Diferenças entre edições de "Evangelho segundo Marcos"

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No momento em que os Evangelhos de [[Evangelho de Lucas|Lucas]] e [[Evangelho de Mateus|Mateus]] foram escritos, Jesus é retratado como sendo o Filho de Deus, desde o momento do [[Nascimento de Jesus|nascimento]]. Finalmente, o [[Evangelho de João]] retrata o Filho como existente desde o "princípio".
 
=== Significado da morte de Jesus ===
O Evangelho de Marcos retrata a [[Crucifixão de Jesus|morte de Jesus]] como um sacrifício expiatório pelo [[pecado]]<ref name="Jesus, Interrupted">[[[Bart D. Ehrman]]. ''Jesus, Interrupted''. HarperCollins: 2009;</ref>. A cortina do Templo, que servia como uma barreira entre a santa presença de divina e o mundo profano, rasga no momento da morte de Jesus - simbolizando o fim da divisão entre o homem e Deus<ref name="Jesus, Interrupted"/>.
 
A única menção explícita do significado da morte de Jesus ocorre em {{Citar bíblia|livro =Marcos|capítulo= 10|verso=45}}, onde [[Jesus]] diz que o ''Filho do Homem não veio para ser servido mas para servir e dar a sua vida em resgate (lutron) de muitos (anti Pollon)''. De acordo com Barnabé Lindars, este versículo refere-se a canção do servo sofredor de [[Livro de Isaías|Isaías]], com ''lutron'' referindo-se à "oferta pelo pecado" ({{Citar bíblia|livro =Isaías|capítulo= 53|verso=10}}) e ''anti Pollon'' ao Servo "carregando o pecado de muitos", em {{Citar bíblia|livro =Isaías|capítulo= 52|verso=12}}<ref>Barnabas Lindars. ''Salvation Proclaimed'', VII: Mark 10:45 – ''A Ransom for Many Expository Times 93'', 1982 (p. 293);</ref>. A palavra grega ''anti'' significa "no lugar de", que indica uma morte substitutiva<ref>George Eldon Ladd. ''Teologia do Novo Testamento''. São Paulo: Hagnos, 2003;</ref>.
 
O autor deste evangelho também fala da morte de Jesus por meio de metáforas como a do noivo que parte em {{Citar bíblia|livro =Marcos|capítulo= 2|verso=20}}, e do herdeiro rejeitado em {{Citar bíblia|livro =Marcos|capítulo= 12|verso=6-8}}. Ele vê Jesus como cumprindo da profecia do [[Antigo Testamento]] ({{Citar bíblia|livro =Marcos|capítulo= 9|verso=12}}, {{Citar bíblia|livro =Marcos|capítulo= 12|verso=10}}, {{Citar bíblia|livro =Marcos|capítulo= 14|verso=21}} e {{Citar bíblia|livro =Marcos|capítulo= 14|verso=27}}).
 
Muitos estudiosos acreditam que Marcos estruturou seu evangelho de forma a enfatizar a morte de Jesus. Alan Culpepper, por exemplo, vê {{Citar bíblia|livro =Marcos|capítulo= 15|verso=1-39}} como o desenvolvimento em três atos, cada um contendo um evento e uma resposta<ref>Alan Culpepper. "The Passion and Resurrection in Mark," Review & Expositor 75, 1978 (p. 584);</ref>. O primeiro evento é o julgamento, seguido pelas zombarias do soldados contra Jesus; o segundo evento é Jesus sendo crucificado, seguido pelos espectadores zombando dele; o terceiro e último evento nesta seqüência é a morte de Jesus, seguida pelo véu do templo sendo rasgado e a confissão do [[centurião]] que afirma: "Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus". Essa estrutura triádica de Marcos enfatiza a importância desta última confissão do centurião romano, o que proporciona um contraste dramático com as duas cenas de escárnio que a precedem. Bauer sugere que "o evangelho de Marcos, ao trazer um clímax com esta confissão cristológica na cruz, indica que Jesus é, em primeiro lugar, o Filho de Deus; E que Jesus é Filho de Deus como aquele que sofre e morre em obediência a Deus"<ref>D. R. Bauer. ''Son of God''. In: Joel Green, Scot McKnight e Howard Marshall (org.). ''Dictionary of Jesus and the Gospels''. Downers Grove: IVP, 1992 (p. 773);</ref>. Joel observa que enquanto os outros evangelistas atenuam, Marcos "enfatiza o sofrimento e a morte de Jesus na cruz". Por isso, ele vê "Marcos como mais fortemente influenciado pela teologia da cruz de Paulo do que os outros evangelhos"<ref>Joel Marcus (200). ''Mark – Interpreter of Paul". New Testament Studies 46 (4): 473–487.</ref>.
 
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