Diferenças entre edições de "Porto Alegre"

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|emancipação ={{Dtlink|11|12|1810|idade}}
|gentílico =[[wikt:porto-alegrense|porto-alegrense]]
|lema ="Leal e ValerosaValorosa Cidade de Porto Alegre"
|padroeiro =[[Nossa Senhora dos Navegantes]]
|prefeito =[[José Fortunati]]
Em 27 de agosto de 1808 a freguesia foi elevada à categoria de [[vila]], verificando-se a instalação a 11 de dezembro de 1810. Em 16 de dezembro de 1812 Porto Alegre tornou-se sede da [[Capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul]], recém criada, e cabeça da [[comarca]] de São Pedro do Rio Grande e Santa Catarina. Em 1814 o novo governador, [[Diogo de Sousa, conde de Rio Pardo|Dom Diogo de Sousa]], obteve a concessão de uma grande sesmaria ao norte, com o fim expresso de estimular a [[agricultura]] local. Com o crescimento de cidades próximas como [[Rio Pardo]] e [[Santo Antônio da Patrulha]], e em vista de sua privilegiada situação geográfica, na confluência das duas maiores rotas de navegação interna - a do [[rio Jacuí]] e a da [[Lagoa dos Patos]] - Porto Alegre começava a se tornar o maior centro comercial da região. A frota permanente que frequentava o porto nesta altura contava com cerca de cem navios, e foi aberta uma [[alfândega]]. Também se iniciavam exportações de [[trigo]] e [[charque]]. Em 1816 se haviam comerciado 400 mil [[alqueire]]s de trigo para [[Lisboa]], e em 1818 se venderam mais de 120 mil [[arroba]]s de charque, produto que logo assumiria a dianteira na economia local.<ref>De Macedo, pp. 77-92</ref>
 
Em 1822 a vila ganhou foro de [[cidade]]. A partir de então chegaram os primeiros [[imigrante]]s [[alemães]], instalando restaurantes, pensões, pequenas manufaturas, olarias, alambiques e diversos estabelecimentos comerciais. Como a situação econômica da Capitania não ia bem, pressionada por pesados impostos e negligenciada pelo governo imperial, em 1835 estalou em Porto Alegre a [[Revolução Farroupilha]]. Tomada em 1836 pelas tropas imperiais, a partir de então a cidade sofreu três longos cercos até o ano de [[1838]]. Foi a resistência a esses cercos que fez [[Pedro II do Brasil|D. Pedro II]] dar à cidade o título de "Mui Leal e ValerosaValorosa". Apesar do inchaço populacional daqueles tempos, a malha urbana só voltou a crescer em 1845, após o fim da revolução e com a derrubada das muralhas que cercavam a cidade.<ref>De Macedo, pp. 92-93; 101-106</ref><ref>Baptista, Maria Teresa Paes Barreto. [http://caioba.pucrs.br/fo/ojs/index.php/graduacao/article/viewFile/4180/3175 ''José Lutzenberger no Rio Grande do Sul: Arquitetura, Ensino, Pintura (1920-1951)'']. Porto Alegre: PUC-RS, 2007. pp. 8-9</ref>
 
No período de 1865 a 1870 a [[Guerra do Paraguai]] transformou a capital gaúcha na cidade mais próxima do teatro de operações. A cidade recebeu dinheiro do governo central, além de serviço [[telégrafo|telegráfico]], novos [[estaleiro]]s, quartéis, melhorias na área portuária. Em 1872 as primeiras linhas de [[bonde]] entraram em circulação. Construiu-se a [[Usina do Gasômetro]] (1874) para geração de energia e implantou-se uma rede de esgotos (1899), enquanto que os bairros da cidade se expandiam.<ref>[http://caioba.pucrs.br/fo/ojs/index.php/graduacao/article/viewFile/4180/3175 Baptista, pp. 9-10]</ref><ref>De Macedo, pp. 111-112; 119-123</ref> Na segunda metade do século enfim a [[cultura]] local pôde receber mais atenção, construindo-se um grande teatro, o [[Theatro São Pedro (Porto Alegre)|Theatro São Pedro]], e surgindo os primeiros literatos, educadores, músicos e pintores locais de expressão, como [[Antônio Vale Caldre Fião]], [[Hilário Ribeiro]], [[Luciana de Abreu]], [[Pedro Weingärtner]], [[Apolinário Porto-Alegre]], [[Joaquim Mendanha]] e [[Carlos von Koseritz]]. Fundou-se a [[Sociedade Parthenon Litterario]], formada pela flor da intelectualidade gaúcha, e em 1875 foi realizado o primeiro salão de artes.<ref>Corte Real, Antônio. ''Subsídios para a História da Música no Rio Grande do Sul''. Porto Alegre: Movimento, 1984</ref><ref>Damasceno, Athos. ''Artes Plásticas no Rio Grande do Sul''. Porto Alegre: Globo, 1971</ref>
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