Abrir menu principal

Alterações

Sem alteração do tamanho, 04h59min de 29 de dezembro de 2011
sem resumo de edição
{{sem-fontes|data=agosto de 2011}}
 
[[Ficheiro:Sangiran 17-02.JPG||thumb|upright|Réplica do crânio do [[Homem de Java]], originalmente descoberto em [[Sangiran]], [[Java Central]].]]
O conhecimento da '''História da Indonésia''' remonta ao princípio da [[Era Cristã]], altura em que se iniciou o relacionamento comercial entre os diferentes reinos do [[arquipélago indonésio]] com a [[China]] e a [[Índia]] - relacionamento esse que abriu as portas às influências [[hinduísta]]s e [[budismo|budistas]]. No entanto, vestígios [[arqueológico]]s indicam a presença humana no arquipélago desde o [[Neolítico]].
 
A '''História da Indonésia''' foi moldada por sua posição geográfica, seus recursos naturais, a série de migrações humanas, contatos, economia e comércio, conquistas e política. A [[Indonésia]] é um país [[arquipélago]] de 17.508 ilhas (6.000 habitadas) que se estende ao longo do [[Linha do Equador|equador]] no [[Sudeste Asiático]]. A posição estratégica do país promoveu o comércio internacional; o comércio, desde então, tem fundamentalmente moldado a história da Indonésia. A área da Indonésia é habitada por povos de várias migrações, criando uma diversidade de [[Cultura da Indonésia|culturas]], [[Grupos étnicos da Indonésia|etnias]] e [[Línguas da Indonésia|idiomas]]. Os acidentes geográficos do arquipélago e o clima, influenciaram significativamente a agricultura e o comércio, assim como a formação dos estados.
==A era dos Estados Islâmicos==
 
== A era dos Estados Islâmicos ==
 
[[Ficheiro:Kota Gede Jogjakarta.jpg|thumb|Entrada do [[mausoléu]] de [[Agung de Mataram|Agung]] de [[sultanato de Mataram|Mataram]], no cemitério real de [[Imogiri]], [[Yogyakarta (cidade)|Yogyakarta]].]]
 
Por volta do [[Século X]], com a chegada de navegadores [[árabes]] provenientes do [[Omã]] e da [[Índia]], o [[islamismo]] chegou ao arquipélago e, com ele, a expansão do [[Ummah Islâmico]].
 
Quando o [[califado]] passou para as mãos dos [[Otomanos]], foi iniciado um grande intercâmbio cultural entre as duas [[partes]] do [[oceano Índico]] e entre o [[Atlântico]] e o distante [[oceano Pacífico]]. Com a derrota dos [[safávidas]] em [[Tabriz]] e a aliança com os [[Moguls]] na Índia, os otomanos abriram as portas para o [[Extremo Oriente]], e as fecharam para o [[Ocidente]].
 
O bloqueio comercial otomano provocou uma incansável busca por um caminho para as terras onde eram produzidas as [[especiarias]]. Os [[Europa|europeus]] ali chegaram em princípios do [[século XVI]]. Em [[1511]], [[Francisco Serrão]] e [[António de Abreu]] chegam às [[Ilhas Molucas]] e, na sua vontade de [[monopólio|monopolizar]] o [[comércio]] das [[especiaria]]s, lutam contra os diversos [[sultanato]]s [[islâmicos]] - luta que encaravam quase que como uma [[cruzada]], já que tais sultanatos eram submetidos economica e culturalmente ao [[califado otomano]], apesar da imensa distância.
{{clr}}
==Período colonial==
Após a morte do [[Califa Solimão I de Constantinopla|Solimão]], quando o [[califado]] é dividido em três partes, o caminho fica livre para a [[Companhia Neerlandesa das Índias Orientais]], que se estabelece na região, sediando o seu domínio em [[Batávia]] (actual [[Jacarta]]).
 
== Período colonial ==
[[Ficheiro:Nicolaas Pieneman - The Submission of Prince Dipo Negoro to General De Kock.jpg|thumb|left|Fim da [[Guerra de Java]] ([[1825]] - [[1830]]): rendição do Príncipe [[Diponegoro]] ao [[Hendrik Merkus de Kock|General De Kock]].]]
 
[[Ficheiro:Nicolaas Pieneman - The Submission of Prince Dipo Negoro to General De Kock.jpg|thumb|leftright|Fim da [[Guerra de Java]] ([[1825]] - [[1830]]): rendição do Príncipe [[Diponegoro]] ao [[Hendrik Merkus de Kock|General De Kock]].]]
 
Começando no [[Século XVI]], as sucessivas ondas de europeus - [[portugueses]], [[espanhóis]], [[holandeses]] e [[britânicos]] - procuraram dominar o comércio de especiarias em suas fontes na [[Índia]] e nas [[Ilhas Molucas]] da Indonésia. Isto significava encontrar um caminho para a [[Ásia]], para recortar os comerciantes muçulmanos que, com sua saída de [[República de Veneza|Veneza]] no [[Mediterrâneo]], monopolizaram as importações de especiarias para a Europa. Com preços astronômicos na época, as especiarias eram altamente cobiçadas, não só para preservar e tornar a carne mal conservada aceitável, mas também como medicamentos e poções mágicas.
 
A chegada dos europeus no Sudeste Asiático é muitas vezes considerada como o divisor de águas em sua história. Outros estudiosos consideram este ponto de vista insustentável, argumentando que a influência européia durante os tempos das primeiras chegadas, nos Séculos XVI e XVII, foi limitada em termos de área e profundidade. Isto é, em parte, devido à Europa não ser a área mais avançada ou dinâmica do mundo no início do [[Século XV]]. Pelo contrário, a força expansionista principal deste tempo foi o [[Islão]]; em [[1453]], por exemplo, os [[turcos otomanos]] conquistaram [[Constantinopla]], enquanto o Islão continuou a se espalhar através da Indonésia e das [[Filipinas]]. A influência européia, particularmente a dos holandeses, não teria o seu maior impacto na Indonésia até os Séculos XVIII e XIX.
 
== Independência ==
 
A [[colonização neerlandesa]], que só se completou no final do [[século XVII]], começou a ser posta em causa a partir de [[1927]], com a formação do Partido Nacionalista Indonésio, liderado por [[Sukarno]].
{{clr}}
==Independência==
Durante a [[Segunda Guerra Mundial]], os Países Baixos foram ocupados pela [[Alemanha]] perderam a sua colónia para os [[japão|japoneses]]. Com o fim da guerra, Sukarno, que tinha cooperado com os japoneses, declarou a [[independência da Indonésia]]. Porém, os [[aliados]] apoiaram as forças neerlandesas na tentativa de recuperar a sua [[colonialismo|colónia]]. A guerra pela independência, denominada [[Revolução Nacional Indonésia]], durou 4 anos e, sob pressão internacional, os Países Baixos foram forçados a reconhecer o novo estado.
 
== A nova ordem ==
 
Nos anos [[década de 1950|50]] e [[década de 1960|60]], a ideologia antiimperialista de Sukarno acabou por tornar a Indonésia crescentemente dependente da [[União Soviética]] e depois, da [[China]]. Sukarno alinhou-se ao [[socialismo]] e entrou em guerra com a [[Malásia]]. Em [[1965]] deu-se uma tentativa de [[golpe de estado]]. O general [[Suharto]], que tinha ajudado a conter o golpe, toma o poder, depois de um grande [[massacre]].
 
== Deposição de Suharto ==
 
Suharto foi reeleito 5 vezes e governou o país com a ajuda dos militares mas, com a crise económica asiática de [[1997]], o país voltou à [[rebelião]], e o presidente foi obrigado a renunciar, entregando o poder ao seu Vice-Presidente, [[B. J. Habibie]]. No entanto, nas eleições de [[1999]], Habibie foi derrotado por [[Megawati Sukarnoputri]], filha de Sukarno. Sukarnoputri nem chegou a ser empossada, tendo sido substituída pelo seu [[partido político]], liderado por [[Abdurrahman Wahid]].
 
Mas a crise de [[História de Timor-Leste|Timor-Leste]] virou as cartas, e Sukarnoputri voltou à presidência em [[2001]]. Em [[2004]], nas primeiras eleições directas, foi eleito o actual presidente, [[Susilo Bambang Yudhoyono]].
 
== 2004: Terremoto e tsunamis ==
 
Ainda em 2004, a [[26 de Dezembro]], uma [[catástrofe]] abalou o país. Nesse dia, registou-se o maior [[terramoto]] dos últimos tempos (8,9 graus da [[escala de Richter]]), com [[epicentro]] ao largo da ilha de [[Samatra]]. O sismo originou [[maremoto]]s e [[tsunami]]s que assolaram a costa de vários países do [[Sudeste Asiático]], como o [[Sri Lanka]] (o mais afectado), seguido da própria Indonésia, Índia, [[Tailândia]], [[Malásia]], [[Maldivas]] e [[Bangladesh]], tendo provocado milhares de mortos e de desalojados.
 
== {{Ver também}} ==
 
{{Commons}}
* [[Portugueses na Indonésia]]
* [[Movimento Aceh Livre]]
 
{{Commons}}
 
{{esboço-históriaid}}
{{Indonésia/Tópicos}}
 
{{História da Ásia}}
 
{{esboço-históriaid}}
 
[[Categoria:História da Indonésia|*]]
1 588

edições