como [[pneumonia]]) e afecções perinatais.<ref>''[[O Estado de S.Paulo]]''. (19 de novembro de 2009). [http://www.estadao.com.br/noticias/geral,mortes-de-criancas-por-diarreia-caem-939-em-25-anos,469074,0.htm ''Mortes de crianças por diarreia caem 93,9% em 25 anos''], acesso em 8 de abril de 2010</ref>
 
A mortalidade infantil está intimimamente ligada aos cuidados com as gestantes.<ref name="collucci"/> Complicações de saúde como [[hipertensão]] e [[diabetes]] não recebem a devida atenção, pois, de [[1980]] a [[2008]], o risco na mortalidade fetal ou neonatal aumentou em 28%.<ref name="collucci"/>
 
== Expectativa de vida ==
A [[expectativa de vida]] do brasileiro tem aumentado nas últimas décadas. Segundo dados de 2009 do [[IBGE]], a esperança de vida dos brasileiros é de 72 anos e 10 meses, índice distante ainda de países como [[Japão]], [[Suíça]], [[Islândia]], [[Austrália]], [[França]] e [[Itália]], onde a vida média é superior a 81 anos.<ref name="evm"/>
 
O acesso ao atendimento médico repercute na expectativa de vida, motivo que também mostra diferenças desse indicador nos dados regionais. Na região Sudeste, que em [[2010]] concentrava 42% da população do país, também estão 55% dos médicos do País, o que dá uma média de 439 habitantes por profissional, sendo mil pessoas por médico a recomendação da [[OMS]]. Já a região Norte tem 1.130 habitantes por cada profissional. A quantidade de médicos no Brasil, segundo levantamento feito pelo Conselho Federal de Medicina, mostra que não há problemas em relação à oferta em atividade desses profissionais e, sim, uma desigualdade na distribuição.<ref>Formenti, Lígia (8 de abril de 2010). ''Número de médicos em atividade no Brasil cresce 27% em 9 anos''. Caderno ''Vida''. ''[[O Estado de S.Paulo]]''</ref>
 
Outro fator que diminui a expectativa de vida são mortes provocadas por acidentes de transporte.<ref name=deseust/> Os maiores valores, segundo dados do [[IBGE]] relativos a [[2007]], são observados nas regiões Centro-Oeste (44,8/100 mil habitantes) e Sul (43,2/100 mil hab.) - valores superiores à média brasileira (20,3/100 mil hab.), mantendo o mesmo padrão de [[2004]].<ref name=deseust/>
 
A promulgação do último Código de Trânsito, em [[1997]], resultou na queda de acidentes de trânsito entre 1997 e [[2000]], mas, desde então, os números voltaram a subir substancialmente até 2004 com o retorno ao nível anterior ao Código.<ref name="Waiselfisz"/> Em [[2008]], levaram o Brasil à 10ª posição entre os 100 países do mundo analisados e à 14ª em relação às vítimas jovens.<ref name="Waiselfisz"/>
 
Outro fator que influencia na expectativa de vida é a qualidade da dieta alimentar da população, visto que os alimentos de alto teor energético e baixo teor de nutrientes, como os alimentos industrializados (biscoitos recheados, salgadinhos, doces etc.), fazem parte do hábito alimentar do brasileiro, cujas consequências são [[obesidade]] e muitas [[doenças crônicas]] não transmissíveis.<ref name="pofconsumoalimentar">Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009 - Análise do Consumo Alimentar Pessoal no Brasil/IBGE (28 de julho de 2011). [http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/pof/2008_2009_analise_consumo/pofanalise_2008_2009.pdf ''Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009''], acesso em 29 de julho de 2011</ref>O refrigerante, por exemplo, é rico em açúcar e está entre os cinco produtos mais consumidos pelos brasileiros.<ref name="pofconsumoalimentar"/> Mais de 80% dos brasileiros excedem o nível seguro de ingestão diária de sódio.<ref name="pofconsumoalimentar"/> Pesquisa do IBGE divulgada em julho de 2011 também aponta que o brasileiro consome menos frutas, verduras, legumes, leite e alimentos com fibras do que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde.<ref name="pofconsumoalimentar"/>
 
==Tráfico de drogas==
 
=== Por grupos etários ===
 
Ao contrário da maioria dos outros países, os homicídios são no Brasil a primeira causa de mortalidade na adolescência, superando os acidentes de trânsito.<ref name="relatoriounicef"/>
 
Os [[homicídio]]s são a causa de 45% das mortes de jovens de 12 a 18 anos, segundo o Índice de Homicídios na Adolescência (IHA), um estudo feito pelo Programa de Redução da Violência Letal (PRVL) com dados de 2006 do [[Ministério da Saúde]].<ref name="araujo"/> Esse número é contestado, visto que muitas mortes não são comunicadas.<ref name="araujo">Araujo, Tarso. (17 de agosto de 2009). ''Uma geração na mira''. ''[[Folha de S.Paulo]]''</ref>
 
Um relatórioRelatório do [[Unicef]], divulgado em fevereiro de 2011, aponta que, de [[1998]] a [[2008]], 81 mil adolescentes brasileiros, com idade de 15 a 19 anos, foram assassinados.<ref>Unicef. (25 de fevereiro de 2011). [http://www.unicef.org/brazil/pt/media_19830.htm ''UNICEF: investimento na adolescência para romper os ciclos da pobreza e da iniquidade''], acesso em 25 de fevereiro de 2011</ref>
 
Entre [[2005]] e [[2007]], os homicídios representaram 45% das causas de morte dos cidadãos brasileiros com idade de 12 a 18 anos.<ref name="direitoshumanos"/>
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