Diferenças entre edições de "Linguagem"

3 020 bytes adicionados ,  01h55min de 5 de janeiro de 2012
sem resumo de edição
O ser humano fala aproximadamente entre 3000 e 6000 línguas. Não existem dados precisos. As [[línguas naturais]] são os exemplos mais marcantes que temos de linguagem. No entanto, ela também pode se basear na observação visual e auditiva, ao invés de [[Estímulo (fisiologia)|estímulos]]. Como exemplos de outros tipos de linguagem, temos as [[Língua de sinais|línguas de sinais]] e a [[Escrita|linguagem escrita]]. Os [[código fonte|códigos]] e os outros tipos de [[língua artificial|sistemas de comunicação construído artificialmente]], tais como aqueles usados ​​para [[programação]] de computadores, também podem ser chamadas de linguagens. A linguagem, nesse sentido, é um sistema de sinais para codificação e decodificação de [[informações]]. A palavra portuguesa deriva do [[francês antigo]] ''langage''<ref>De acordo com o ''Dicionário de Comunicação'': Linguagem (s.f.) é uma forma de expressãodo pensamento entre os homens que opera através de signos vocais (a fala) e eventualmente gráficos (a escrita), que formam uma língua". Ciro Marcondes Filho (org.). Linguagem. In: ''Dicionário de Comunicação''. São Paulo: Paulus, 2009;</ref>. Quando usado como um conceito geral, a palavra "linguagem" refere-se a uma faculdade cognitiva que permite aos seres humanos aprender e usar sistemas de comunicação complexos.
 
A linguagem humana enquanto sistema de [[comunicação]] é fundamentalmente diferente e muito mais complexa do que as formas de comunicação das outras espécies, já que se baseia em um diversificado sistema de regras relativas à símbolos para os seus significados, resultando em um número indefinido de possíveis expressões inovadoras a partir de um finito número de elementos. De acordo com os especialistas, a linguagem pode ter se originado quando os primeiros [[hominídeos]] começaram cooperar, adaptando sistemas anteriores de comunicação baseado em sinais expressivos a fim de incluir a [[teoria deda outras mentes]]mente, compartilhando assim [[intencionalidade]]. Nessa linha, este desenvolvimento pode ter coincidido com o aumento do volume do [[cérebro]], e muitos linguistas vêem as estruturas da linguagem como tendo evoluído a fim de servir a funções comunicativas específicas. A linguagem é processada em vários locais diferentes do [[cérebro humano]], mas especialmente na [[área de Broca]] e na [[Área de Wernicke]]<ref name="SAGAN_EDEN">[[Carl Sagan]]. ''Os dragões do Éden''. Rio de Janeiro: F. Alves, 1997;</ref>. Os seres humanos [[Aquisição da linguagem|adquirem]] a linguagem através da interação social na primeira infância. As crianças geralmente já falam fluentemente quando estão em torno dos três anos de idade<ref>[[Veja]]. [http://veja.abril.com.br/especiais/bebes/p_036.html A explosão da linguagem]. Edição especial: Bebês. São Paulo: Abril, 1998;</ref>.
 
O uso da linguagem tornou-se profundamente enraizado na [[cultura|cultura humana]], além de ser empregada para comunicar e compartilhar [[informação|informações]]. A linguagem também possui vários usos sociais e culturais, como a expressão da da [[identidade]], da [[estratificação social]], na [[Catação|manutenção da unidade em uma comunidade]]e para o [[entretenimento]]. A palavra "linguagem" também pode ser usado para descrever o conjunto de regras que torna isso possível, ou o conjunto de enunciados que podem ser produzir essas regras.
 
Todas as línguas contam com o processo de [[semiose]] que relacionam um [[sinal]] com um determinado [[significado]]. Línguas faladas e línguas de sinais contém um [[Fonologia|sistema fonológico]] que regem a forma como os [[som|sons]] ou os símbolos visuais são articulados a fim de formar as sequencias conhecidas como [[palavras]] ou [[morfemas]]; além de um [[Sintaxe|sistema sintático]] para reger a forma como as palavras e os morfemas são utilizados a fim de formar [[frases]] e enunciados. Línguas escritas usam símbolos visuais para representar os sons das línguas faladas, mas elas ainda necessitam de regras sintáticas que governam a produção de sentido a partir da sequências das palavras. As línguas evoluem e se diversificam ao longo do tempo. Por isso, sendo a língua uma realidade essencialmente variável, não há formas de falar intrinsecamente erradas. A noção de certo e errado tem origem na [[sociedade]], não na estrutura da língua<ref>Bruno Ribeiro. [http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed672_a_nocao_de_erro_na_lingua A noção de erro na língua]. [[Observatório da Imprensa]]. Ano 16 - nº 675, edição 672 (13/12/2011);</ref>.
 
A história de sua evolução pode ser reconstruído a partir de [[Linguística histórica|comparações]] com as línguas modernas, determinando assim quais características as línguas ancestrais devem ter tido para as etapas posteriores terem ocorrido. Um grupo de idiomas que descendem de um ancestral comum é conhecido como [[família linguística]]. As línguas que são mais falada no mundo atualmente pertencem à [[Línguas indo-europeias|família indo-européia]], que inclui línguas como o [[Inglês]], o [[espanhol]], o [[português]], o [[russo]] e o [[hindi]]; as [[línguas sino-tibetanas]], que incluem o [[chinês]], [[mandarim]], [[cantonês]] e muitos outros; as [[línguas semíticas]], que incluem o [[árabe]], o [[amárico]] e o [[hebraico]]; e as [[línguas bantu]], que incluem o [[suaíli]], o [[Zulu]], o [[Shona]] e centenas de outras línguas faladas em todo [[África]].
 
== Generalidades ==
514

edições